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domingo, 21 de abril de 2019

DEZ RESULTADOS DA RESSURREIÇÃO

ANO LXXVI - Domingo, 21 de abril de 2019 - Nº 3834

Dez resultados da ressurreição

1) Um Salvador que nunca mais morrerá.
“Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre” (Romanos 6.9).

2) Arrependimento.
“O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento” (Atos 5.30-31).

3) Novo nascimento.
“Segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1.3).

4) Perdão do pecado.
“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1 Coríntios 15.17).

5) O Espírito Santo.
“A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (Atos 2.32-33).

6) Nenhuma condenação para os eleitos.
“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu — ou, antes, quem ressuscitou —, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Romanos 8.34).

7) A comunhão e proteção pessoal de Jesus.
“E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28.20).

8) Evidência do juízo futuro.
“[Deus] estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17.31).

9) Salvação da ira vindoura de Deus.
“[Nós] aguardamos dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Tessalonicenses 1.10; Romanos 5.9).

10) Nossa própria ressurreição dentre os mortos.
“[Nós sabemos] que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco” (2 Coríntios 4.14; Romanos 6.4; 8.11; 1 Coríntios 6.14; 15.20).

Extraído do site desiringgod.org

domingo, 24 de março de 2019

REV. PAULO E DONA ALICE

ANO LXXVI - Domingo, 24 de março de 2019 - Nº 3830

Rev. Paulo e Dona Alice

Um poeta disse que “Quando há dor na hora de se ir embora, é porque valeu a pena ter ficado”. É isso que sentimos na despedida do nosso amado pastor Paulo. Todos sabemos que não foram anos fáceis, mas certamente foram anos que valeram a pena. Há 12 anos, a IPVM precisava de apoio para se reerguer e continuar caminhando com firmeza, aprove ao Senhor Deus escolher o Rev. Paulo para essa missão. Hoje, diante de uma igreja forte, viva e relevante, entendemos que realmente a vontade de Deus é boa e perfeita, pois aquela missão foi cumprida.

Missão cumprida não sem muitos custos. Reconhecemos que o ser pastor é conseguir, em Deus, forças para abençoar os outros mesmo quando o próprio coração chora. Sabemos que ser pastor é ser elogiado de menos com o passar dos anos e criticado demais. Ser pastor é saber liderar a si mesmo, antes de liderar outros. É não entregar a sua mensagem, mas a de Deus. Reconhecemos que em todos esses desafios – e em muitos outros – o pastor Paulo teve, com a graça de Deus, êxito em seu ministério na IP Vila Mariana.

Não poderíamos deixar de reconhecer e agradecer profundamente o auxílio, o serviço e a comunhão da Dona Alice, esposa do Rev. Paulo. O suporte e o amor devotado ao ministério do seu marido e à nossa igreja são marcas da vida dessa querida irmã e serva de Deus. Aprendemos com a Dona Alice que estatura física não tem nada tem a ver com estatura moral e espiritual. Fomos edificados com o seu testemunho de vida respeitável, o seu jeito meigo, gentil e amoroso. Sua postura encorajadora, sempre disposta a servir com seus dons e talentos, com todos aqueles desenhos maravilhosos e as histórias edificantes para as crianças.

Portanto, Rev. Paulo e Dona Alice, apesar da nossa tristeza de não tê-los mais em nosso convívio diário, transborda o nosso coração de alegria por sabermos que os frutos que hoje colhemos foram cultivados por vocês em 12 anos de serviço. As marcas dos ministérios de vocês ficarão para sempre gravados em nossas vidas. Muito Obrigado!

Baseado no texto do Presbítero Eleusis Di Creddo

domingo, 13 de janeiro de 2019

QUANDO DEUS NÃO RESPONDE

ANO LXXVI - Domingo, 13 de janeiro de 2019 - Nº 3820

QUANDO DEUS NÃO RESPONDE

Existem períodos em nossas vidas que sentimos Deus distante de nós ou nós dEle, como se não tivéssemos qualquer importância, ou ainda, como se Ele tivesse nos esquecido. Você já se sentiu assim? Oramos e Deus não responde. Lemos a Bíblia, mas Ele não fala conosco. Buscamos, mas parece que Ele está imparcial, em silêncio.

