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domingo, 17 de abril de 2011

MAUS CONSELHOS (17)

ANO LXVIII - Domingo, 17 de abril de 2011 - Nº 3416

Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre” (Lucas, 8:49)

Jairo estava com sua filha de 12 anos muito enferma. Vai até Jesus e pede que este venha à sua casa para curá-la. O Senhor vai com ele, mas interrompe sua caminhada para atender a uma mulher enferma e a cura. Neste tempo, alguém da casa de Jairo chega até ele e lhe diz o que lemos acima.

Há razoabilidade nas palavras ditas a Jairo. É um conselho que traz consigo muita sensatez e propriedade, pois, afinal, a menina morrera e não havia mais o que fazer. Daí, o conselho para que não mais “incomodasse” o Mestre. O conselho é sensato em nossa dimensão hoje, mas não naquele momento em que o Senhor da vida estava encarnado e comunicando vida.

Há conselhos que parecem sensatos, mas que não se harmonizam com a natureza do Deus de quem somos e a quem servimos. O Senhor jamais se sentirá incomodado por nós em nossos momentos de angústia, dor e aflição quando lhe levantamos preces e orações plangentes e súplices. Ao derramarmos nossa alma em choro e lágrimas com o coração aflito e clamarmos por sua misericórdia, jamais se fará indiferente ou se sentirá incomodado. Seu prazer é nos envolver em seus braços, aconchegar-nos em seu seio, acolher-nos em seu colo e nos acalentar.

Resista a conselhos que seguem raciocínio como o dado a Jairo. Não pense nunca que sua oração, seu clamor e sua súplica, constantes e contínuos, serão aborrecedores ao Senhor nosso Deus. Há nEle prazer e satisfação em nos ouvir e atender, amparar e socorrer. Ele inscreve, com carinho, nossas lágrimas em seu livro e as recolhe em sua vasilha (Salmo 56:8), não permitindo que nenhuma delas se perca ou caia no vazio da desatenção ou descaso. Ele se importa conosco, Ele tem cuidado de nós. Jamais o Senhor se sentirá incomodado ou importunado quando nos colocamos diante dEle com coração angustiado e aflito. Vá a Ele, certo de que jamais o estará incomodando.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 10 de abril de 2011

MAUS CONSELHOS (16)

ANO LXVIII - Domingo, 10 de abril de 2011 - Nº 3415

...andaram nos seus próprios conselhos, e na dureza do seu coração maligno; andaram para trás, e não para diante” (Jeremias, 7.24).

Era tempo de tribulação, aflição e cativeiro para o povo de Israel. Haviam sido resgatados do Egito por Mão poderosa do Senhor e levados para Canaã. Mas, a iniqüidade, injustiça e rebelião contra o Senhor os tornava alvos de Seu juízo, fazendo-os ir em cativeiro para Assíria e Babilônia.

Qual o motivo desta situação? Por que isto estava ocorrendo? A resposta nos é dada pelo profeta Jeremias: ouviram seus próprios conselhos. Haverá mal em ouvir o próprio conselho? Não necessariamente. Ocorre, no entanto, que Jeremias afirma que tais conselhos brotaram de coração “duro e maligno”.

A indicação é que os conselhos eram maus, por serem contrapostos à orientação do Senhor, dada por meio dos profetas, revelando ao povo Sua boa vontade. Desprezaram a direção do Senhor, para seguirem seus próprios passos e inclinações. O resultado foi lamentável, pois “andaram para trás”.

Quando damos lugar aos conselhos de nosso coração (sedicioso e mal) em desprezo às orientações de Deus em Sua Palavra, a colheita de tal semeadura será sempre lastimável. Poderá não ser de imediato, mas, certamente, ocorrerá em momento determinado. O fruto de tais orientações será a ruína, a queda, a derrocada.

Ao falar que o resultado de ouvirem “seus próprios conselhos” foi o “andar para trás”, o profeta se refere ao fato de serem levados em cativeiro e voltarem, portanto, à condição de escravos em terra alheia. Não apenas estrangeiros ou forasteiros, mas cativos e escravos.

Não deixe que seu coração lhe dite os conselhos em oposição ao ensino bíblico. Resista a tal inclinação, oponha-se a esta tendência. Afaste-se de tais conselhos e dê ouvidos à voz do Senhor, a fim de andar para diante e não para trás.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 3 de abril de 2011

MAUS CONSELHOS (15)

ANO LXVIII - Domingo, 03 de abril de 2011 - Nº 3414

Não vos engane Ezequias, dizendo: o Senhor nos livrará. Acaso os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria?” (Isaías 36: 18).

A cena na qual esta declaração se encontra é o sítio à cidade de Jerusalém. O rei da Assíria já havia conquistado várias cidades e agora chega e acampa-se fora dos muros de Jerusalém para fazer-lhe o cerco e levar a cidade a render-se pela fome e sede.

