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domingo, 10 de março de 2019

FESTUM FATUORUM

ANO LXXVI - Domingo, 10 de março de 2019 - Nº 3828

FESTUM FATUORUM*

Todos os anos temos visto a insensatez e delírio do Carnaval aumentar em sua expressão artística maior, os desfiles das escolas de samba. Neste ano, vimos uma encenação de satanás arrastando Jesus pelas ruas do Sambódromo. Não é algo inédito que na festa de satanás o próprio apareça vencendo uma luta fictícia contra o Senhor. Não dá para esperar do Carnaval absolutamente nada além da exaltação do dono da festa, o diabo.

Ainda que essa encenação patética não represente a verdade e nem provoque qualquer dano real à majestade do Deus vivo, para nós cristãos, filhos da Luz, trata-se de mais uma grande ofensa do mundo àquilo que temos de mais precioso, a nossa fé e amor pelo Senhor Jesus. É mais uma prova de que não pertencemos a este mundo que jaz no maligno (1 Jo 5.19), um mundo que odeia os cristãos e especialmente a Jesus.

O que foi feito pode ser enquadrado como crime de vilipêndio segundo o artigo 208 do Código Penal, abrindo a possibilidade para que a escola e os responsáveis nesse caso sejam processados. Contudo, nenhuma punição humana equipara-se ao juízo que virá da parte do Todo-Poderoso. Esse juízo já está anunciado, o próprio Deus avisou: "A mim pertence a vingança e a retribuição. No devido tempo os pés deles escorregarão; o dia da sua desgraça está chegando e o seu próprio destino se apressa sobre eles." (Dt 32.35; Rm 12.19). É precisamente dessa condenação que devemos temer.

Esperamos sinceramente em Deus que os que celebraram mais esse escárnio sejam levados ao arrependimento e ao temor do juízo de Deus. Esperamos que, arrependidos, eles se prostrem diante da cruz de Jesus, humilhem-se e clamem por perdão, confessando que o Jesus que escarneceram é na verdade o Senhor e Salvador de suas vidas.

Do contrário, esses que hoje gozam de exaltação, esses que por este pequeníssimo intervalo de tempo se regozijam, terão em um futuro bem próximo, que encarar o próprio Juiz que escarneceram, o Rei Jesus, para ouvirem diretamente dEle: "‘Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos." (Mt 25.41)

O Senhor Jesus já venceu satanás na cruz. A punição que o Senhor recebeu em lugar dos eleitos não veio de satanás, mas de Deus que em Cristo satisfez a Sua justiça divina, dando nós a justificação e salvação dos nossos pecados (Is 53.10-12).

A cabeça da serpente já foi esmagada. Amém. Vem, Senhor Jesus! (Ap 22.20)

Soli Deo Gloria

*Festa dos tolos

Sem. Arquimedes Oliveira

domingo, 14 de outubro de 2018

INVERSÕES

ANO LXXVI - Domingo, 14 de outubro de 2018 - Nº 3807

INVERSÕES

Nossos dias são bastante complicados e vemos uma inquietação em relação aos filhos (pais mais jovens) e quanto aos netos (os avós) com o que se tem visto em nosso meio social, a que tenho chamado de inversões. Nesse sentido recebi de uma de minhas filhas um texto atribuído ao Padre Gabriel Vila Verde, texto que transcreverei a seguir por expressar o sentimento da maioria dos cristãos no Brasil em relação a tais inversões:

“Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem. Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos e sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja. Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem que os homens se tornem ‘frágeis’ e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou seis de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos não pode responder pelos seus crimes. Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo. Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime. Ser a favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão. Isso é doença mental, uma esquizofrenia social, bem pior do que a síndrome que eu passei.”

O texto acima expressa muita verdade e parece bem próximo do que já ouvi outro padre (Fábio de Melo) falar sobre o assunto, no qual aponta as situações de inversões dentro do contexto em que estamos vivendo, onde “o certo é chamado errado, e o errado chamado certo”. Argumenta-se de que “certo e errado” depende apenas de sua posição ou modo de ver. No entanto, na maneira cristã de ver o mundo (cosmovisão), ou seja, na forma de se conceber as realidades circundantes a nós temos o referencial de nossos livros sagrados (Bíblia), pelos quais pautamos nosso viver e nossa conduta. Não podemos impor aos outros que façam o mesmo, mas temos o direito de nos opor aos que, de forma acintosa e desrespeitosa, são partidários da inversão posta em nosso meio, depreciando valores cristãos e tentando criminalizar os que querem propagá-los, mantê-los e vivenciá-los. Sendo o texto escrito ou não pelo Padre Fábio, minha posição, como pastor e cristão, é de concordância com o exposto, e minha postura será de combate a essa enxurrada de inversões que tem inundado nossa sociedade. É tempo de nos levantarmos e dizer: Basta.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 20 de janeiro de 2013

SOIS DEUSES?


ANO LXX - Domingo 20 de janeiro de 2013 - Nº 3508

SOIS DEUSES?

“Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus” (2ª Coríntios 4: 15).

Você não está aqui por acaso. O seu chamado e encontro com Jesus foi escolha de Deus. Mas, a graça não é de graça. A graça tem um propósito. Que a sua vida seja um multiplicador da graça recebida.

Como a Palavra está falando de um processo, nítido e explícito, de ação e reação, informando sobre a qualidade da ação: A GRAÇA DE DEUS, e a quantidade da reação: NOSSAS ABUNDANTES AÇÕES, podemos compreender que, apesar de todo o processo iniciar na soberana e espontânea AÇÃO de Deus em nós, ela será proporcional à quantidade de nossa REAÇÃO. Então, apesar de sem a ação não termos reação, o limite do derramamento da graça, é que sem reação a ação perde seu sentido.