É provável que você já tenha sido o grande o amor de alguém, talvez já tenha até sido alvo do ódio de outra pessoa, mas você já foi vítima da indiferença?

Algumas vezes parece que Deus age dessa maneira conosco, nos desamparando, ou pelo menos é isso que sentimos. É relativamente fácil adorar a Deus quando as coisas vão bem, contudo é muito difícil adorá-lo quando percebemos que estamos sendo alvo do seu silêncio.

O Salmo 22 registra a seguinte oração em seus dois primeiros versos: “1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido? 2 Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego.” Essa foi a oração do Rei Davi a Deus, num momento em que ele se sente ignorado pelo Senhor. Tais palavras são repetidas na crucificação. Esse grito saiu da boca de Jesus quando o seu sangue vertia na cruz. Por que Deus não o acudiu em Seu desespero? Deus se calou? Como louvar a Deus quando não compreendemos o que está acontecendo em nossas vidas e Ele está em silêncio? Como manter a comunhão quando Deus parece indiferente?

Expressar os sentimentos diante de Deus é um caminho saudável para a comunhão. É comum que as pessoas tenham medo de revelar seus verdadeiros sentimentos diante de Deus, contudo, isto não é justificável e nem aceitável, uma vez que Deus sabe o que sentimos e, se resolvemos falar algo diferente daquilo que sentimos como objetivo de impressioná-Lo, estamos mentindo. Se você tem essa dificuldade, lembre-se que a sinceridade é fruto de intimidade e liberdade e isso não se conquista rapidamente.

Outra orientação é ter consciência de quem Deus é. O verso 3, do mesmo salmo, diz que Ele é Santo, então independente das circunstâncias em que vivemos, precisamos nos apegar ao caráter imutável de Deus. Nossos sentimentos são volúveis, Deus não é.

Lembre-se do que Deus já fez, o verso 4 diz que “Nossos pais confiaram em Ti,... e os livraste” , olhar para os feitos de Deus no passado nos dá segurança para o amanhã, mesmo em silêncio, aquilo que Deus fez pode ser a voz que precisamos hoje para seguir adiante. Isso é confiança, isso é esperança, isso é perseverança diante do silêncio de Deus.

domingo, 16 de setembro de 2018

SAF IPVM 77 ANOS DE GRATIDÃO

ANO LXXVI - Domingo, 16 de setembro de 2018 - Nº 3803

SAF IPVM 77 ANOS DE GRATIDÃO

Amadas irmãs e irmãos, neste mês a SAF/IPVM está aniversariando e os nossos corações estão gratos ao Senhor. Vamos falar u m pouco sobre GRATIDÃO. A gratidão inicia em nós quando reconhecemos quem Deus é e o que Ele tem feito. Essa emoção sincera não depende da reação de outra pessoa ou da natureza do presente recebido. A ingratidão, por outro lado, tem início com um coração insatisfeito, que rejeita os doadores e, também, o presente (Rm 1.21). A própria vida é u m presente gracioso de Deus. Só existe gratidão baseada nesse fundamento. O Espírito de GRATIDÃO deve ser cultivado e, depois, transmitido aos outros, principalmente aos de sua própria casa, por exemplo. Pode-se conseguir isso de várias maneiras:
  • Lembre-se de que a pessoa agradecida é humilde e tem Deus como o Centro de sua vida, e o coração do ingrato é cheio de orgulho e centralizado em si mesmo. Rute deu um grande exemplo desse Espírito de gratidão e de humildade (Rt. 2.10 ).
  • Não encare como triviais as bênçãos simples e comuns da vida diária (MT 6.11).
  • Reconheça que nem tudo o que deseja pode ser benefício para você. Deus é o sábio doador. Considere os planos e as prioridades Dele em sua vida.
Lembre-se de agradecer a Deus até no meio da adversidade e da provação (Hc 3.17-19).