O mensageiro (Rabsaqué) enviado pelo rei da Assíria, afronta não apenas o rei Ezequias, mas o Senhor dos Exércitos, o supremo Rei . A mensagem do assírio é acintosa e desafiadora. O conselho nela contido, exibe o desdém para com o Senhor e afirma não ser Ele capaz de livrar aqueles que nEle confiam. Aconselha o povo a desistir de confiar em Deus e se entregar aos exércitos inimigos e invasores.

A situação é delicada. O risco está claro, pois os exércitos da Assíria haviam destruído cidades fortes e bem edificadas; levaram cativos povos inteiros. Seu poder bélico era quase inigualável naquele momento. Muito provavelmente o mais sensato seria render-se.

Há conselhos que têm elementos de sensatez e lógica, mas estão em descompasso com a vontade revelada de Deus. Claro que superar estes conselhos exige de nós uma grande parcela ou fração de confiança e arrojo na graça do Senhor. Manter-nos fiéis a Ele e enfrentarmos a oposição e exércitos inimigos que nos pressionam e assediam, não é fácil.

Tantas vezes temos enfrentado situações que guardam semelhanças com a vivida por Ezequias. Não enfrentando um exército que cerca nossa cidadela, mas uma situação de pressão sobre nós que tenta nos fazer desistir da confiança no Senhor. A proposta ou conselho é que nos rendamos às forças inimigas, que nos entreguemos e assumamos seus costumes e condutas.

Rejeitemos tais conselhos. Mantenhamo-nos firmes na confiança no Senhor, mesmo que isto envolva muito sacrifício e lágrimas. O Senhor haverá de honrar àqueles que O honram.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 27 de março de 2011

MAUS CONSELHOS (14)

ANO LXVIII - Domingo, 27 de março de 2011 - Nº 3413

Porém os homens que subiram com Calebe disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, por que é mais forte do que nós” (Números, 13:31).

Esta afirmativa é feita por dez homens que foram enviados para espiar a terra de Canaã e que prestam seu relatório. Doze foram enviados e apenas dois (Josué e Calebe), ao voltarem, têm a consciência de fé e certeza que o Senhor lhes daria aquela terra em conquista, sob a bênção dEle.

Podemos ponderar sobre alguns aspectos do conselho dado por estes “espias”, que nos fazem ver certa razão no que afirmaram. De fato, os povos estavam mais bem estruturados bélica e militarmente e ofereceriam grande resistência e oposição às intenções dos hebreus em ocuparem a terra. Eram em maior número e esta vantagem não podia ser desconsiderada, visto que a coligação daquelas nações faria com que o número de hebreus se tornasse muito pequeno e, neste momento e circunstância, número faz diferença. Sua estatura era superior ao do povo hebreu e suas fortificações levaram os “espias” a se verem como “gafanhotos” diante deles. Estes elementos, se avaliados humanamente, são suficientes para sustentar o ponto de vista e o conselho dado por estes enviados a “espiar a terra” e vê-lo como prudente e adequado.

Ocorre, entretanto, que o conselho dado ignorava a ação poderosa e soberana de Javé, o Senhor dos Exércitos. Eles haviam visto e presenciado as manifestações portentosas do Senhor no Egito e no tempo em que estavam no deserto, tendo, portanto, elementos suficientes para saberem que Deus os haveria de fazer vitoriosos sobre todas aquelas nações. Há conselhos prudentes e sensatos, mas que desconsideram a promessa de Deus e Seu poder, levando à desconsideração de Seu propósito e vontade. Mais do que ouvirmos a sensatez humana, precisamos ouvir (e ver) as promessas do Senhor e Sua vontade revelada, acatando, pela fé, estas últimas e, rejeitando aquela, certos de que “aquilo que o Senhor disse Ele fará, e o que prometeu cumprirá” (Números, 23: 19).

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 13 de fevereiro de 2011

MAUS CONSELHOS (13)

ANO LXVIII - Domingo, 13 de fevereiro de 2011 - Nº 3407

...O rei estabeleça um decreto... que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões” (Daniel, 6:7).

A sutileza da maldade humana é impressionante. A capacidade do ser humano perverter e corromper é muito grande. No texto do livro de Daniel vemos os conselheiros do rei Dario dar-lhe uma orientação altamente estimulante à sua vaidade. Seria ele considerado o único a quem se deveria pedir algo. Estaria em lugar de todos os deuses, sendo o maior dentre todos eles. Certamente deixou-se levar por tal conselho, posto que este lhe inflava o “EU”.

Mas, o que estava por trás desta forma de conselho-bajulação? Não era o interesse em promover a honra do rei, mas em destruir a vida de um homem justo, Daniel. A vaidade do rei seria o instrumento pelo qual se daria a morte daquele homem fiel e íntegro, servidor dedicado e prestimoso do próprio rei.

Deus interferirá, de modo sobrenatural, no processo urdido pelos governadores, preservando a vida de Daniel, impedindo que venha a ser devorado pelos leões, aos quais seria atirado. É preciso estarmos atentos a certos conselhos que vêm entremeados de elogios, e parecem nos colocar em uma condição ou situação de superioridade, envolvendo nosso “ego” e elevando-o em vaidade. Muitas vezes o propósito é lesivo e destrutivo. Tal forma de sedução e engodo visa o prejuízo nosso ou de terceiro, fazendo-nos meros instrumentos de manipulação para consecução de objetivos escusos e baixos. Pensamos que estamos sendo prestigiados, mas, na verdade, trata-se de exploração de nossa vaidade.