Se o Senhor Jesus, recebendo de Deus todo o poder, ao invés de curar, de ressuscitar os mortos, de socorrer aos necessitados, de alimentar aos pobres, de amar ao iníquo, resolve-se priorizar os passeios, o trabalho, a família, os bens, as discussões teológicas, as palavras de elogio, a audição sem ação, o investimento de seu dinheiro, ao invés de chamar a atenção para a viúva pobre dando tudo o que tinha, e não dando 10%, ou pior, dando NADA. Se o Senhor Jesus não cumprisse seu propósito, onde estaria nossa esperança? E se não agirmos onde estará a esperança dos homens?

A Graça é: “vós vos lavastes, e fostes santificados, e fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (I Coríntios 6.11), e que: “a perseverança dos santos, é para os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14: 12).

As Ações são “Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado. Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra. Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo” (Salmos 82: 3-6).

Esse é nosso verbo: Combater a discriminação, amando. Combater a pobreza, compartilhando. Combater a ignorância, educando. Sem o verbo para que a graça? Sois deuses? Sois filhos do Deus altíssimo?

Pb. Wanderley Marques Bernardo

domingo, 8 de abril de 2012

VIA DOLOROSA

ANO LXIX - Domingo, 08 de Abril de 2012 - Nº 3467

VIA DOLOROSA

Este é o nome dado à trajetória percorrida por Jesus até o cume do Gólgota, ou lugar da Caveira (Calvário no latim), logo após seu julgamento. Ainda hoje é possível caminhar neste mesmo roteiro em Jerusalém. Este caminho desperta a atenção e interesse em milhares de peregrinos que vão à Cidade Santa. No entanto, o que se tem lá é uma rua de intenso comércio nos moldes de um mercado árabe. Não há nenhuma expressão de contrição, reverência ou religiosidade. Absoluta secularização.

Muitos cristãos têm perdido o senso de significado do que seja o tempo de páscoa. Vê-se muita secularização (como aconteceu com a Via Dolorosa), muita comercialização e muita distorção do sentido sagrado desta época tão particular e especial da Igreja Cristã.

Mesmo em atos que podem ser considerados como intentos de demonstração de temor a Deus, como abstinência de carne, ocorre um distanciamento do que seja a Páscoa. Neste tempo os judeus, inclusive Jesus, comiam carne de cordeiro. Determinar a abstinência de consumo de carne vermelha, nesta época, é desconhecer o que seja, de fato, a Páscoa. É perder o foco de seu sentido real e profundo.

Outra demonstração de afronta a esta data é a famosa "malhação de Judas". Não há, nas Escrituras e tradição primitiva da Igreja, qualquer postura que possa justificar esta "brincadeira". Trata-se de espancar, destroçar e queimar um boneco identificado com Judas, o traidor de Jesus. Não foi esta a atitude de Cristo em relação àquele que o traiu. Ele o chamou de "amigo" e não o espancou, embora tenha se referido a ele como o "filho da perdição" e dito da infelicidade que o aguardava por causa de sua atitude e falta de arrependimento. A atitude contra o boneco Judas, está, não só distante das Escrituras, mas é contrária a elas. Isso é algo que pode insuflar a agressão contra os que desprezam a fé cristã. Pode ser entendido como um estímulo à violência contra os que se posicionam antagonicamente a Cristo e seu Evangelho, o que é repudiado pelo próprio Senhor.

Resgatemos os sentimentos verdadeiros e a compreensão adequada do que seja o tempo da páscoa, sempre à luz do testemunho da Bíblia Sagrada. O sofrimento de nosso salvador Jesus, sua morte vicária como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e sua ressurreição triunfal, vencendo e sobrepujando a morte, garantindo nossa justificação, ressurreição e glorificação. Não permitamos a secularização (como a da Via Dolorosa em Jerusalém) deste evento de magnitude espiritual tão grande, intenso e profundo. Aleluia, Jesus Cristo ressuscitou.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 6 de novembro de 2011

DIA DE FINADOS

ANO LXIX - Domingo, 06 de Novembro de 2011 - Nº 3445

Dia de Finados

No dia 02 de novembro comemora-se, celebra-se, guarda-se, ou festeja-se o Dia de Finados. É a figura e presença incômoda da morte que queremos esquecer ou preferimos não lembrar, mas da qual não conseguimos nos livrar. Não é possível fechar os olhos e fingir que ela não existe. É um contraste, nós a tememos, a repudiamos, mas a reverenciamos. Dia de finados, ou seja, dia dos mortos.

A tradição liga este dia ao de todos os santos, que se junta ao Halloween, fazendo esta mistura comercial de exploração da saudade dos que se foram, com o temor daqueles que podem retornar para nos assombrar, os quais precisamos exorcizar. Vamos nos lembrar de nossos mortos e chorar por eles, mas devemos comprar flores e colocar em suas sepulturas. Vamos ter um dia de folga (descanso) para podermos visitar o túmulo de nossos queridos que se foram. É o contraste novamente. O comércio explorando a data por um lado, e por outro, a economia com um dia de paralisação de um sem número de atividades, gerando uma perda imensa de capital e dinheiro. A morte e seus contrastes.

Em que isto nos afeta? Que relação temos nós com tudo isto? Em relação ao benefício do descanso, resta-nos usufruir. Quanto ao aspecto da perda do capital, nos cumpre a absorver o prejuízo. Quanto à lembrança que nos traz saudade e tristeza pelos que se foram, devemos descansar na graça de Deus e caminhar em paz, com a consciência tranquila por havermos tratado a todos com dignidade e estima cristã, com exemplo de vida fiel a Deus. Se você não tratou assim aos seus que se foram, flores na sepultura, incenso no altar, celebração religiosa por eles, não adiantará coisa alguma, nem para eles nem para você. Sua consciência só terá paz se você se arrepender e buscar em Deus o perdão.