A gratidão a Deus e aos outros deve ser expressa regular e publicamente (SI 35.18).
  • Anote as bênçãos e mantenha um registro de fidelidade de Deus com você.
  • Complete o círculo de gratidão estendendo a mão para contribuir com o próximo, no Espírito de Cristo (2 Co 9.12).
O Espírito agradecido e o coração grato fazem parte integrante de uma vida Santa. A mulher agradecida e que tem um coração cheio de louvor traz alegria ao Pai e Glória ao nome Dele. Amadas irmãs, uma atitude de gratidão proporcionará ao seu coração bênçãos incontáveis e a transformará num canal de bênçãos para os demais.

No amor de Cristo,

Leci Cardoso (pres. da SAF IPVM)

domingo, 24 de junho de 2018

MÃOS À OBRA

ANO LXXVI - Domingo, 24 de junho de 2018 - Nº 3791

MÃOS À OBRA

“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (Tiago 2.14)

Semana passada estava pintando um apartamento junto com minha esposa. Enquanto sujava as mãos com tinta pensava na viagem missionária que eu e alguns irmãos da IPVM faremos daqui a poucos dias para Santa Rita, no Paraguai.

Levar o evangelho de Jesus em forma de palavras e ações é “botar a mão na massa” na missão que Deus nos deu para fazer até que Ele volte. Como no apartamento, a missão nos trará muitos desafios, à primeira vista o campo parecerá muito grande e o serviço demais para nosso grupo. Mas, então, começaremos orando, buscando direção do Grande Mestre dessa obra. Receberemos paz e sabedoria do Santo Espírito e começaremos a trabalhar.

Passaremos a caminhar de porta em porta anunciando o amor perdoador do Salvador. Alguns atenderão, outros não. Ofereceremos serviços médicos gratuitos para toda população, atividades educacionais para os jovens e diversas palestras sobre saúde pública. Teremos culto a Deus todas as noites e devocional todas as manhãs. No meio disso tudo, conheceremos muitas histórias, enxugaremos muitas lágrimas (as nossas inclusive) e veremos o poder de Deus ser derramado sobre aquele lugar. Então, quando menos percebermos, o Senhor Deus haverá feito tudo e nós poderemos louva-Lo pelo enorme privilégio de estarmos com as mãos marcadas pelos dias servindo a Ele e ao povo de Santa Rita.

A viagem missionária que a IPVM realiza todos os anos é de certa forma, uma resposta ao versículo em destaque no início deste texto. A viagem é também uma chance única de se experimentar outro nível de vida cristã, onde é possível desfrutar do fruto da salvação gratuita em Cristo, as obras missionárias.

Não se sente capaz?

Deus não procura por trabalhadores habilidosos. Ele procura por corações dispostos a servi-Lo. Ele procura por aqueles que não se importam em trazer as marcas do serviço nas mãos e, principalmente, na alma.

Servir a Deus... Eis aí o caminho da eterna felicidade e prazer.

Dc. Sem. Arquimedes Marques Oliveira

domingo, 14 de maio de 2017

AS MÃOS DE MINHA MÃE

ANO LXXIV - Domingo, 14 de maio de 2017 - Nº 3733

AS MÃOS DE MINHA MÃE
Autora: Norma Penido

Ainda me lembro com ternura
Das incansáveis mãos de minha mãe
Eram ágeis, eficientes, e confortantes
As benditas mãos que a todo instante
Estavam estendidas para mim…
Eram valorosas como duas guerreiras
Eram duas inseparáveis companheiras
Sempre lutando para o melhor servir
E nas horas de amarguras, nas noites escuras
Qual bússola mostravam o caminho a seguir
Mãos, que só se levantavam para o bem
Para ajudar, abençoar e acolher alguém
Mãos, que muitas vezes vi calejadas
Como as de Cristo que na cruz pregadas
Pelo grande amor que sentiu por mim…
Mãos, que hoje se movem lentamente
Ficaram frágeis, trêmulas e dependentes
O tempo passou, e agora desgastadas
Como irmãs gêmeas, estão sempre entrelaçadas
Parecem inúteis, mas têm inestimável valor
Pois falam de uma vida, de renúncias e de amor
As mãos de minha mãe… benditas entre tantas!
Oh! Que mãos tão maravilhosas e santas!
Mãos que afago entre as minhas com carinho
Fazendo delas o meu mais seguro ninho
Na difícil hora da minha aflição…