Não só os jovens e adolescentes estão sujeitos a tal forma de exploração quando lhes é dito: “Você é forte, corajoso, não tem medo de nada, então dê um ‘tapa’ neste ‘baseado’, ou ‘ganhe’ aquela ‘tiazinha’”; mas nós adultos, profissionais liberais, homens de negócios, donas de casa, etc, somos alvos constantes desta forma de orientações, sugestões e conselhos. Aprendamos a perceber o que se encontra por detrás de tais propostas e conselhos, rejeitando-os, mesmo que possa parecer desconsideração à nossa sempre carente auto-estima. Deus assim nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MAUS CONSELHOS (12)

ANO LXVIII - Domingo, 06 de fevereiro de 2011 - Nº 3406

"Agora, pois, meu filho, atende às minhas palavras que eu te ordeno" (Gênesis 27:8)

Quem disse as palavras acima registradas? Rebeca. A quem foram ditas? Ao seu filho preferido, Jacó. Uma mãe orientando seu filho, a fim de que ele faça de acordo com o que ela mandara. De fato, este é um instante de real significado para o contexto de família. No entanto, o que a mãe dissera? Qual o conselho ou orientação dados? O contexto nos mostra que ela leva o filho a mentir e enganar o próprio pai; simula uma situação, fingindo-se passar por outra pessoa e, além de tudo, envolve o nome de Deus ao mentir a seu pai dizendo: "Porque o Senhor, teu Deus, mandou a caça ao meu encontro" (v.20).

Pode-se argumentar que o motivo foi por uma causa justa. Será? O que estava patente neste conselho era a manifestação de preferência desmedida da mãe por um filho em prejuízo de outro. Mas, Jacó teria que ser maior que Esaú, pois a profecia era esta. Se o Senhor havia dito que seria assim, não precisamos "dar uma mãozinha" para Deus cumprir seus propósitos. Este conselho imprudente, insensato e injusto de Rebeca levará à contenda, dissensão, rancor e ódio entre os irmãos, separando a família, além de um preço impensado para uma mãe em relação ao filho querido; nunca mais voltaria a vê-lo.

Vários aspectos de advertência nos alcançam ao lermos este texto, como, por exemplo, evitarmos a proteção excessiva em relação aos filhos; procurarmos evitar adequadamente inclinação maior em relação a um ou outro, sem gerarmos prejuízo a qualquer deles; cuidado e prudência ao direcionarmos ações deles por meio de nossos conselhos, entre outros.

A responsabilidade do pai e da mãe é muito grande com relação à formação e orientação dos filhos. A diretriz de Deus é: "Ensina a criança no caminho em que deve andar" (Provérbios 22:6). O que vamos ensinar com nosso falar e, sobretudo, com nosso viver, serão balizadores e norteadores das decisões de nossos filhos e influenciarão sua maneira de ver a própria vida. Portanto, prudência e cuidado com nossos conselhos aos nossos filhos.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 30 de janeiro de 2011

MAUS CONSELHOS (11)

ANO LXVIII - Domingo, 30 de janeiro de 2011 - Nº 3405

"Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele, e conservemos a descendência de nosso pai" (Gênesis 19:32)

Temos na Bíblia a seguinte advertência: "Lembrai-vos da mulher de Ló" (Lucas 17:32), cujo propósito é evitar que cometamos o mesmo erro daquela mulher. No entanto, o que transcrevemos de Gênesis nos fala, não da mulher, mas, das filhas de Ló. É prudente que nos lembremos, também, das filhas de Ló, a fim de não incidirmos no mesmo gravíssimo erro que cometeram.

O contexto mostra que a irmã mais velha orienta a mais nova para, após embriagarem o pai, deitarem-se com ele e coabitando, preservarem sua descendência; cometendo um incesto. Trágico conselho, trágica decisão, terrível realização.

A irmã mais velha aconselha a mais nova e esta acata a orientação da irmã. Percebe-se o motivo alegado de que "não havia homem na terra", o que aponta um inverdade ou, mais diretamente, uma mentira evidente. A responsabilidade da mais velha é manifesta, mas a mais nova não pode se desresponsabilizar por seu ato incestuoso, mesmo que orientada pela irmã. A Bíblia não esconde tais mazelas e corrupção dos que fazem parte de suas narrativas, no propósito de nos levar a evitar a reprodução de tais erros e comportamentos.

Ainda que não "houvesse homens na terra" (o que não era verdade), não seria justificável tal forma de relacionamento. Tal atitude mostra a intemperança em buscar oferecer solução errada para "problemas" que nos atingem. Aponta também falta de consciência no cuidado de Deus que fizera preservar a vida de sua família de forma extraordinária. Apresenta, mais uma vez, o equívoco de que os fins podem e devem determinar os meios, sem nenhuma restrição ou pudor de nossa parte.