Dia de finados. Não deixem para dar flores aos seus familiares e queridos depois que estiverem mortos, quando já não veem, já não sabem, já não se alegram com isto. Se quiserem vê-los felizes, deem as flores agora enquanto estão vivos. Por que depois, bem depois... Aí é o dia dos mortos e não mais dos vivos.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 7 de agosto de 2011

JOHN STOTT

ANO LXIX - Domingo, 07 de agosto de 2011 - Nº 3432

"Não sabeis que, hoje, caiu em Israel um príncipe e um grande homem?" (2 Sm. 3:38)

O texto acima faz referência a Abner, morto de forma traiçoeira por Joabe. Davi faz esta declaração sobre este valente combatente e homem honrado em Israel, reconhecendo seu valor.

Este texto pode ser aplicado ao pastor e doutor John Robert Walmsley Stott, falecido dia 27 de julho deste ano, aos 90 anos em Londres. Sem dúvida uma das mais influentes figuras no mundo evangélico, com sua postura de fidelidade a Deus, erudição e profunda simplicidade. Nunca veio a casar-se e cumpriu o ministério com zelo, dedicando-se ao Senhor e à missão dEle recebida. Escritor de vários livros de grande circulação e influência, com tradução em várias línguas.

O Los Angeles Time publicou uma matéria sobre sua morte, da qual registramos o seguinte: "O Rv. John Stott, influente evangelista da Igreja Anglicana, morre aos 90 anos. Modesto, mas erudito, o pastor foi considerado mentor de Billy Grahan e Rick Warren. Foi ele o principal estruturador do Pacto de Lausanne em 1974, que lançou o Movimento Evangelical no mundo. Ele não encheu estádios de fiéis como seu amigo de longa data Billy Grahan, nem fez a oração de abertura do governo de Barak Obama na mega igreja de Rick Warren. Porém, foi um gigante do mundo evangélico e, talvez, o mais influente evangelista do qual se tem notícia".

Certamente a influência positiva de Stott continuará sendo presente por um longo tempo. Seus livros, palestras gravadas, seminários e aulas, continuarão influenciando a muitos, desafiando-nos à profundidade e erudição com simplicidade e modéstia. Movimentos como ABU, Missão Integral da Igreja, SEPAL e muitos outros experimentaram e continuarão experimentando a salutar presença dos pensamentos e ideais deste "príncipe de Israel" que tombou. Devemos aplicar a ele o que disse o apóstolo Paulo ao referir-se a Epafrodito: "Honrai sempre a homens como esse" (Fp. 2:29).

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 22 de outubro de 2006

CANSADO DE TEOLOGIA

ANO LXIV - Domingo, 22 de outubro de 2006 - No 3182

Cansado de Teologia

Cansado de teologia. É assim que me sinto. Cansado de ver um povo enganado, iludido, "declarando" e "profetizando" prosperidade. Cansado de ver tanta gente "bradando aos céus", "exigindo" e "cobrando" de Deus por promessas que o Todo Poderoso nunca fez. Durante nove anos vivi no meio de pessoas que "exalavam" fé. Uma fé sem resultados. Uma fé inútil.

Vi pessoas que não tinham dinheiro nem para pagar o ônibus que os levavam até a "igreja". E foram essas mesmas pessoas que deram a seus líderes dinheiro suficiente para comprar carros blindados e mandar os filhos estudarem no exterior. Quanta incoerência! Enquanto esses líderes pregavam a tal "teologia" que os tiraria da crise financeira, as pessoas continuavam vivendo a mesma vida de dificuldades, e muitas vezes, com um certo "ressentimento" para com Deus, que não cumpria com aquelas promessas que saiam do púlpito.

Vi gente preocupada em combater o gafanhoto, sem perceber que este se apresentava com a bíblia na mão sobre o altar.

Em todos esses anos, vi uma teologia cheia de facilidades, na qual a porta larga conduzia ao céu e a estreita à perdição. Vi uma teologia segundo a qual o Espírito Santo fazia de tudo: fazia pessoas caírem no chão, rirem descontroladamente, falarem em línguas "estranhas"; só não fazia uma coisa: gerar arrependimento para santificação.

Vi ainda apóstolos. Auto-entitulados. Os que não eram auto-entitulados, foram ordenados por homens que eram. Vi homens se dizerem íntegros e "de probidade", mas eram corruptos e endemoninhados.

Conheci uma teologia que nos fez "deuses". Conheci uma teologia de mentiras, de palavras que voltam vazias, de profecias que não se cumprem nunca.

Conheci uma teologia de emocionalismos. De música de fundo na hora da oração que leva a emoção; de voz trêmula para gerar o choro; de teatro, de frases mentirosas como: "Eu sinto a presença de Deus", quando o que realmente se sentia era o desejo de manipular as pessoas.

Conheci uma teologia de orgulho e soberba. Uma teologia de homens que se diziam ser donos da verdade. Conhecedores da "revelação completa". Conheci uma teologia que subestima os reformadores. Afinal, sua "doutrina" é superior.

Conheci a teologia criada pelo demônio. A teologia que rouba o povo de Deus, mata os sonhos e destrói a confiança no Evangelho.

O mais triste, é que eu fui mais uma vítima desta teologia.