domingo, 18 de dezembro de 2016

O NATAL QUE NÃO CHEGOU

ANO LXXIV - Domingo, 18 de dezembro de 2016 - Nº 3712

O NATAL QUE NÃO CHEGOU

Com o pouco de criança que ainda me resta
Continuo sonhando com um Natal sem festa,
Sem estrela, sem Velhinho, sem presente...
Sonho com um Natal - de -ano - inteiro,
Sem sorriso medido, em palavras vazias,
Sem cartões impressos com frases frias,
Sem data marcada e sem formalidades.
Mas um Natal em que Cristo nasça todo o dia,
Simples, meigo, humilde, sem fantasia...
Mas de amor autêntico - traço de união -
Que se expressa, generoso, ao dividir o pão!

Continua o tempo passando
E um novo Natal vai chegando
Sem muito amor. Pouca paz. Pouca compreensão...
Mas CRISTO NASCEU e, um dia, estou certa,
Sua Mensagem há de brotar completa,
Explodindo em amor, sem formalidade!
Igualando, com justiça, toda a humanidade!
Boas-novas de perdão, ecoando com doçura,
Em clarinada celeste: "GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS,
PAZ NA TERRA - BOA VONTADE" ...
Entre os homens a quem Ele quer bem!

Olga Gomes de Deus

domingo, 1 de maio de 2016

BELO, INFORMATIVO E DA IGREJA

ANO LXXIII - Domingo, 01 de maio de 2016 - Nº 3679

“Belo, informativo e da igreja”

Olá, eu sou o novo boletim da IPVM, você viu como estou diferente? Sabe por quê eu mudei? Eu estava com a mesma aparência há quase 15 anos, e quando eu fiquei com aquele rosto “novo”, muita gente me achou lindo e outros me acharam feio, provavelmente isso vai acontecer comigo de novo porque afinal de contas, gosto é gosto e ouço dizer que gosto não se discute. Mas não foi isso que aconteceu comigo, algumas pessoas me viram antes de você e eu ouvi cada uma das sugestões, algumas foram implementadas, outras ficaram inviáveis de serem aplicadas, mas no final das contas, todos acharam que eu fiquei muito bonito e funcional. Disseram que eu estou “Clean” (Confesso que não sei se é um elogio, mas eles diziam isso e sorriram, então deve ser bom), outros disseram que fiquei mais organizado, porque agora as notícias estão agrupadas por interesse, como por exemplo: Acontece hoje, onde você saberá tudo que está acontecendo na IPVM neste domingo, por sinal hoje, iniciaremos as comemorações de 74 anos da nossa igreja, olha lá pra você ver quem será o pregador convidado. Outros ainda disseram que estou mais fácil de ser lido, o que acho ótimo, porque eu cumpro meu papel informativo.

Todas as observações acima foram pensadas para que eu ficasse mais interessante, mas sabe de outra coisa, eu fui remodelado juntamente com muitas outras coisas da nossa igreja, como um presente para ela, afinal de contas são 74 anos de organização e essa foi uma forma de presenteá-la. Quer saber o que temos mais de novidade? Quando você sair do templo, olhe a fachada, verá que ela também foi redesenhada. As sinalizações também são novinhas em folha, agora ficará mais fácil para você se localizar em nossa igreja, caso você esteja nos visitando, ou não a conheça muito bem. Ah, e se você é um bom observador, verá que o Logo também mudou mantendo a nossa identidade local e também a característica da construção do templo.

Sabe por quê tudo isso aconteceu? Por que mesmo com 74 anos, a nossa igreja precisa manter-se atualizada, não com as tendências da moda, mas com a forma como comunicamos a nossa identidade com os de fora, tudo isso foi feito para que as pessoas entendam melhor a nossa mensagem e quem nós somos. Parabéns IPVM, que Deus continue sendo gracioso conosco.

domingo, 24 de janeiro de 2016

O APÓSTOLO PAULO E A CIDADE DE SÃO PAULO

ANO LXXIII - Domingo, 24 de janeiro de 2016 - Nº 3665

O APÓSTOLO PAULO E A CIDADE DE SÃO PAULO

Atos 17 nos conta, que, um dia, Paulo estava em Atenas, esperando que Silas e Timóteo chegassem de Bereia, e “seu espírito se agitava (se revoltava) em face da idolatria dominante na cidade. Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali”. Levado ao Areópago, pregou-lhes o Evangelho para que se arrependessem e redirecionassem sua adoração para o Deus Verdadeiro.