Triste e lamentável tal ocorrência entre estas filhas e seu pai. Devemos aprender (por isto está registrado) a confiar no Senhor, sem lançar mão de subterfúgios e artimanhas malignas, evitando oferecer conselhos como este e assumirmos atitudes iguais as destas duas jovens. Lembrai-vos DAS FILHAS DE LÓ.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 23 de janeiro de 2011

MAUS CONSELHOS (10)

ANO LXVIII - Domingo, 23 de janeiro de 2011 - Nº 3404

"Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o Senhor..." (Números 31:16)

O ambiente que envolve a ocorrência de que nos fala o texto transcrito, diz respeito à ação do exército israelita em preservar a vida das mulheres moabitas. A ordem era para não poupá-las, mas eliminar todas elas. O motivo da punição destas mulheres é haverem feito os hebreus prevaricarem contra o Senhor. Em forma mais direta, elas os envolveram em laços de prostituição, fazendo-os pecar contra o Senhor, e serem alvo de Sua ira.

O orquestrador e arquiteto desta trama ou cilada foi Balaão, que, de forma solerte e sorrateira, orientou-as, a fim de que seduzissem os filhos de Israel, afastando-os da vontade do Senhor e impedindo-os de alcançarem a terra prometida. Elas deram ouvidos a tais conselhos e fizeram pecar aos israelitas, os quais foram castigados pelo Senhor (Nm. 25:1-3). Aquilo que Balaão não conseguira por meio direto de maldição, alcançara, agora, por meio de conselhos.

Balaão parecia um homem honesto e até digno de crédito, posto que "falara bem do Senhor". Mas, atrás daquela máscara, estava alguém que se ligava às artes ocultas e às trevas, que usará sua persuasão e convencimento para levar pessoas a se rebelarem contra o Senhor.

Claro que a responsabilidade de Balaão é grande neste episódio. Mas, as mulheres que ouviram e seguiram seu conselho não podem dizer que são inocentes e não terem responsabilidade. Os conselhos, normalmente, não são imposições ou constrangimentos; são proposições, indicações, insinuações. Nós os acatamos ou rejeitamos.

Há quem se deixe conduzir por diretrizes e orientações à exemplo das que tais mulheres atenderam. Tenhamos discernimento e firmeza em Cristo, com base em Sua palavra escrita, para rejeitarmos tais proposições e nos mantermos íntegros no caminho do Senhor, sem nos afastarmos dEle, sem prevaricar contra Ele, e isto para nosso bem e Sua maior glória.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 16 de janeiro de 2011

MAUS CONSELHOS (09)

ANO LXVIII - Domingo, 16 de janeiro de 2011 - Nº 3403

Então ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista” (Mateus 14:8).

A passagem a que se refere o texto citado acima é bastante conhecida dos que têm algum contato com a história bíblica. Trata-se da adolescente-jovem Salomé, que no dia do aniversário de Herodes, dança para ele e, por sua sensualidade, o deixa pasmo e envolvido. A mãe, Herodias, aproveita o momento para desferir golpe fatal contra seu opositor, o profeta João Batista, e aconselha a filha a pedir a cabeça deste santo homem de Deus. No que foi atendida pela filha em sua orientação e, por Herodes, em seu pedido.

Pacere-nos absurdo que uma mãe possa agir de modo tão vil, a ponto de nos revoltar ainda hoje, ao lermos tal história. Ficamos a pensar como uma mãe pode se utilizar de sua filha para alcançar intentos tão baixos e iníquos? Como pode orientar uma filha na direção da maldade e vileza, levando-a a pedir a morte de alguém? Como pode explorar a filha sexualmente com o fito de buscar conforto pessoal? O que aconteceu na história bíblica ainda continua ocorrendo. Desafortunadamente...

Quando lemos, ouvimos ou vemos notícias envolvendo casos em que mães exploram as próprias filhas, orientado-as a venderem-se (quando não são vendidas), ou introduzem-nas nas vias do crime e das drogas, ficamos chocados e revoltados. Somos então confrontados com o fato de que tal procedimento não é coisa, apenas, de nossos dias.

Que conselhos têm sido dados por nós a nossos filhos? Quanto temos buscado influenciá-los meramente para uma vida de conforto, vitória e sucesso humanos a qualquer custo? Nossas orientações e conselhos (ligados ao exemplo) são para levá-los ao compromisso da fé em Cristo e à simplicidade do cristianismo? Estamos mergulhados neste mar de consumo (que nos consome) e aconselhamos nossos filhos a que satisfaçam seus desejos e interesses, sem barreiras ou limites, pois o que importa é “ser feliz”? A remoção de “qualquer obstáculo” é válida e legítima, desde que gere a tranquilidade e o conforto pessoal, mesmo que minhas mãos, e daquele a quem aconselho, fiquem manchadas de pecado, iniquidade e sangue? Até onde meu conselho é, de fato, orientação de conformidade com o Senhor, ou mera projeção de meus desejos e interesses sobre meu filho? O Senhor nos ajude e nos guarde em nossas orientações e conselhos.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 9 de janeiro de 2011