Deus me salvou desta teologia! Hoje, vivo a Teologia da verdade. A Teologia bíblica. A Teologia que não acrescenta nada a Palavra. Vivo a verdadeira Teologia da Graça. A Teologia que não cobra nada de Deus. Pede pela "Sua misericórdia". Vivo a Teologia do Pai Nosso, a Teologia do arrependimento diário. A Teologia da gratidão a Deus. Hoje, vivo a Teologia que ao invés de buscar a bênção, busca o Abençoador. Hoje, vivo uma Teologia que não distorce as Escrituras. Vivo a Teologia de Deus.

Pr. Walker R. da Cunha.
Ex-pastor neo-pentecostal

domingo, 15 de outubro de 2006

ALIMENTANDO AS OVELHAS OU DIVERTINDO OS BODES?

ANO LXIV - Domingo, 15 de outubro de 2006 - No 3181

ALIMENTANDO AS OVELHAS OU DIVERTINDO OS BODES?

Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber.

Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais.O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista agradá-las e ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada e doutrinária, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de agradar e ganhar as multidões.

Meu primeiro argumento contra tal tipo de prática é este: As Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela? "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15). Isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: "E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do Evangelho", assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia.

E mais: "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres" (Ef 4.11). Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Digo mais: Prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos. Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? "Vós sois o sal", não o "docinho", algo que o mundo desprezará.

Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: "Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente e agradável amanhã, algo atraente e breve, sem doutrina e com pouca pregação. Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira!" Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los!!

Os apóstolos não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Eles "transtornaram o mundo". Essa é a única diferença! Senhor, limpe a igreja de todo o lixo, sermões que agradam e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos antigos apóstolos.

Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados, sem base doutrinária, por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical.

A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do Evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz.

Charles H. Spurgeon

domingo, 25 de junho de 2006

O DIVÓRCIO É HUMANO, O CASAMENTO É DIVINO

ANO LXIV - Domingo, 25 de junho de 2006 - No 3165

O Divórcio é humano, o casamento é divino
Texto Básico: Marcos 10.1-12

O divórcio é humano e o casamento é divino. O divórcio é fruto do pecado e o casamento é uma instituição divina. O divórcio gera sofrimento e o casamento produz a felicidade. O divórcio separa e o casamento ajunta. O divórcio repudia e o casamento acolhe. É por estas e outras razões que Deus odeia o repúdio. O profeta Malaquias escreve: Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis. (2.16). Jesus foi questionado pelos fariseus acerca do divórcio: E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? (Mc 10.2). A resposta de Jesus resume o seu ensino sobre o divórcio e o casamento.

1. O divórcio não é um mandamento divino, mas uma concessão da lei mosaica: Moisés foi o autor de Gênesis e registrou a origem do casamento antes da queda. O que ele "mandou" foi o que Deus ordenou sobre o casamento em Gênesis 1.27,28; 2.24. Jesus como supremo intérprete da Escritura diz que Moisés não mandou divorciar por qualquer motivo, ele permitiu por um único motivo, a dureza de coração (10.4,5; Mt 19.8). O divórcio é uma praga social que gera infelicidade e sofrimento.

2. O divórcio não é obrigatório ou compulsório: O divórcio, embora legítimo no caso de infidelidade conjugal (Mt 19.9) ou abandono irremediável (1Co 7.15), não é compulsório nem obrigatório. A prática do perdão é melhor do que o divórcio. A restauração de um casamento por meio do perdão é melhor que o divórcio.

3. O divórcio sem justa causa pode conduzir os divorciados a prática do adultério: Jesus afirma de forma categórica contrariando a prática comum dos nossos dias: E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério. (Mc 10.11-12).

Aproveitando a pergunta, Jesus reafirma os princípios bíblico acerca do casamento.

4. O casamento é heterossexual: O casamento só é possível e permitido por Deus, por duas pessoas de sexo oposto. Deus criou a união heterossexual para cumprir o propósito de reprodução e felicidade da família. A relação homossexual jamais será um casamento. É uma prática abominável contrária a natureza humana e abominável (Lv 18.22-29).

5. O casamento é monogâmico: O modelo de casamento instituido por Deus é monogâmico, ou seja, entre um homem e uma mulher. Diz o texto bíblico: Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva.

6. O casamento é uma união íntima e indissolúvel: A maior intimidade entre duas pessoas dá-se no casamento. Jesus diz: e, com sua mulher, serão os dois uma só carne (10.8). Trata-se de uma intimidade espiritual, emocional e física. Consuma-se esta união por meio do ato sexual. O sexo antes e fora do casamento é pecado (1 Ts 4.3-8). O sexo é bênção de Deus para os casados, com objetivos recreativos e procriativos.(Pv 5.15-19 e Gn 1.28).

Jesus declara que o casamento é uma união indissolúvel: Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Mc 10.9). Somente a morte põe fim a relação da união de um casal (Rm 7.2-3). Em síntese, o divórcio é humano e o casamento é divino.

Rev. Arival Dias Casimiro (extraído e adaptado do site da I.P.Pinheiros)

