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domingo, 4 de fevereiro de 2018

MULHER E PRESBITERIANA

ANO LXXV - Domingo, 04 de fevereiro de 2018 - Nº 3771

Em homenagem ao dia Da Mulher Presbiteriana.

MULHER E PRESBITERIANA

Em 1924 o Presbitério de Pernambuco foi desmembrado, surgindo, então, o Presbitério Sul de Pernambuco que se estendia a Alagoas e norte de Sergipe. Logo foi organizada a Federação de Senhoras, as auxiliadoras femininas. Cecília Siqueira foi a sua primeira presidente, realizando um trabalho extraordinário. Considerando as distâncias e as limitações de transporte, estradas e acomodação daquela época, foi realmente um trabalho incomum para a mulher brasileira. Sua atuação foi tão marcante, que a então Assembleia Geral da Igreja, hoje Supremo Concílio, nomeou D.Cecília para exercer o cargo de Secretária Executiva do Trabalho Feminino em todo o território nacional. Ela substituiu outra heroína chamada Bianche Lício, a primeira mulher a ocupar aquele posto na Igreja Presbiteriana do Brasil. D. Cecília exerceu essa honrosa função durante quinze anos com acendrado amor e dedicação. Viajou por todo o país orientando a mulher presbiteriana a organizar-se e estimulando os grupos já existentes. Ainda encontrava tempo para elaborar programas e contribuir na preparação do manual das SAFs. Seria, posteriormente, substituída por outra notável mulher, d. Nady Werner. Num tributo à Mulher Presbiteriana foi escolhido o segundo domingo de fevereiro, por ser uma data fixa mais próxima do aniversário de Cecília. E neste dia, em todo o território nacional, as igrejas presbiterianas recordam de modo especial que foi Cristo Jesus, Senhor e Salvador, quem valorizou a mulher, quem lhe deu a posição que ocupa hoje no lar, na Igreja e na sociedade. O Dia da Mulher Presbiteriana é, pois, uma oportunidade especial para que todos, mulheres e homens, nos unamos no mesmo espírito de louvor e gratidão a Deus. A você, que é Mulher e Presbiteriana, a nossa homenagem.

Rev. Eudes Coelho

domingo, 5 de junho de 2005

ELEIÇÃO DE DIÁCONOS

ANO LXIII - Domingo, 05 de junho de 2005 - No 3110

ELEIÇÃO DE DIÁCONOS

Hoje, conforme convocação estatutária, elegeremos 4 (quatro) irmãos para o cargo e ofício de diácono. E diácono, segundo o ensino da Palavra de Deus e a Constituição da Igreja, é o oficial eleito pela comunidade e ordenado pelo Conselho para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente:

1) à aplicação de verbas e ofertas para fins caritativos (ou de ação social);
2) à assistência aos órfãos e viúvas;
3) à manutenção da ordem e reverência nos cultos e instalações da igreja.

Para o diaconato exigem-se as mesmas características do presbítero: assiduidade, pontualidade no cumprimento dos deveres, moral irrepreensível, prudência no agir, discrição no falar e testemunho de fé. Escrevendo a Timóteo (1Tm 3.8-13), Paulo afirma que os diáconos devem ser respeitáveis, amantes da verdade, moderados, não cobiçosos, maridos de uma só mulher, bons esposos e pais, e que sejam aprovados antes de serem ordenados. Em Atos 6.3 lemos que devem ter boa reputação e sejam cheios do Espírito Santo e de sabedoria.

Que o Senhor nos oriente na escolha de homens que preencham essas qualificações, para um melhor serviço à Igreja. Vamos, pois, irmãos, escolher não segundo a aparência ou pela amizade, mas seguindo a orientação do Espírito Santo.

Aos que, como candidatos, não venham a ser escolhidos desta vez, lembramos que para alguns ministérios da Igreja é necessário ser eleito, mas para servir a Jesus ser salvo é o bastante. Além disso, na dinâmica da Igreja e pelos princípios constitucionais por ela adotados, outras eleições virão e novas oportunidades surgirão. Cremos em Rm 8.28!

Rev. Eudes

domingo, 8 de maio de 2005

COM JÚBILO E GRATIDÃO

ANO LXII - Domingo, 08 de maio de 2005 - No 3106

Com Júbilo e Gratidão

Letra: Rev. Eudes Coelho Silva
Música: Elias Coutinho do Nascimento Papotti

I
Vila Mariana, Igreja de valor,
Presbiteriana és, na fé e no amor.
Igreja jubilosa vai sempre avançar
E o Evangelho santo, ao mundo anunciar.

Estribilho
Canta IPVM, Canta ao Salvador.
Com júbilo e gratidão
Exalta ao Teu Senhor.

II
Bênçãos do passado, a Deus agradecemos.
Novos desafios, com Cristo venceremos.
Igreja jubilosa, espalha a tua luz.
Vai alcançando almas e as leva ao Rei Jesus.

III
Na força do Espírito, tu vais te renovar.
E novos horizontes, tu hás de alcançar.
Sim, marcha Igreja, lute com zelo e com ardor
Até que logo volte em glória o Teu Senhor.

Rev. Eudes

domingo, 1 de maio de 2005

ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR!

ANO LXII - Domingo, 1º de maio de 2005 - No 3105

"Até aqui nos ajudou o Senhor!"

Maio chegou!
E apesar das confusões
de uma sociedade sem Deus,
ainda é o mês das flores,
mês das noivas,
mês de muitas celebrações.