MAUS CONSELHOS (08)

ANO LXVIII - Domingo, 09 de janeiro de 2011 - Nº 3402

"Disse-lhe Jonadabe: Deita-te na tua cama, e finge-te doente; quando teu pai vier visitar-te, dize-lhe: Peço-lhe que minha irmã Tamar venha e me dê de comer pão, pois vendo-a eu preparar-me a comida, comerei de sua mão". (2 Samuel 13:5)

O episódio ao qual se liga o texto acima, envolve Amnom (filho do rei Davi), sua meia irmã Tamar e o primo de ambos, Jonadabe. Em princípio parece uma brincadeira de adolescentes e sem muitas consequências. No entanto, o resultado foi trágico: o estupro incestuoso de Tamar, cometido por Amnom; a humilhação e vergonha de Tamar com a vida destruída; e, mais tarde, a morte de Amnom pelo seu meio irmão Absalão, que vingara a desonra de sua irmã.

Uma tragédia familiar. Não vamos tratar da situação ligada à família de Davi e sua fracassada jornada na criação de seus filhos. Nosso interesse é a participação de Jonadabe e o conselho que foi dado a seu primo e amigo Amnom, vindo a ser a causa geradora de tanta desgraça na família.

Esta história nos adverte para a necessidade de analisarmos com critério e cuidado os conselhos que nos são dados. Podem, como no caso, parecer sem muito problema, ou até ser, de fato, sugestivo para resolver o problema. Mas, se olharmos com algum vagar perceberemos que envolve mentira, simulação, má fé, intenção lesiva e prejudicial, propósito de satisfação de desejo interditado pelo Senhor, entre outros aspectos. Parecia tão simples, tão ingênuo, tão leve.

Precisamos estar atentos aos amigos e companhias de nossos filhos e que tipo de conselhos, orientações ou influências estão recebendo. Não se trata de "patrulhamento ideológico", mas acompanhamento consciente com relação ao que estão recebendo para manifestarem como prática.

Não são apenas os mais jovens que devem ter este cuidado. Tantas vezes somos seduzidos por conselhos aparentemente inocentes, com suave proposta de assumirmos o comportamento dissimulado no propósito de alcançarmos nosso objetivo. Um conselho que proponha meios lícitos para alcançar fins ilícitos, deve ser rejeitado tanto quanto aquele que sugira meios ilícitos para se alcançar fim lícito.

Reflitamos sobre o conselho de Jonadabe a Amnom. Percebamos o risco a que estamos igualmente expostos. Verdade e integridade; não falsidade e mentira, devem reger nossas decisões e pontuar nosso assentimento a conselhos que nos sejam oferecidos.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 2 de janeiro de 2011

MAUS CONSELHOS (07)

ANO LXVIII - Domingo, 02 de janeiro de 2011 - Nº 3401

"...E Abrão anuiu ao conselho de Sarai" (Gênesis 16:2)

Parece ser absurdo que um homem do carisma, poder e autoridade de Abrão possa anuir ao conselho dado por sua mulher. No entanto, isto é fato, ou seja, um poderoso homem cede ao conselho de sua frágil esposa. Muitas vezes os conselhos das mulheres são sábios e adequados. Mas, no contexto do versículo citado acima, a verdade é que tal assentimento foi gerador de um conflito que dura séculos. Sarai aconselha a Abrão que tome a serva e tenha um filho com ela e, assim, suscite sua descendência tão esperada. Nasce Ismael (filho de Hagar) que será o "pai" dos povos árabes. O conflito foi interno na família, depois tribal e até hoje nacional.

Estamos no início de um novo ano. Novo governo federal e estadual. Novas expectativas, renovadas esperanças. Em muitos momentos, neste novo ano, haveremos de ouvir conselhos insanos, embora pareçam sábios e adequados, como o de Sarai. Afinal havia uma promessa de Deus quanto a Abrão ter um filho. Sarai já estava velha e não se cumpria a promessa. Vamos "ajeitar" as coisas, dar uma "ajudazinha" a Deus na realização de Seu plano, uma vez que está demorando a se cumprir o que Ele disse. Muitos se acercarão de nós para nos tentar com conselhos "sábios e bons". Muito cuidado, pois atrás da aparência de solução conforme a direção de Deus, está a estruturação de uma armadilha posta para nos derrubar.

Não nos deixemos levar por tais formas de conselho ou orientação. Apeguemo-nos às promessas do Senhor e Seus ensinos, trazidos a nós em Sua palavra. Não os troquemos por propostas que torcem os caminhos do Senhor, ou que sugiram forma de "atalho" ou desvio, ainda que insinuem que o importante é alcançar a chegada. Não aceitemos esta colocação anti-cristã de que os meios têm sua justificativa por causa dos fins. Para nós os fins e os meios têm que estar de conformidade com o padrão de Deus, o que passa disso tem procedência maligna.