domingo, 29 de maio de 2005

ATA Nº 3 - 31 DE MAIO DE 1942

ANO LXII - Domingo, 29 de maio de 2005 - No 3109

Ata nº 3 - 31 de maio de 1942

Ata nº 3. Às 19h e 55 minutos do dia 31 de maio, numa das salas anexas ao salão de cultos da Igreja Cristã Presbiteriana de Vila Mariana, à Rua Vergueiro, 2407 (mesmo local das reuniões anteriores), reuniu-se a Comissão, presentes todos os seus membros: Revs. Miguel Rizzo Jr. e Amantino Adorno Vassão e Presbíteros Srs. Warwick Kerr e José de Oliveira. Os trabalhos foram abertos com oração dirigida pelo Rev. Miguel Rizzo Jr. Foram lidas, digo, foi lida e aprovada a ata nº 1 de 30 de maio. Submetidos os passos já dados à apreciação da Comissão, ora completa, foram os mesmos homologados. Passou-se ao culto público, sendo ordenados: o Presbítero Sr. Cataldo Amorese e os Diáconos Srs. Polybio Mesquita, Baldomero Wey Garcia e Vicente Barboza de Oliveira; sendo, então, instalados estes e os Presbíteros, Srs. Honório Goulart e Isaac de Mesquita (anteriormente ordenados nas Igrejas de onde vieram). Foi, então, solenemente empossado no pastorado da Igreja, conforme resolução do Presbitério, o Rev. Jorge Goulart. Pregou o Rev. Miguel Rizzo Jr. baseado no versículo 39 do 1º capítulo do evangelho de João, a respeito do seguinte tema: "Horas decisivas", tendo o Rev. Amantino Adorno Vassão dirigido a parênese aos novos oficiais. Registrou-se a presença de representante, da Congregação Presbiterial do Jardim América e da chamada Igreja do Rev. Benedicto Histh. Nada mais havendo a tratar, o Rev. Miguel Rizzo Jr. avisou que, oportunamente convocará nova reunião para ultimar os trabalhos, sendo a reunião encerrada às 21 horas e 45 minutos, com oração dirigida pelo Rev. Miguel Rizzo Jr. Eu, secretário, lavrei esta que assino. Amantino Adorno Vassão.

Transcrição da Ata da Organização da Igreja Presbiteriana de Vila Mariana

domingo, 27 de fevereiro de 2005

A MÚSICA E O POVO DE DEUS

ANO LXII - Domingo, 27 de fevereiro de 2005 - No 3096

A Música e o Povo de Deus

A música exerce um papel muito importante na vida do povo de Deus. Seu poder de influência é sentido e reconhecido universalmente. Por isso mesmo, o cristão deve usá-la com discernimento e propriedade, tanto dentro quanto fora da Igreja.

Examinando as Escrituras, notamos que ela pode assumir três funções distintas:

1) Impressão: os sons musicais, por exemplo, nos ajudam a perceber mais profundamente os sentimentos e as atitudes apropriadas à adoração. Foi assim que a música foi usada na restauração do templo promovida pelo rei Ezequias. Diz a Bíblia que, "começando o holocausto, começou também o cântico ao SENHOR com as trombetas, ao som dos instrumentos...". Os sons produzidos, impressionando os ouvintes, ajudaram aquela congregação (que há muito tempo não oferecia sacrifícios) a perceber melhor a enorme solenidade daquele ato. O resultado foi que "toda a congregação se prostrou, quando se entoava o cântico" (2 Crônicas 29.27-28).

2) Expressão: através da música, também, podemos expressar melhor e mais completamente, inclusive no culto, as nossas emoções. Davi, por exemplo, expressou seu arrependimento em música (Salmo 51). Moisés, em outra ocasião, cantou para expressar sua alegria pelo livramento divino (Êxodo 15). Os sons nos ajudam a comunicar e expressar aspectos que as palavras, sozinhas, são incapazes de transmitir.

3) Instrução: as Escrituras destacam, ainda, um terceiro e importantíssimo papel para a música: ela é um meio poderoso para nos auxiliar a "reter" mais a Escritura. Ela deve nos instruir, fazendo com que a Palavra de Deus habite em nós (Colossenses 3.16). Deus sabe que a música nos ajuda a memorizar os seus ensinos, e, por isso mesmo, ordenou a Moisés que escrevesse um cântico cuja letra encerrasse tudo o que o povo deveria lembrar (Deuteronômio 31.16-22).

Nestes dias de tanta confusão musical nos meios eclesiásticos, é importantíssimo nos perguntarmos: Que impressão nossa música tem causado? Ela tem levado as pessoas a perceber melhor o que estão fazendo, especialmente no culto? Como temos nos expressado diante de Deus? Nossas melodias são boas explicações dos textos que contêm? Quanto temos sido instruídos? Temos cantado e memorizado aquilo em que cremos?

Se as respostas a essas perguntas forem afirmativas, então podemos estar certos de que temos usado a música de acordo com o ideal da Escritura para o Povo de Deus.

Rev. Márcio Roberto Alonso
Bacharelando em Música Sacra, Pastor-auxiliar da I. P. da Lapa

domingo, 14 de novembro de 2004

ÂNIMO, DÊ-ME ÂNIMO!

ANO LXII - Domingo, 14 de novembro de 2004 - No 3081

ÂNIMO, DÊ-ME ÂNIMO!

Talvez você ainda não tenha dito isto em voz alta nos últimos dias, mas a possibilidade é de que você tenha pensado nestas palavras lá nos vestíbulos silenciosos de sua alma.

"Dê-me ânimo, por favor, ânimo." Talvez você ainda não tenha parado alguém na rua e dito exatamente esta frase, mas se alguns que se importam bastante com você olhassem bem de perto, veriam estas palavras escritas no seu rosto carrancudo, nos ombros encurvados, nos olhos a suplicar... Ouviriam essas palavras ecoarem em seus comentários descuidados e nos suspiros suprimidos... Dê-me ânimo!

Ânimo... Se a verdade fosse conhecida, revelaria que você implora por algum alento. Você o busca, você anseia por ânimo e provavelmente em aflição, por ter descoberto que este produto parece andar em falta! Estou certo? Foi aí que você esteve ultimamente, escondendo-se na caverna do desânimo, afagando suas feridas sob algumas nuvens pesadas e escuras que parecem não se dissipar? Pensando seriamente em renunciar à raça humana, quem sabe renunciar à própria vida. Você talvez até já se tenha acostumado com desapontamentos, com sonhos desfeitos e com a desilusão. A crise parece ser sua única companheira, a mais íntima. Como disse alguém: "a luz que você vê no fim do túnel é o farol de um trem que vem se aproximando..."