Dia do Trabalho
Dia das Mães.
Dia da Abolição,
mês de raras tradições.
Nele também se celebra,
na grei presbiteriana,
o Dia da Mocidade.

Maio é por excelência,
o mês do Lar,
mês da Família,
mês de repensar valores,
de harmonizar interesses,
de renovar amizades.

E para a família maior
formada no amor de Jesus,
vivendo em comunhão
e andando na mesma luz,
Maio é o mês de aniversário,
é expressão de amor,
é tempo de gratidão.

Rev. Eudes

domingo, 28 de novembro de 2004

ELEIÇÃO DE PRESBÍTEROS

ANO LXII - Domingo, 28 de novembro de 2004 - No 3083

1º Domingo do Advento

ELEIÇÃO DE PRESBÍTEROS

Conforme convocação, reunimo-nos hoje em Assembléia Geral Extraordinária para render culto ao Senhor e escolher, pelo livre exercício do voto, 3 (três) irmãos para o presbiterato da Igreja Presbiteriana do Brasil.

São oficiais que nos representarão a nível local e em concílios regionais e nacionais. Oficiais que, juntamente com os pastores, exercerão o governo e a disciplina, e zelarão pela doutrina e testemunho da Igreja. O compromisso é sério e exige desprendimento. Por isso mesmo a eleição não deve ser vista como um "favor" ou "homenagem", mas uma investidura em nome do Senhor Jesus.

Muitos foram os nomes sugeridos ao Conselho. Todos foram consultados. Vários aceitaram a indicação dos seus nomes, outros, porém, fizeram uso do direito de recusar tal privilégio e responsabilidade. Veja no encarte deste Boletim, que servirá de cédula única, a relação dos que se colocam à disposição da Igreja para servi-la com dedicação pelos próximos 5 (cinco) anos.

Na escolha de alguém para preenchimento de uma vaga na escola apostólica, a igreja primitiva indicou dois nomes e destes escolheu um. Antes, porém, orou dizendo: "Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido." (At.1.24). Considerando, pois, o exemplo do passado, vamos, sincera e humildemente, colocar os nossos indicados diante do Senhor em oração e súplicas.

Quando uma eleição na Igreja reflete a vontade de Deus na indicação dos Seus escolhidos - e não a manifestação de mera simpatia por esse ou aquele irmão - a comunidade será bem servida, haverá paz e harmonia, e a Igreja crescerá em número e santidade.

Que o Senhor nos use como instrumentos da Sua soberana vontade.

Rev. Eudes

domingo, 2 de maio de 2004

O INSUBSTITUÍVEL

ANO LXI - Domingo, 02 de maio de 2004 - No 3053

O INSUBSTITUÍVEL

Todo final de carreira sempre acarreta preocupações. Seja nos esportes, no mundo dos negócios ou no ministério pastoral. E agora, como vai ser? Quem será o substituto? Será que vai corresponder às expectativas? São perguntas naturais que afloram à nossa mente. Mas não devem ser motivo de desânimo nem de angústia.

Se nas atividades seculares ninguém é insubstituível, na vida eclesial é da mesma forma. Podemos ser úteis, porém não insubstituíveis. Lembram-se de Ashbel Green Simonton, o primeiro missionário presbiteriano em terras do Brasil? Talvez ninguém tenha feito tanto quanto ele, considerando as limitações da época e seu curto período de ministério. Mas aí está a grei presbiteriana, em seus vários segmentos, firme e forte. José Manoel da Conceição, Antônio Trajano, Vicente Themudo Lessa, Eduardo Carlos Pereira, Erasmo Braga, Carvalhosa, Gerônimo Gueiros, Diniz Prado de Azambuja Neto, Josibias Marinho, Miguel Rizzo Júnior, José Borges dos Santos Júnior, Amantino Adorno Vassão, Zaqueu Ribeiro, Júlio Andrade Ferreira, Miguel Orlando de Freitas, Wilson de Souza e tantos outros expoentes do presbiterianismo nacional deram a sua contribuição, concluíram a carreira e foram substituídos. É um processo natural. Uma nova geração sucedendo a anterior.

Sinto-me honrado, em meu final de carreira, com o conceito adquirido entre inúmeros colegas, irmãos e amigos. Conceito pelo qual me empenho com gratidão ao Senhor. Conceito estampado no telegrama que acabo de receber do pastor da abençoada Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte: "Precioso Pr Eudes. Parabéns pelo ministério frutífero, fiel e inspirador para gerações de líderes e pastores. Eu sou um dos abençoados. Que Deus continue abençoando sua vida. Pr. Jeremias Pereira da Silva".

Alegro-me com o fato de concluir minha carreira, como pastor efetivo, no seio acolhedor da família IPVM. Alegro-me com o fato de ver uma igreja sexagenária ainda dando frutos e gerando filhas. Alegro-me com o fato de chegar aos setenta anos de idade em plena atividade pastoral e entusiasmado com os novos desafios. Alegro-me com o fato de ver entre nós, bem entrosados, três ilustres ministros da Igreja Presbiteriana do Brasil, habilitados, portanto, para a sucessão pastoral. Alegro-me, pois, com o fato de que eu, também, não sou insubstituível.

Insubstituível só existe um - JESUS CRISTO, o Bom Pastor, o único e suficiente Salvador. A Ele, pois, toda a honra, toda a glória, todo o louvor!

Rev. Eudes

domingo, 25 de abril de 2004

CONTENTE EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO

ANO LXI - Domingo, 25 de abril de 2004 - No 3052

"CONTENTE EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO"

No Sec.XVII o pastor Thomas Watson escreveu: "Há duas cousas que considero por demais difíceis em meu ministério: primeira, tornar o incrédulo triste e, segunda, fazer o crente alegre"! Estamos no Séc. XXI e essas tarefas continuam sendo um grande desafio!