Andemos de acordo com o padrão do Senhor e na firme esperança do cumprimento de Suas promessas, rejeitando todo conselho que seja desvio em relação ao caminho por Ele estabelecido.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 26 de dezembro de 2010

MAUS CONSELHOS (06)

ANO LXVIII - Domingo, 26 de dezembro de 2010 - Nº 3400

"Os reis da terra se levantam, e os principais conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas". (Salmo 2: 2-3).

A partir do final do século XIX e início do século XX, pudemos ver que aquilo proposto e aconselhado pelos reis e príncipes no salmo 2, foi acatado e vivido por muitos governantes. A tentativa de ruptura total e completa com Deus foi intensa e extensa. Governos se instalavam e declaravam-se ateus, baniam a idéia de Deus no ensino nas escolas, fechavam templos de qualquer culto religioso, prendiam e executavam os que insistiam em manter sua convicção de fé. Havia, em contrapartida, também os que mantinham a fachada de: "Deus salve o Rei" ou "Em Deus nós confiamos", mas suas condutas de política interna e externa eram negação de sua profissão de fé, devido à discriminação racial, exploração e colonialismo econômico e político e outras formas inadequadas de ética para alguém que se diz cristão.

Hoje, quase não temos governos ou Estados que se declarem ateus, embora afirmem ser um "Estado laico", ou seja, sem credo religioso oficial. Outros há que se declaram religiosos e estabelecem um determinado credo como o oficial do país, o islã (República Islâmica do Irã), luterano na Finlândia e outros casos.

Pode-se pensar que o conselho equivocado e mau, dado pelos reis e transcrito no salmo, deixou de encontrar eco em nossos dias. Será? É possível haver uma formalidade de admissão de um credo religioso como oficial, é possível que haja promoção do direito à expressão e liberdade de culto, mas os governantes e principais ainda continuam com esta idéia de sacudir as algemas e romper os laços com o Senhor.

Em nosso país (religioso) em que se fala ser um país cristão, nossos governantes, com sua ética, ou melhor, não ética, fazem cortes no orçamento da saúde, educação, saneamento e infra estrutura, chegando à casa dos bilhões, enquanto oneram o orçamento em bilhões com aumento de 60% para os parlamentares e seus consequentes reflexos em outras esferas de governo; ao mesmo tempo em que têm o desplante de propor o aumento de trinta reais no salário mínimo, alegando que tal aumento(?) não pode ser maior por causa do impacto na Previdência e no universo empregatício, posto que haverá uma oneração difícil de ser suportada pelo Estado e pelo empregador. Claro; veja-se a absurda carga tributária imposta à nação para sustento de regalias e aumentos assintosos de "suas excelências". Veja os desvios na Previdência para suportar falcatruas e o não pagamento devido pelas grandes empresas e o "refinanciamento" assintoso que se faz, premiando os infratores. Como não estão seguindo o conselho lesivo de livrar-se do jugo ético da relação com o Deus Soberano e Senhor?

Que nós mantenhamos, neste novo ano, o jugo do Senhor sobre nós e O sirvamos com fidelidade e alegria. Amém.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 19 de dezembro de 2010

MAUS CONSELHOS (05)

ANO LXVIII - Domingo, 19 de dezembro de 2010 - Nº 3399

"Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis" (Gênesis 3:4)

A passagem acima transcrita é parte da conversa acontecida entre Eva e a serpente, no jardim do Éden. Nela vemos existir a sugestão (conselho) dada por Satanás (na figura de serpente) para que a mulher desconsiderasse a ordem do Senhor quanto a comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Infelizmente Eva resolveu obedecer o conselho dado pela serpente, e desprezar a ordem do Senhor. Foi uma lástima, uma tragédia, uma ruína.

Quando consideramos que o segundo domingo de dezembro é reservado para comemoração do Dia da Bíblia, vemos a necessidade de enfatizarmos a importância de ouvirmos e obedecermos às determinações de Deus direcionadas a nós nas páginas da Escritura. O estabelecimento deste dia (segundo domingo do advento) se deu pelo bispo Crammer (Inglaterra) em 1549, ao inseri-lo no Livro de Orações da Igreja da Inglaterra, mas não como dia da Bíblia, e, sim, como um dia especial de intercessão do povo de Deus em favor da leitura e difusão das Escrituras. No Brasil em 1850 (com os imigrantes) passará a se observar tal data.

O motivo da ruína da humanidade (entrada do pecado no mundo) ocorreu pelo fato de se dar ouvidos aos conselhos contrapostos às diretrizes dadas por Deus em Sua Palavra. Infelizmente, para muitos, a Bíblia se torna uma espécie de amuleto. Para outros, um objeto de enfeite ou adorno da sala. Para tantos outros, um livro que se leva ao templo (quando se leva) para lermos quando o dirigente nos indicar certo texto. É preciso que se resgate o entendimento que a Bíblia deve ser lida diariamente, estudada com zelo, pregada com fidelidade e VIVIDA COM INTEGRIDADE. Não se deve ficar pregando sobre a Bíblia, mas a Igreja deve pregar o conteúdo da Bíblia, ou seja, o propósito eterno de Deus em salvar Sua Igreja por meio da morte e ressurreição de Cristo e os frutos de caráter transformado por esta redenção.