Você parece até concordar com um aceno de cabeça, mas é provável que não esteja sorrindo... A vida tornou-se terrivelmente sem graça e sem sentido.

Quero dizer a você amigo(a) cansado, cambaleante, abatido, desanimado que tenha ânimo! O Senhor Deus pode erguê-lo e Ele o fará. Não há cova profunda demais para Ele, não há vale tão sombrio que a luz de Sua Verdade não possa penetrar.

Ouça Suas palavras: "Não temas porque Eu sou contigo", "Não te assombres porque Eu sou o teu Deus", "Eu te fortaleço, te ajudo e te sustento com a minha destra fiel, porque Eu o Senhor Teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas que Eu te ajudo, não temas ó vermezinho de Jacó, Eu te ajudo diz o Senhor, o Teu Redentor, o Santo de Israel. Não temas porque Eu te remi, chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas Eu serei contigo, quando passares pelos rios eles não te submergirão, quando passares pelo fogo não te queimarás, nem a chama arderá em ti." Tão somente: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa."

O Senhor Deus pode te dar ânimo.

(Compilado e adaptado pelo Rev. Rubens)

domingo, 31 de outubro de 2004

31 DE OUTUBRO - DIA DA REFORMA

ANO LXII - Domingo, 31 de outubro de 2004 - No 3079

31 de Outubro - Dia da Reforma

O tema de hoje sugere uma nova reforma. Reforma necessária e urgente. Não nos moldes da Reforma do século XVI, marcada por graves conflitos, perseguições e mortes mas, reforma como transformação da Igreja através de um despertamento e impulso do Espírito Santo promovendo mudanças no coração de homens e mulheres.

Mas, será mesmo necessário uma reforma na Igreja? Precisamos, de fato, mudar atitudes, voltar a viver princípios bíblicos que estão sendo esquecidos? O que você acha? Vale lembrar que a Reforma do século XVI restaurou temas como "Sola Scriptura", "Sola Gratia", "Solo Cristo", "Sola Fide", demonstrando e ensinando que justificação, salvação e paz independem da obra humana. E hoje, amor, união, perdão, verdade, submissão a Deus, alegria, dentre outras, são nossas marcas? Precisamos de Reforma no sentido de retornar aos princípios bíblicos?

Acredito que nunca é demais reavaliar nossa conduta e vida cristã. Nunca é demais lembrar as palavras de Tiago: "Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes..."

Hoje, no dia em que comemoramos a Reforma Protestante, é hora de avaliarmos nossa vida eclesiástica, analisar o tema sugerido e ver se a reforma na Igreja é realmente necessária e urgente.

Os princípios estabelecidos pela Bíblia não são princípios somente para a vida eclesiástica, mas, também para a vida moral e social, ou seja, atinge o homem como um todo e não apenas em um aspecto de sua vida. Creio que o Prof. Stanford Reid tinha isto em mente quando escrevendo para a revista Christianity Today, numa edição de 1965 comemorativa da reforma diz: "Hoje a Igreja não precisa apenas de um reavivamento, mas de um derramamento do Espírito de Deus, tal como se experimentou no século XVI. Precisa de uma reforma que não lhe dê somente novo entusiasmo e compreensão, senão também, através do seu testemunho em cada esfera da vida, dê lugar a uma remodelação revolucionária da vida social e do indivíduo. Acontecerá isto somente quando a Igreja retornar aos fundamentos da Reforma e edificar novamente sobre as doutrinas expostas e aplicadas pelos Reformadores.

Diante do acima exposto surge a pergunta: "É necessária e Urgente uma Nova Reforma na Igreja?"

Deus nos ajude na resposta e a aceitarmos as implicações da mesma.

Rev. Paulo R. M. Gomes

domingo, 3 de outubro de 2004

ELEIÇÕES

ANO LXII - Domingo, 03 de outubro de 2004 - No 3075

ELEIÇÕES

Chegamos a mais uma eleição. A democracia, mesmo não agradando a todos, é o melhor dos sistemas. Ela nos dá o privilégio do exercício da cidadania.

Como cristãos não temos a opção se votamos ou não. Somos responsáveis em ser sal e luz nos destinos do nosso País. Quer creiamos ou não é através da política que mudanças ocorrerão. Nossa omissão a tornará ainda pior.

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos o bandidos, que é o político vigarista, pilantra o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais." (Bertold Brecht - 1898-1956)

Consciente e responsavelmente escolhamos os dirigentes da nossa querida São Paulo. Façamos da canção de João Alexandre nossa oração: "Brasil, olha pra cima! Existe uma chance de ser novamente feliz. Brasil, há uma esperança! Volta teus olhos para Deus o justo juiz."

Rev. Rubens

domingo, 25 de julho de 2004

NOSSOS PROPÓSITOS

ANO LXII - Domingo, 25 de julho de 2004 - No 3065

NOSSOS PROPÓSITOS

A IPVM admite que o seu governo é uma teocracia comunitária. Seus membros crêem que são dirigidos pelo seu Senhor e Cabeça, Jesus Cristo, através do Espírito Santo, que habita a Igreja e mora em cada crente. Portanto, ninguém administra a Igreja de si mesmo e para si mesmo, pois ela não nos pertence: é rebanho do Pai, entregue ao pastoreio do Filho.

Contudo, ela aceita que Cristo a governa, através de ministros que são indicados por Deus, por meio da Assembléia dos Santos. O Pastor tem a consciência de que ela é o Corpo de Cristo e propriedade exclusiva dEle.