Quero encorajar você meu irmão, minha irmã, a vivenciar a plenitude da alegria. Não de uma alegria artificial movida a álcool ou drogas. Não de uma alegria provocada por tapinhas nas costas ou piadas de duplo sentido. Não de uma alegria passageira, dependente das circunstâncias. Quero encorajar você a vivenciar a "alegria indizível e cheia de glória", mencionada por Pedro em sua 1ª Epístola (1.8). Certamente esta era a alegria que embalava o coração do apóstolo Paulo. Veja o que ele diz no final de sua Carta aos Filipenses.

Um homem que gozou de prestígio político e social, por causa de sua opção por Cristo passou por terríveis humilhações. Sobrevivente de três naufrágios, abandonado pelos "amigos", alquebrado por longas jornadas, trazendo no corpo as marcas de inúmeros açoites e muitas pedradas, Paulo escreve essa carta de uma prisão em Roma. Mas, ao invés de lamúrias, ele traz aos cristãos de Filipos - e a nós também - uma palavra de gratidão, de fé e de esperança.

Na sua gratidão, cada dia era uma dádiva de Deus. Há muitas razões para nos alegrarmos: a ocupação profissional; o teto que nos abriga; a família que nos ama; a amizade de um amigo sincero; a Igreja que nos acolhe. Escolha um desses motivos e encha o seu coração com a alegria da gratidão. Mas se você não consegue encontrar nesses motivos a justificativa para se alegrar, alegre-se pelo dia que o Senhor lhe concede.

Paulo diz: "Tudo posso naquele que me fortalece". Quanta adrenalina essa palavra de fé já injetou em nossa alma! Talvez você esteja abatido, traído em sua confiança, ferido em seus sentimentos. Um problema de saúde, uma dificuldade no trabalho, um atrito em casa. Não deixe que isso abale a sua vida. Como Paulo, aprenda a viver contente em toda e qualquer situação. Se ele conseguiu, você também consegue. E o segredo está nesta declaração de fé: "Tudo posso naquele que me fortalece"! Aleluia!

Levante a cabeça e sorria. Isto não é indução psicológica. Isto é um ato de fé. Jesus disse que "tudo é possível ao que crê" (Mr 9.23). Creia, e diga para você mesmo: "Tudo posso naquele que me fortalece". É Jesus quem me fortalece!

Rev. Eudes

domingo, 18 de abril de 2004

REPENSANDO A CEIA DO SENHOR

ANO LXI - Domingo, 18 de abril de 2004 - No 3051

REPENSANDO A CEIA DO SENHOR

Conta-se que quatro amigos atravessavam uma cadeia de montanhas. Do alto avistaram um imenso e maravilhoso vale. Matas luxuriantes cercavam um lago de águas transparentes. Um dos homens era um pintor profissional. Ficou extasiado com a policromia das matas e logo pensou em perpetuá-la numa tela. O segundo, que era um hábil empreendedor, passou a calcular o valor da madeira e a fortuna que teria quem se apropriasse daquele vale. O terceiro, um engenheiro civil, vislumbrava o que representaria para aquela região a construção de uma estrada. O quarto homem, um poeta, olhos marejados, permanecia simplesmente deslumbrado diante da majestade da natureza. Todos estavam diante do mesmo cenário, mas cada um tinha uma percepção diferente.

Nossas experiências influenciam na formação do nosso caráter e cada um de nós interpreta a vida por prismas diferentes. Como cristãos, a nossa experiência religiosa nos leva a interpretar os símbolos de culto de modo também diferente.

Voltaire, filósofo e pensador ateu, escreveu: "Somos infelizes pelo que nos falta, mas não somos felizes pelas coisas que possuímos". Exemplificando, dormir não representa felicidade, mas não dormir é simplesmente insuportável.

Para muitos crentes, participar da Santa Ceia pode representar um mero ato litúrgico, um ritual religioso que nada lhes acrescenta. Não tenha dúvida, são crentes que, infelizmente, perderam o primeiro amor.

Para outros, porém, é privilégio indispensável. É expressão de obediência à ordem de Jesus. É sentir Cristo em mim, unindo-me à grande família da fé. É esperança que se renova na iminência do retorno glorioso do nosso querido Senhor e Salvador.

Três palavras resumem esse momento da fé cristã: gratidão, comunhão, renovação. Que esta seja a sua experiência meu irmão, minha irmã.

Rev. Eudes

domingo, 4 de abril de 2004

CORTANDO OS RAMOS

ANO LXI - Domingo, 04 de abril de 2004 - No 3049

CORTANDO OS RAMOS

A comemoração da chamada "semana santa" está começando. Evoca-se por toda a cristandade a entrada triunfal de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. Pela leitura de Mateus 21.1-11, vemos que Ele foi recebido em triunfo, saudado como o Messias, proclamado Rei. O Rei que vem em nome do Senhor!

A par do evento maior, esse dia ficou conhecido como o "Domingo de Ramos", e esta designação vem, certamente, da informação do Evangelho de que muitos da multidão que recepcionava o Senhor Jesus "cortavam ramos de árvores, espalhando-os pela estrada".