Deixemos de escutar os conselhos que se opõem às Escrituras e vivamos de acordo com o que Deus nos manda e determina em Sua Palavra. Certamente agrada mais a Deus que se viva Sua Palavra todos os dias, do que se ter apenas um dia em sua homenagem.

Leiamos, estudemos, meditemos e, acima de tudo, vivamos os ensinos do Senhor trazidos a nós em Sua Palavra escrita.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 12 de dezembro de 2010

MAUS CONSELHOS (04)

ANO LXVIII - Domingo, 12 de dezembro de 2010 - Nº 3398

"De que nos aproveita matar nosso irmão e esconder-lhe o sangue? Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a nossa mão...Seus irmãos concordaram" (Gênesis 37: 26-27)

O texto que temos acima exposto é parte da conhecida história de José (chamado do Egito) filho de Jacó, que sofreu muitos revezes em sua vida, mas alcançou a vitória pela graça de Deus.

A inveja e a revolta haviam tomado conta dos irmãos de José, pelo fato de ser preferido de seu pai e dizer ter uns sonhos que o colocavam acima de todos os demais. Tal situação acabou por gerar o clima de rejeição a José, ocasionando a conspiração de sua morte por parte dos próprios irmãos.

Vemos um dos irmãos aconselhar aos demais que evitassem ser eles os autores diretos de um crime. Assim propõe que vendam seu irmão aos mercadores midianitas. Tal conselho é bem vindo e aceito, afinal evitariam matar o irmão, ficariam livre dele e ainda ganhariam algum dinheiro.

Mais uma situação em que vemos um conselho ímpio e iníquo. A inveja e revolta levam à urdidura de uma trama de morte. A orientação oferecida parece minorar a responsabilidade de todos no fim trágico que se colocava sobre José. A providência de Deus interfere e modifica aquele intento de morte em fonte de vida. No entanto, esta ação de Deus não isenta de responsabilidade e culpa aquele que ofereceu o conselho e os que o praticaram.

Não é incomum ouvirmos conselhos deste tipo e que têm semelhança com esta proposta dos irmãos de José. São colocações que sugerem não ser tão mal assim e que a culpa não será nossa : "não ponhamos sobre ele nossa mão". Esta é uma tentativa de burlar a consciência em uma proposta de racionalização. Isto pode funcionar com a consciência, mas não funciona com o Senhor. Ele continuará dizendo e afirmando que tal proposta e sua aceitação são iníquas e contrárias à Sua vontade.

Estejamos atentos a tal forma de proposição e conselho. Saibamos rejeitar toda e qualquer proposta que não seja de conformidade com a vontade do Senhor. Repudiemos todo conselho que vise a destruição e ruína da vida, mesmo que possa haver a idéia de que não "estaremos pondo nossa mão". Sejamos firmes e fiéis ao Senhor.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 5 de dezembro de 2010

MAUS CONSELHOS (03)

ANO LXVIII - Domingo, 05 de dezembro de 2010 - Nº 3397

"Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os jovens que haviam crescido com ele e lhe serviam" I Reis 12.8

O contexto da passagem acima transcrita nos apresenta o jovem rei Roboão, que sucedera a seu pai Salomão no trono de Israel. A riqueza e suntuosidade da coorte do rei Salomão custava altíssimo preço ao próprio povo. Com sua morte, o povo pede a seu filho que reavalie tal situação e diminua a ostentação, minorando os impostos e cortando gastos, pois havia opressão do povo para sustentar o luxo salomônico.

Os anciãos aconselham o jovem rei a minimizar o sofrimento do povo, aliviando-lhe a opressão e, dessa forma, lhe ganharia o respeito. No entanto o rei busca conselhos com seus jovens amigos que o orientam a oprimir ainda mais o povo e aumentar sobre eles a carga. Ele resolve atender seus jovens amigos e servos, recepcionando o mau conselho, com resultado de rebelião e divisão do reino.

Neste episódio vemos a ruína se instaurar devido ao fato de se acatar um conselho inadequado e infeliz. Não se trata de dizer que somente os idosos dêem bons conselhos e os jovens apenas maus. Embora, seja fato que a maturidade e a experiência nos ajudam a melhor compreender a vida, capacitando-nos a oferecer orientação mais adequada, não são garantia de inerrância.

A exemplo de Roboão, há muitos que preferem recepcionar em sua vida os conselhos que satisfazem sua vaidade e inflam seu" ego". São conselhos que enfatizam o bem estar pessoal ao custo da miséria e exploração de muitos. Trata-se de proposta de uso das pessoas, além das coisas, para que meus caprichos e vontades sejam satisfeitos.

No mundo hedonista e centrado na busca da satisfação do prazer pessoal, cada vez é menos ouvida e aceita a orientação de favorecer, beneficiar e socorrer o outro, às custas de meu menor luxo. Como cristãos, somos desafiados a ouvir e acatar o conselho do Senhor em Sua Palavra, quando nos ensina: "Mais bem aventurado é dar do que receber" (Atos 20.35)

Que saibamos rejeitar e repudiar qualquer conselho cujo teor seja o de nos trazer satisfação e prazer às custas da exploração de outro ser humano.