Grande é a minha alegria por Deus ter me designado servir ao Seu Reino através da IPVM.
Sou imensamente grato pelo apoio e carinho demonstrados por seus membros dispondo-se a receber meu trabalho. Quão grande responsabilidade e enorme privilégio, ser o instrumento de Deus, "com vistas ao aperfeiçoamento dos santos... para a edificação do corpo de Cristo", nesta Comunidade.

A IPVM existe para: proclamar Jesus Cristo como única Esperança e Salvação para o homem; ajudá-lo a cultuar corretamente ao único Deus verdadeiro, exaltando o Seu nome; unir os seus membros numa gostosa comunhão como família de Deus; discipular esta família aperfeiçoando-a até ser semelhante ao seu Senhor; perseguir a santificação sem a qual ninguém verá a Deus; servir a sociedade demonstrando o amor de Deus.

O acróstico I-G-R-E-J-A reforça e ajuda a lembrar sempre estes propósitos, que serão enfatizados durante o próximo triênio:

I

r

Evangelização

(Kerigma)

Testemunhar

(Mat.28:19)

G

lorificar

Adoração

(Leiturgia)

Cultuar

(Mat.4:10)

R

evitalizar

Santificação

(Dikaios)

Consagrar

(Heb. 12:14)

E

dificar

Educação

(Didaskalia)

Discipular

(Mat.28:20)

J

untar

Comunhão

(Koinonia)

Integrar

(Mat.28:20)

A

ssistir

Ação Social

(Diakonia)

Servir

(Mat.22:39)


Paulo aconselha a igreja "que digais todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões, para que sejais inteiramente unidos no mesmo sentido e no mesmo parecer" (I Cor. 1:10). Que tenhamos todos um só propósito para a unidade da nossa querida IPVM.


Rev. Rubens

domingo, 6 de julho de 2003

GUARDA O TEU PÉ

ANO LXI - Domingo, 06 de julho de 2003 - No 3010

"GUARDA O TEU PÉ..." Ec 5.1

Guardar o pé não é literalmente tirar o pé e guardá-lo, como descuidadamente poderia alguém imaginar. "Guarda o teu pé..." é expressão simbólica, figura de retórica, que corresponde a tenha cuidado ou veja como se comporta na Casa do Senhor.

Não sei exatamente como era aplicada no tempo de Salomão, mas sei como se aplica hoje. Basta observar o comportamento de algumas pessoas no santuário. Esparramadas, espichadas, como se estivessem numa cadeira de praia ou em casa diante da TV. Outras, braço envolvendo a namorada, mãozinha alisando o braço dela, cabecinha apoiada no ombro dele, beijinhos furtivos, muito romântico e próprio para quem está no cinema ou outro lugar qualquer, menos no templo e na hora do culto. Se distraem e distraem outros. Há quem não faça isso, mas fique displicentemente mastigando 'chiclets' ou batendo papo. Outras há que embora não fazendo nada, de nada participam, pensamento longe, desligadas do que se passa no culto. E há também aquelas que se portam cuidadosa e ordeiramente, mas apenas para assistir ao culto, como se culto fosse um espetáculo para ser apreciado.

O que é o culto? Que se faz no culto?

Culto é homenagem ao Eterno, Rei dos reis, e Senhor dos senhores. É expressão de amor em forma de oração e louvor. É momento de reverência e reflexão. É ofertório de vidas que comungam da mesma fé e da mesma esperança.

A Casa do Senhor é lugar de reverência porque o Senhor se faz presente. O seu Nome é invocado, sua Palavra é lida, sua Presença é sentida. Será que não podemos passar 60 minutos com a nossa atenção voltada exclusivamente para Ele?

Jacó teve uma extraordinária visão do Senhor em Betel. Mas o momento mais delicado foi quando ele reconheceu que "na verdade o Senhor está neste lugar e eu não sabia".

Que, no melhor sentido, aconteça o mesmo conosco.

Rev. Eudes

domingo, 9 de março de 2003

PRIMEIRO CULTO PROTESTANTE NO BRASIL

ANO LX - Domingo, 09 de março de 2003 - No 2993

PRIMEIRO CULTO PROTESTANTE NO BRASIL

O dia 10 de março de 1557 marcou a importante data do primeiro culto evangélico realizado na Baía de Guanabara pelos cristãos reformados fugidos das perseguições em França e enviados pelo reformador Calvino, com a finalidade de lançar os fundamentos dos ideais da Reforma na América. São passados 446 anos. Sabemos pouco a respeito do insucesso de tal missão, todavia, o suficiente para constatarmos que a infidelidade e a ganância de alguns da caravana impediram de o plano ir adiante.

Eis como Jean de Léry descreve em seu livro "Viagem à Terra do Brasil" a chegada dos franceses:
"Depois de ancorados os nossos navios no porto desse rio Guanabara, muito perto da terra firme, cada qual arranjou sua bagagem e a trouxe para os escaleres. E vendo-nos livres dos riscos e perigos que tantas vezes nos cercaram no mar, a primeira coisa que fizemos, depois de pôr o pé nessa terra, para onde havíamos sido conduzidos com tanta felicidade, foi todos juntos rendermos graças a Deus." Mais adiante continua Jean de Léry: "O ministro Richier invocou a Deus. Cantamos em coro o Salmo V e dito ministro, tomando por tema estas palavras do Salmo XXVII: Pedi ao Senhor uma coisa que ainda reclamarei e que é a de poder habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, fez a primeira prédica no Forte de Coligny, na América.

O hino cantado pelos crentes huguenotes foi transliterado para o português pelo Rv. Manoel da Silveira Porto Filho e consta do hinário Salmos e Hinos número 4 sob título: "Atende à Minha Voz", que temos cantado em nossos cultos.