Hoje é um dia propício à reflexão e oração. Mas pode ser também um dia de decisão, de ação. Um dia de cortar os ramos, não no sentido literal e sim no sentido espiritual. Não para espalhá-los ordenada ou desordenadamente pela estrada de nossa vida, mas para desimpedir a nossa visão da aproximação do Rei, daquele que vem em nome do Senhor. Cortar os ramos de uma manifestação religiosa festiva, mas inoperante; os ramos de um cristianismo pálido e irrelevante; os ramos de um simbolismo sem vida e sem expressão; os ramos com os quais saudamos o Senhor e sob os quais negamos o Seu senhorio.

É válido lembrar que essa mesma multidão que clamava "Hosana ao Filho de Davi" num domingo, estaria no meio da semana bradando, de punhos cerrados, "crucifica-o, crucifica-o"!

Cortando os ramos de uma espiritualidade estéril - e muitas vezes hipócrita - permitamos que o Senhor Jesus entre triunfantemente em nossa vida e assuma o controle dos nossos sentimentos e atitudes.

Mais importante do que uma semana santa é uma vida santificada.

Rev. Eudes

domingo, 21 de março de 2004

ESPERANÇA, APESAR DOS PESARES

ANO LXI - Domingo, 21 de março de 2004 - No 3047

ESPERANÇA, APESAR DOS PESARES

Onze de março. Sete e trinta da manhã. A ação terrorista, cruel e covarde, faz estremecer a cidade de Madri e abala o mundo civilizado. Cerca de 200 mortos e 1400 feridos! Na Palestina dois homens-bomba se explodem levando consigo vítimas inocentes. No Iraque o morticínio continua em nome da paz. Nos Estados Unidos a guerra antiterror justifica o desperdício de bilhões de dólares. No Brasil, apesar da mudança de governo e das promessas políticas, a miséria ainda se abriga debaixo dos viadutos e pontes; o poder corruptor das drogas impera e a violência campeia; a população ordeira suspira sob a síndrome do assalto. E dentro desse contexto tão deprimente quão vergonhoso, não há - como não havia em Israel nos dias de Isaías - nenhum sinal visível da glória de Deus!

Matthew Henry escreveu: "Nossos temores precisam salvar nossa esperança da presunção, e nossa esperança precisa salvar nossos temores de mergulharem no desespero".

Um missionário teve que deixar na Alemanha seus dois filhos pequenos e partir com a esposa para o interior da Nova Guiné. Em seu esforço de transmitir a Palavra de Deus na língua daquele povo, não conseguia encontrar no idioma local uma palavra que traduzisse esperança. Passado algum tempo, nasceu-lhe outro filho. No entanto, com pouco mais de um ano de idade, a criança contraiu uma doença tropical e morreu. Quando o missionário estava fazendo um pequeno caixão para o seu filhinho, um dos indígenas observou suas lágrimas molhando as tábuas. Comovido, perguntou: - Agora vocês vão nos deixar, não é? - Não, respondeu o missionário, nós vamos permanecer com vocês. -Mas... se vocês morrerem também aqui, o que vai acontecer com seus outros filhos? - "Deus proverá", disse o pai invocando as palavras do patriarca bíblico. - É, vocês cristãos são diferentes mesmo, concluiu o nativo, vocês enxergam além do horizonte.

Enxergar além do horizonte... eis uma boa definição de esperança!

Em sua Epístola aos Romanos (4.18,20,21), Paulo escreve: "Abraão, esperando contra a esperança, creu... não duvidou da promessa de Deus, mas, pela fé, se fortaleceu... estando plenamente convicto de que Ele era poderoso para cumprir o que prometera". Apesar da triste e ameaçadora realidade em que estamos inseridos e independente das forças que operam neste país e no mundo, ainda mantemos a esperança porque nós, também, cremos em Deus. E "a esperança nunca vai mal, quando a fé vai bem", dizia John Bunyan, o célebre autor de "O Peregrino".

O que confunde os incrédulos e fascina os crentes é que em nossa caminhada de fé vemos o invisível, cremos no incrível e esperamos o impossível!

Rev. Eudes

domingo, 7 de março de 2004

DÍZIMO, BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO? (Parte II)

ANO LXI - Domingo, 07 de março de 2004 - No 3045

DÍZIMO, BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO?

(Conclusão do boletim anterior)

Então, o que é o dízimo? Por que praticá-lo?

1. Porque o dízimo é ensino bíblico. Era praticado por Abraão, nosso pai na fé, 420 anos antes da lei mosáica. Foi enfatizado pelos legisladores e profetas durante a dispensação da Lei. Foi confirmado pelo Senhor Jesus e vem sendo praticado pela igreja cristã desde os seus primórdios. Como pecadores somos nivelados pela condenação do pecado, pela redenção em Cristo e pela contribuição dizimal. Você pode dar uma oferta maior ou menor do que alguém. Mas ninguém dá um dízimo maior ou menor do que o seu.

2. Porque o dízimo é expressão de gratidão. Não damos o dízimo para barganhar com Deus. Não damos o dízimo para receber algo em troca. Damos porque já recebemos generosamente do Senhor. A atitude que caracteriza aqueles que são fiéis na contribuição dizimal é gratidão, simplesmente gratidão. A experiência do povo de Deus alegra apenas o povo de Deus. Não é para ser reconhecida e aplaudida pelo mundo.

3. Porque o dízimo é manifestação de fé. Na economia dos homens de onde se tira, falta. Na economia divina de onde se tira, sobra! Na fórmula do dízimo 10 menos 1 é igual a mais, e não a menos. Como declarou o Dr. Peter Marshall, pastor escocês e famoso capelão do Senado norte-americano, "as grandes coisas pelas quais vivemos não são provadas pelo intelecto ou pela lógica, mas por percepção e experiência".