Rev. Paulo Audebert Delage

AI (47)

ANO LXVIII - Domingo, 05 de dezembro de 2010 - Nº 3397

"Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os jovens que haviam crescido com ele e lhe serviam" I Reis 12.8

OBS: Este artigo foi reclassificado em outra série e encontra-se publicado como MAUS CONSELHOS (03).

domingo, 21 de novembro de 2010

MAUS CONSELHOS (02)

ANO LXVIII - Domingo, 21 de novembro de 2010 - Nº 3395

"Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus, e morre" (Jó 2.9)

Este conselho foi dado a Jó por sua mulher. A situação de Jó era aflitíssima, seus bens, filhos e saúde estavam arruinados, mas ele permanecia fiel a Deus e reconhecia que Deus lhe havia dado e agora tirara, e que bendito era o Nome do Senhor ( 1:21). Sua mulher não entendia a fidelidade de seu marido para com Deus e lhe dá este conselho inadequado, que, felizmente, não foi acatado por ele.

Muitas vezes pessoas que nos são próximas e chegadas não entendem nossa postura de fé e compromisso com Deus. Julgam que somos fanáticos, loucos e que nossa fé é um estorvo ou mesmo motivo de infelicidade. Neste sentido trazem a nós orientações ou conselhos que são insanos e inadequados a nós como cristãos. São como a mulher de Jó, que pensava não valer a pena ser fiel a um Deus que permite a incidência de tanta tragédia sobre sua vida.

Nosso contexto social é altamente impregnado de diretrizes ou conselhos desta mesma ordem. Pessoas, até mesmo da família, querem nos levar a entender que a postura contrária à vontade de Deus é a mais adequada e correta. Na esfera dos negócios, a orientação é para sermos como os demais e desconsiderar o que seja honesto e direito, já que o importante "é vencer e lucrar". Na área do compromisso conjugal é comum os conselhos para o caminho "mais fácil" da separação, ou ainda pior o da infidelidade para que o outro possa sentir "o mesmo gosto que eu senti". Amigos e amigas que abertamente indicam o princípio da propina, do suborno, da "maracutaia" sob a alegação de que "todo mundo faz", ou então, de que "se não fizer não se consegue". São como a mulher de Jó.

Rejeitar tal forma de conselho é o que se espera de nós como cristãos. Não é fácil assumir a postura de fidelidade a Deus em contraposição à corrente dominante de comportamento social em nossos dias. Mas, é preciso respondermos como Jó e não pecarmos contra o Senhor nosso Deus (v. 10). Bendito seja o Nome do Senhor.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 14 de novembro de 2010

MAUS CONSELHOS (01)

ANO LXVIII - Domingo, 14 de novembro de 2010 - Nº 3394

MAUS CONSELHOS
"...porque sua mãe era quem o aconselhava a proceder iniquamente" (2Cr.22:3)

O texto acima transcrito traz algo que, para nós, parece ser inimaginável ou impensável. Mas, é verdade. A rainha mãe chamada Atalia aconselhava seu filho Acazias a realizar atos iníquos, a cometer injustiças e praticar imoralidades.

Essa referência quebra nosso paradigma materno, posto que apresenta uma mãe capaz de direcionar e conduzir seu próprio filho por caminhos escusos e ímpios. Ficamos abismados com tal atitude.

O pensamento de que tal postura é algo distante de nós, e que não se aplica ainda hoje, infelizmente não é tão verdade. Há muitas mães (e muitos pais) que conduzem suas filhas (e seus filhos) a realizarem atos que não são moralmente aceitáveis e admissíveis aos padrões da fé cristã. A ênfase ao visual e preocupação obsessiva com a estética, a condução à vaidade pelo uso exclusivo de marcas famosas e ostentação supérflua a qualquer custo, mesmo que sob pesado risco de endividamento e inadimplência, a visão estratificadora de castas ou camadas na sociedade levando ao tratamento, muitas vezes, desumano ou humilhante aos que estão postos como servidores, a condução ao envolvimento com o dinheiro e posição social com sacrifício da relação salutar do matrimônio, ou seja, o que importa é a condição social e o status econômico. Esses são alguns aspectos presentes em nossa sociedade e aos quais muitas mães estão conduzindo as filhas.

Isso é chocante. Mas, nossa sociedade ainda permanece com estas formas de conselhos hediondos e repugnantes, passados pelos pais aos filhos, levando-os a reproduzir comportamento segregacionista, anticristão e em desalinho com a vontade expressa do Senhor.

Tenhamos postura cristã para aconselharmos com sabedoria nossos filhos e filhas, com zelo do Senhor e fidelidade a Ele, a fim de não termos sobre nós o mesmo escrito que pesa contra Atalia: "sua mãe o aconselhava a proceder iniquamente".

Rev. Paulo Audebert Delage

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.