Rev. Daniel Belmont

domingo, 2 de março de 2003

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO...

ANO LX - Domingo, 02 de março de 2003 - No 2992

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO...

Entendemos que o direito à alegria e liberdade de expressão são inquestionáveis e qualquer pessoa tem direito ao carnaval. Na Bahia, às vésperas do festejo (diga-se mais de uma semana antes) só se fala nisso, mesmo quem não cai na folia aproveita o período do feriadão.

Entretanto, nenhuma outra festa da nossa cultura absorve tantos conceitos antagônicos à doutrina cristã que nos diz: "deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana... pois as coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas... e os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus" (Gálatas 5.16, 18-20 BLH).

Por mais alegria que traga, esse é o resumo na quarta-feira de cinzas. Talvez a questão moral seja normal e comum ao dia-a-dia de muitos, ainda que exacerbada na folia, mas há algo muito preocupante que afronta diretamente o Senhor - o culto a outros deuses. Falo como alguém que já praticou isto. Boa parte das músicas de axé são canções de invocação e louvor aos deuses do candomblé ou macumba. As roupas de muitos blocos baseiam-se na cor desses deuses e, como conseqüência, parte-se para formas de culto mais sombrias, como a que foi feita por uma cantora famosa no último carnaval ao vestir-se de demônio e estampa-lo na barriga.

Quando satanás propôs a Jesus que o adorasse, ouviu a seguinte resposta: "Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto" (Lucas 4.8 RA). Qualquer outra atitude, seja cultural ou por brincadeira, transforma-se em idolatria.

Enfim, "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu". "Assim também vocês devem se considerar mortos para o pecado, mas por estarem unidos com Cristo Jesus, devem se considerar vivos para Deus. Portanto, não deixem que o pecado domine o corpo mortal de vocês e faça com que vocês obedeçam aos desejos pecaminosos da natureza humana. E também não entreguem nenhuma parte do corpo de vocês ao pecado, para que ele a use a fim de fazer o que é mau. Pelo contrário, como pessoas que foram trazidas da morte para a vida, entreguem-se completamente a Deus, para que ele use vocês a fim de fazerem o que é direito". (Romanos 6.11-13 BLH)

Espero que nestes dias de carnaval não faltem alegrias na sua vida e desejo que elas venham decorrentes da presença do Espírito Santo dentro de você. Lá no Céu tem festa que não acaba nunca, não fique de fora!

( Extraído e adaptado do site Vida Abundante, produzido por Dr. Gardel Costa.)

domingo, 15 de dezembro de 2002

NATAL

ANO LX - Domingo, 15 de dezembro de 2002 - No 2981

3º Domingo do Advento

NATAL

O Natal se aproxima. Tudo muda ou toma cores mais vivas, sejam quais forem as circunstâncias que invadam nossos sentimentos.

Da crônica "Prece de Natal", de nosso literato maior Rui Barbosa, publicada no domingo 25 de dezembro de 1898, destacamos o trecho seguinte:

"Tamanha é a tua grandeza que excede todas as do universo e da razão: o espaço, o tempo, o infinito, acima dos quais a cruz da tua tragédia espantosa parece maior que os vôos da metafísica, as imensidades do cálculo e as hipóteses do sonho. Daí a palavra e a imaginação recuam assombradas, balbuciando. A criatura sente o teu amor, mas tremendo. Vê-se alvorecer a eternidade na magnificência de um abismo que se rasga no céu; mas nas arestas alguma coisa há de sombra e ameaça. De onde, porém, tu penetras no coração de todos com a doçura de uma carícia universal, é daquele presepe onde a tua bondade nos amanheceu um dia no sorriso de uma criança."

As comemorações natalinas só terão sentido se forem acompanhadas por corações agradecidos a Deus pela encarnação do Verbo, sem o que podemos correr o risco de apenas festejarmos uma data qualquer.

" E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." (João 1.14)

Rev. Daniel Belmont

domingo, 16 de dezembro de 2001

EMANUEL

ANO LIX - Domingo, 16 de dezembro de 2001 - No 2929

Terceiro domingo do advento
EMANUEL

Emanuel quer dizer: "Deus conosco". Vimos, através desta expressão, que Deus não abandonou a Sua criatura, mesmo levando-se em consideração o pecado que a afastou do seu criador. Jesus Cristo fez-Se nosso pontífice, isto é, ligou-nos a Deus novamente.

Também, Emanuel quer dizer "Deus em nós". O apóstolo Paulo, referindo-se ao "mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações" e que Se manifestou agora aos Seus santos, disse que a "riqueza da glória deste mistério entre os gentios" era CRISTO EM VÓS a esperança da glória." (Col. 1:26, 27) Cristo não veio para ser objeto que satisfizesse simplesmente a mente humana, mas para que fosse aceito e crido pelo pecador sincero.

Outra realidade da expressão acima quer dizer: "Deus por nós". Nada poderá separar-nos de Cristo. Ele mesmo disse: " Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora."(João 6:37.) Foi para isso que Jesus Cristo tomou a nossa forma.

Finalmente, a expressão acima também quer dizer: ' Deus para nós ". Devemos entender que a primeira vinda de Jesus ao mundo dos homens pressupõe a chegada de Sua volta. É a volta d'Aquele que nunca foi, porque jamais deixou de estar com aqueles que Lhe pertencem.

Natal traz-nos à mente e ao coração a realidade das verdades acima. Que nas nossas comemorações natalinas deste ano algo faça diferença na nossa maneira de encarar a vinda de Jesus, nascido em Belém e em nossos corações.

Rev. Daniel Belmont

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.