4. Porque o dízimo é demonstração de amor. Consciência comunitária não é apenas ter o nome no rol de membros de uma igreja. É sim, não ser um peso morto, mas uma força viva. É participar consciente e espontaneamente dos privilégios e deveres comuns. É contribuir com tempo, talento e dinheiro para a manutenção e expansão dos benefícios comunitários. É demonstrar interesse pelo bem-estar coletivo. No caso da Igreja, mais do que dever é prazer. Revela amor fraternal.

Quero finalizar com as palavras de Kenneth Prior: "Pode-se argumentar que no Antigo Testamento os dízimos eram pagos e, portanto, falando especificamente, não estão na categoria de contribuição voluntária. A contribuição cristã só começa verdadeiramente quando damos mais do que um décimo".

Rev. Eudes

domingo, 29 de fevereiro de 2004

DÍZIMO, BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO? (Parte I)

ANO LXI - Domingo, 29 de fevereiro de 2004 - No 3044

DÍZIMO, BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO? (Parte I)

A mensagem evangélica nunca foi bem recebida por uma sociedade sem Deus e antiigreja. Todas as doutrinas e práticas bíblicas, em maior ou menor escala, têm sido alvo de críticas. Mas certamente a mais criticada e ridicularizada é a contribuição dizimal. O ataque dirigido ao ensino do dízimo é tão forte, tão ferino, que até mesmo os crentes se deixam contaminar. Há cristãos que aceitam o dízimo e o praticam; há cristãos que aceitam o dízimo porém não o praticam; há cristãos que rejeitam o ensino bíblico sobre o dízimo; e há cristãos que, além de rejeitar, juntam suas vozes ao coro dos ímpios e ridicularizam o ensino bíblico. Afinal de contas, o dízimo é uma bênção ou uma maldição?

Há igrejas que radicalizam nessa questão. Fazem do dízimo uma chave mágica. Segundo elas quem dá o dízimo terá prosperidade material e sucesso profissional. Quem não dá o dízimo perderá o que tem e ficará sempre pobre. Como explicar, então, a prosperidade daqueles que não são convertidos e não praticam o dízimo? Será que a fortuna de Bill Gates é fruto de sua fidelidade dizimal? E Michael Jackson, Ronaldinho, Xuxa. os Safras e tantos outros, são por acaso dizimistas? E a fortuna dos mafiosos e dos narcotraficantes? E a dos magnatas japoneses e árabes? Têm alguma coisa a ver com o dízimo?

Por outro lado, que dizer dos milhões de crentes fiéis no Brasil e nos países do terceiro mundo que temem a Deus, são filhos do Rei, praticam o dízimo e nem por isto prosperam materialmente? Crentes que trabalham honestamente a vida inteira, moram em casas alugadas, educam os filhos em escolas públicas, andam de coletivo e nunca entram no clube dos milionários?

Onde fica a correlação positiva entre o dízimo e a prosperidade material? Não há nenhuma correlação, quer bíblica, lógica ou pragmática. Dependência de Deus não é chantagem emocional, preguiça ou qualquer desculpa para esconder a nossa passividade ou interesse mesquinho. O dízimo não compra o favor Divino.

Rev. Eudes

domingo, 15 de fevereiro de 2004

A TOLERÂNCIA COM MALES MORTAIS

ANO LXI - Domingo, 15 de fevereiro de 2004 - No 3042

"A TOLERÂNCIA COM MALES MORTAIS"

Com o título acima, uma revista de circulação nacional publicou na sua seção Carta ao Leitor um conciso e incisivo artigo sobre a morte trágica e lamentável de uma bonita jovem de 20 anos, que "tinha tudo para ser feliz".

Infelizmente o fim trágico dessa jovem não é um caso isolado. Muitas famílias cristãs, de formação evangélica, partilham, por experiência própria, da dor e do sofrimento dos pais dessa moça. Ela não foi a primeira nem será a última vítima da aventura com drogas. A segurança e o futuro das nossas crianças e adolescentes permanecem sob constante ameaça.

Em vista disso, e por ser um alerta extremamente oportuno, considerando que aí se aproxima o carnaval com seu terrível apelo ao sexo, às bebidas e às drogas, tomamos a liberdade de transcrever a parte final desse lúcido artigo:

"No Brasil ainda persiste em alguns meios certa tolerância às drogas, principalmente quando elas se associam à juventude. Argumenta-se que os jovens, naturalmente curiosos, estão fadados a passar pela 'experiência' das drogas. Logo se admite que as drogas não são tão ruins assim. Por fim, chega-se à conclusão de que é chique consumi-las, desde que em segurança, em tais ou quais doses. O problema é que com as drogas não há segurança alguma. Quem lucra com essa mentalidade de que as drogas devem ser toleradas são apenas os bandidos, a escória que produz e trafica cocaína e maconha. Quem perde são os usuários, suas famílias e seus amigos".

Como soa apropriada a antiga e sempre atual advertência do profeta Isaías (5,20): "Ai dos que ao mal chamam bem"!

Rev. Eudes

domingo, 25 de janeiro de 2004

TRIBUTO A SÃO PAULO

ANO LXI - Domingo, 25 de janeiro de 2004 - No 3039

TRIBUTO A SÃO PAULO

Poderia ser ao santo homem de Deus que aprendemos a admirar através das Escrituras, mas hoje é à cidade que há 450 anos ostenta o seu nome. Esta megalópole de todas as raças e todos os credos, de contrastes de igual tamanho. Cidade cuja "poesia concreta de tuas esquinas" ainda marca os teus moradores e visitantes. São Paulo querida, decantada em verso e prosa por Mário de Andrade, Adoniram Barbosa e Caetano Veloso. Apenas para citar alguns dos teus notórios amantes.

Neste tributo singelo, que não é imposto mas homenagem, quero agradecer-te a acolhida. De braços estendidos tens dado as boas-vindas aos imigrantes dos quatro cantos do mundo e, particularmente, aos migrantes do Nordeste brasileiro. Em ti encontramos sustento, formamos família, fincamos raízes. Daí a beleza dos teus matizes sociais e a variedade dos teus sabores. Daí a riqueza lingüística das tuas praças e ruas. Poderíamos estar vivendo ou sobrevivendo em outras plagas, mas aprouve a Deus nos trazer às tuas vilas e jardins. Já nos consideramos paulistanos. Não por nascimento, mas por adesão. A ponto de pedir "um choppes e dois pastel" e cantar "Saudosa Maloca" com a mesma inflexão e paixão do Adoniram.

Como cidadão desejo que o teu progresso seja contínuo e desfrutado, sem discriminação, por todos os teus habitantes. Que não haja mais os sem teto e sem emprego; que os "homens de rua" se tornem homens do lar. Que as grades sejam retiradas dos parques e as crianças e idosos possam neles passear sem ameaças, sem sobressalto. Que a força policial, qual um clone da tua antiga guarda-civil, nos faça orgulhosos da lei e da ordem. Que as tuas escolas municipais restaurem o padrão de outrora. Que os teus hospitais públicos tenham leito para ricos e pobres e assistência médica de primeiro mundo.

Como cristão desejo que a liberdade de crença permaneça em teus templos e tribunais. Que nenhum grupo majoritário se prevaleça de sua força religiosa ou política para restringir os direitos da minoria. E que nenhuma minoria se apegue a leis ou articulações para impor sua fé ou costumes à maioria. Que haja paz e harmonia entre os teus filhos.

Parabéns São Paulo. E que Deus te contemple com a mesma misericórdia com que contemplou o teu homônimo do Novo Testamento.

Rev. Eudes

domingo, 18 de janeiro de 2004

UMA IGREJA CUSTA MUITO CARO

ANO LXI - Domingo, 18 de janeiro de 2004 - No 3038

"UMA IGREJA CUSTA MUITO CARO,
ELES ESTÃO SEMPRE PEDINDO DINHEIRO."

A afirmação acima citada foi feita por uma pessoa, que se dizia cristã, a um amigo. Para sua surpresa o amigo lhe respondeu: "Há alguns anos um menininho nasceu em nossa família. Ele custou muito dinheiro desde o início. Tinha um grande apetite e precisava de roupas, remédios, brinquedos e outras coisas. Então ele foi para a escola e isso significou uma despesa adicional enorme para nós. Mais tarde, crescendo, entrou para a universidade e começou também a namorar e, como você pode imaginar, tudo isto nos custou uma fortuna! Mas, no segundo ano da universidade ficou seriamente enfermo e faleceu. Desde o seu funeral, ele não tem me custado um centavo sequer. Eu pergunto: Qual das situações você acha que eu preferiria?" Após uma longa pausa, continuou: "Enquanto uma igreja estiver viva, custará muito dinheiro. Quando ela enfraquecer e morrer por falta de ajuda, não custará mais nada. Uma igreja viva tem a mensagem vital para o mundo de hoje. Eu vou continuar orando e contribuindo com tudo o que eu puder para manter a minha igreja viva. E você deve fazer o mesmo."

Esse diálogo é narrado por Dr. Allan Redpath em seu livro " A Senda Real para o Céu". Dr. Redpath foi pastor da Moody Bible Church, uma das maiores igrejas evangélicas de Chicago, nos Estados Unidos. Pode ser fruto da imaginação do autor, pode ser parte de sua experiência pastoral. Contudo, ilustra muito bem dois tipos de concepção do significado e manutenção da Igreja.

Na IPVM a coleta dominical foi eliminada há muitos anos da nossa liturgia, mas permaneceu e foi incentivada a contribuição dizimal, consciente e liberal, movida por fé e gratidão ao Senhor. Pouco falamos em dinheiro, mas pequenas reformas e grandes construções têm sido realizadas sem empréstimos bancários e sem chantagem emocional. Os compromissos financeiros, da conta de luz à aquisição de bíblias e folhetos para evangelização, do material de limpeza à manutenção dos funcionários, seminaristas, missionários e pastores, têm sido pontualmente honrados. O sustento discreto dos irmãos carentes - idosos, crianças e enfermos - não tem falhado. A oportunidade e prazer de servir às entidades evangélicas em particular e à comunidade brasileira em geral, tem sido uma constante em nossa caminhada eclesial.

Louvamos a Deus por todos aqueles que através dos dízimos e ofertas têm demonstrado amor pela IPVM, por todos aqueles que têm contribuído para sua manutenção e expansão. Sim, a Igreja em sua estrutura humana e militância temporal custa dinheiro. E no decorrer deste ano não vai ser diferente. Não dependemos de um tempo economicamente favorável. Dependemos, sim, e contamos tão somente com a generosidade do Senhor. E que diante do tremendo desafio de plantar igrejas no Ipiranga e Moema, o Senhor derrame bênçãos sobre bênçãos, animando os ativos, despertando os inativos e abrandando os contestadores.

Rev. Eudes

domingo, 28 de dezembro de 2003

FIM DE ANO

ANO LXI - Domingo, 28 de dezembro de 2003 - No 3035

FIM DE ANO

Antigamente era comum ver lojas e armazéns com uma tabuleta: Fechado para Balanço. Hoje, com o desenvolvimento da informática, os estoques são mantidos em dia e o movimento financeiro é atualizado automaticamente. Não há mais necessidade de fechar para balanço. Contudo o fim do ano é propício para uma avaliação. Uma avaliação de ordem pessoal.

Que valor colhemos no decorrer deste ano em nossa prática cristã? De quantos cultos participamos? Quantas mensagens despertaram a nossa consciência e tocaram o nosso coração? Aprendemos mais da Escritura Sagrada na Escola Dominical? Colocamos em prática o que a Palavra nos ensina? A quantas pessoas falamos do amor de Deus? Conduzimos alguém à salvação em Cristo? Nosso testemunho melhorou? Refletimos em nossas palavras e atitudes a orientação do Senhor? Temos sido uma bênção no lar e em nosso ambiente de trabalho? Tornamo-nos degraus ao invés de pedras de tropeço?

Talvez esse balanço nos incomode um tanto quanto. É possível que nos sintamos deficitários na fé, na esperança e no amor. É possível que descubramos um superávit de desânimo, de inveja, de amargura e de frustração. Esperávamos mais e alcançamos menos.

Nesta transição de um ano vencido para um novo ano com suas incógnitas, somos desafiados não para 'chorar o leite derramado', mas para olhar para o Senhor, cujo Natal acabamos de celebrar, e nEle investir a nossa fé, a nossa esperança, o nosso futuro. Sua Palavra se tornou presença e vida. "Inclinai os vossos ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá", convida e promete o Senhor através do profeta Isaías (55.3).

Fim de ano nos faz sentir que um pedaço de nossa vida terrena ficou irrecuperavelmente para trás. Contudo, essa realidade nos deve impulsionar para a frente na firme convicção de que "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (I Co 2.9).

Rev. Eudes

domingo, 7 de dezembro de 2003

ESPERANÇA QUE SE RENOVA

ANO LXI - Domingo, 07 de dezembro de 2003 - No 3032

2º Domingo do Advento

ESPERANÇA QUE SE RENOVA

Iniciamos um novo ciclo natalino. E na celebração do natal de Jesus renova-se, mais uma vez, a nossa esperança.

Rica em conteúdo e significado, a palavra "esperança" aparece mais de 100 vezes na Bíblia Sagrada. E está sempre ligada a Deus. Isto nos leva a concluir que a verdadeira esperança inexiste fora de Deus.

Um poeta contemporâneo falando da esperança afirma que é "uma suave incerteza". No livro de Provérbios está escrito que "morrendo o homem perverso, morre a sua esperança" (11.7). Uma é a esperança humana. Outra é a esperança cristã!

A esperança cristã nos leva a considerar o passado e crer com firmeza que "o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). O Eterno se tornou visível na pessoa de Jesus Cristo e nos "regenerou para uma viva esperança" (I Pe 1.3). Emanuel, Deus conosco!

Essa "viva esperança" nos leva a viver o tempo presente dentro de uma nova realidade sob as bênçãos da salvação: paz e comunhão com Deus. Mas essa "viva esperança" nos leva também a olhar o futuro com a certeza de que estamos caminhando para a glória "por vir a ser revelada em nós" (Rm 8.18), pois "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (I Co 2.9).

Felizes os que gozam tal esperança. Você a tem?

Rev. Eudes

domingo, 30 de novembro de 2003

ATITUDES E COMPROMISSOS

ANO LXI - Domingo, 30 de novembro de 2003 - No 3031

ATITUDES E COMPROMISSOS

Atitude pode ser entendida como postura, posição, propósito ou procedimento. Uma postura corporal que manifesta um estado emocional; uma disposição de ânimo; um modo de agir, sentir ou pensar que demonstra opinião pessoal. Compromisso significa obrigação, promessa, acordo, pacto, garantia. Em outras palavras, compromisso é abrir mão de interesses estritamente pessoais em favor de um interesse comum; é estabelecer um acordo de mútua participação.

Com estas definições em mente, analisemos de modo sucinto o comportamento de um profeta e do povo em determinado momento histórico de Israel, conforme registrado no capítulo 18 de I Reis. O v.15 nos revela em Elias um homem de atitude correta e compromisso consciente. "Porém o povo nada lhe respondeu", v.21, aponta para uma omissão coletiva silenciosa. No v.24 há uma concordância passiva na declaração popular: "É boa esta palavra". E no final do evento (v.39) o povo se manifesta numa emoção exacerbada: "O que vendo todo o povo, caíram de rosto em terra, e disseram: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!"

Por estranho que pareça, os exemplos do passado não são suficientes para corrigir o nosso comportamento no presente. Há muito crente por aí numa sufocante omissão silenciosa; outros, animadinhos, mas em inativa anuência; alguns ainda buscando emoções fortes (necessitam ver sinais e prodígios para crer ou para confirmar sua crença).

Contudo, e louvado seja Deus, outros há que exprimindo em palavras e ação uma atitude coerente entre fé e vida, assumem um compromisso consciente com Cristo e sua Igreja. Exemplo disto temos hoje, entre nós, quando dois homens se colocam no altar de Deus para ordenação e investidura no diaconato da Igreja. Com eles quatro presbíteros e dois diáconos renovam os seus compromissos diante do Senhor ao serem reinstalados em seus cargos e funções. Agradecendo ao Senhor por essas vidas preciosas, rogamos a Ele que os assista na firmeza de suas atitudes e na fidelidade dos seus compromissos.

Rev. Eudes

domingo, 23 de novembro de 2003

SANTIFICAÇÃO E FIDELIDADE

ANO LXI - Domingo, 23 de novembro de 2003 - No 3030

SANTIFICAÇÃO E FIDELIDADE

Há íntima relação entre santificação e fidelidade a Deus. Isto pode ser visto nas Escrituras, na vida da Igreja e na experiência pessoal do cristão. Um cristão verdadeiro sempre compreenderá que fidelidade a Deus faz parte da santificação. E fidelidade ao Senhor se manifesta no falar e no agir, no crer e no contribuir. Quem é fiel a Deus não consegue reter o dízimo para si, pelo contrário o entrega zelosa e pontualmente. É expressão de fé e de gratidão, elementos essenciais da nossa santificação.

Há pessoas na Igreja que não suportam considerações desta natureza, pois tais considerações lhes atingem no ponto mais vulnerável de sua vida cristã: fidelidade nos dízimos. Contudo há igrejas que enfrentam dificuldades financeiras exatamente por falta de fidelidade dos crentes, que sempre se desculpam, não porque não podem, mas porque não são fiéis ao Senhor na consagração dos dízimos. E não entendem por que sua santificação não acontece!

Não consta que alguma igreja tenha de chamar algum membro a prestar conta de sua fidelidade, pois é uma questão a ser tratada entre o cristão e Deus. Dizer a si mesmo ou à igreja que não pode dar o dízimo é fácil e muito cômodo. Mas dizer ao Senhor, a quem falamos e buscamos a bênção da santificação, e de quem recebemos tudo o que temos, não é a mesma cousa. Ele conhece a nossa real situação e as intenções do nosso coração. E Ele, além de conhecer, nos pede contas e nos persuade a prová-lo em sua misericórdia: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida" (Ml 3.10).

Podemos tentar entorpecer a nossa consciência alegando que o dízimo é coisa da lei e que agora vivemos na dispensação da graça. Abraão, nosso pai na fé, centenas de anos antes da lei honrou ao Senhor com sua fidelidade na entrega do dízimo. Jesus repreendendo os fariseus, observadores da lei, falou-lhes no tempo da graça: "Mas ai de vós, fariseus! porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas" (Lc 11.42).

Irmãos, busquemos a santificação "sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14), porém não nos esqueçamos de que Deus não admite nem tolera a falsa santificação, identificada pela falta de fidelidade.

Rev. Eudes

domingo, 9 de novembro de 2003

FALSA HUMILDADE OU O ENGANO DA APARÊNCIA

ANO LXI - Domingo, 09 de novembro de 2003 - No 3028

FALSA HUMILDADE OU O ENGANO DA APARÊNCIA

"Ninguém se faça árbitro contra vós outros,
pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões,
enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal..." Cl 2.18

Recife é conhecida por suas pontes e praias de águas mornas. Poucos, porém, sabem da poesia de suas ruas: Jasmim, Aurora, do Sol, do Sossego, da Paz, da Saudade, da União, etc. Além disso há outras cousas pitorescas como o Íbis, o time de futebol que foi para o Guiness Book como o maior perdedor do mundo! Pitorescos são também os seus restaurantes: Buraco da Otília, Parraxaxá, Chica Pitanga, Tio Pepe e outros mais. No meu tempo de garoto havia um restaurante conhecido como "Zé do Bode, a pior comida do Recife". E o seu proprietário afirmava que o serviço ainda era pior que a comida. Na realidade a comida era muito boa, farta, bem temperada, com uma sobremesa especial de queijo com melaço de cana. O ambiente era simples e o preço razoável.

O nome era apenas um truque. Por trás daquela aparente humildade estava a vaidade de ter uma grande clientela. Sua estratégia de marketing funcionou. Clientes que iam só por curiosidade, logo voltavam trazendo convidados.

Essa modalidade criativa de negócio me lembra de uma prática religiosa descrita pelo apóstolo Paulo no capítulo 2 de sua Carta aos Colossenses. Nesse texto Paulo nos adverte quanto à possibilidade de sermos enganados por irmãos que parecem muito consagrados e humildes. Parecem, mas, na realidade estão querendo apenas satisfazer seus próprios e inconfessáveis interesses. Tais pessoas são capazes de grandes extremos para vender a imagem de humildade. Suas ações, entretanto, servem apenas de fachada para esconder orgulho e autopromoção.

Anos atrás o Rv. Alceu Cunha foi submetido a uma delicada intervenção cirúrgica. Ainda no hospital, observando rigoroso repouso, recebeu a visita de um desconhecido 'missionário' que chegou com a intenção de orar por ele e ungi-lo com um "santo óleo". A esposa do Rv. Alceu informou ao insistente visitante que ele podia orar, mas dispensava a "unção" que não havia sido solicitada. Indignado o santo homem bateu o pé no chão e disse: "Se não ungir também não oro. E o que acontecer com ele a culpa será da senhora". Graças a Deus o Rv. Alceu recebeu alta e continua pregando o Evangelho de Cristo.

Queridos, cuidado com a falsa humildade. Cuidado com o engano da aparência. Há muitos 'denorex' por aí. Por outro lado, sejamos honestos diante do Senhor. Nossa humildade e abnegação devem ser motivadas por real submissão a Cristo e não por uma estratégia para obter lucro ou projeção pessoal. Lembrem-se, é impossível glorificar a sim próprio e a Cristo ao mesmo tempo.

Rev. Eudes

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.