Cidade de São Paulo, Brasil; 461 anos; quase 12 milhões de habitantes. Ela nasceu na mesma época, em que na Europa, a Reforma Protestante influenciava fortemente a prática de governo civil pelas autoridades da cidade de Genebra, não sem dificuldades.

O apóstolo nos lembra, quanto à nossa relação com a cidade de São Paulo, que as autoridades são instituições da “graça comum” de Deus, como anteparo contra a anarquia e contra a dissolução da sociedade ordenada. Por elas, devemos orar e estar atentos ao que fazem (I Tm 2.1-4; Tt 3.1; Rm 13.1-7). As autoridades são ministros de Deus (Rm 13.4) para o nosso bem, e se elas não têm consciência de que são colocadas por Ele para ministrar a justiça que vem do Senhor, e se o fazem em suas próprias justiças, cabe aos cristãos, sob diferentes formas legais e morais, exigir que elas cumpram o seu papel. Mas, acima de tudo, cabe-lhes anunciar a salvação única de Cristo, para que o confessem como seu Salvador e Senhor e passem a governar sob os valores do Rei Jesus. Vale, também, lembrar Pedro. Quando expressamente ordenado a não ensinar mais sobre o “Nome”, ele assim reagiu: “importa mais obedecer a Deus do que aos homens”.

Tal como Atenas, Genebra e todo o mundo em trevas, a gente valorosa da Cidade de São Paulo precisa mesmo é de Jesus. Necessita do seu Evangelho que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê e não nos envergonhamos dele. Carece da transformação espiritual de Cristo, cujos resultados alcançam toda a sociedade.

E Paulo também nos desafia: “como invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”

Pb. Elias Papotti

domingo, 29 de novembro de 2015

A PAZ DE CRISTO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS

ANO LXXIII - Domingo, 29 de novembro de 2015 - Nº 3657

A PAZ DE CRISTO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS

As pessoas com algum tipo de deficiência formam um dos maiores grupos minoritários do mundo, com uma estimativa que excede os 600 milhões. A maioria delas vive nos países menos desenvolvidos e são as mais pobres entre as mais pobres. Apesar de a deficiência física ou mental fazer parte da sua experiência diária, a maioria é incapacitada por atitudes sociais, por injustiça ou pela falta de acesso a recursos. Servir às pessoas com deficiência não se limita a oferecer atendimento médico ou serviço social; envolve lutar ao seu lado, ao lado dos que lhe prestam cuidados e ao lado de suas famílias, por inclusão e igualdade, tanto na sociedade como na igreja. Deus nos chama para a justiça, a amizade, o respeito e o amor mútuos.

a) Vamos nos erguer como cristãos em todo o mundo para rejeitar estereótipos culturais, pois, como comentou o apóstolo Paulo, a ninguém mais consideremos do ponto de vista humano. Feitos à imagem de Deus, todos nós temos dons que Deus pode usar no seu serviço. Nós nos comprometemos a ministrar às pessoas com deficiências, e receber delas a ministração que elas têm para dar.

b) Nós incentivamos igrejas e líderes de missões a pensar não apenas em missões entre aqueles com deficiências, mas a reconhecer, afirmar e facilitar o chamado missionário de cristãos que possuam deficiências, como parte do Corpo de Cristo.

c) Nós nos entristecemos, pois tantas pessoas com deficiência ouvem que sua deficiência é resultante de pecado pessoal, falta de fé ou de relutância para ser curado. Nós negamos que a Bíblia ensine isso como uma verdade universal. Tal falso ensinamento é pastoralmente insensível e espiritualmente incapacitante; acrescenta o peso de culpa e de esperanças frustradas a outras barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam.

d) Nós nos comprometemos a fazer das nossas igrejas locais de inclusão e igualdade para pessoas com deficiência e nos posicionar ao lado delas resistindo ao preconceito e advogando pelas suas necessidades na sociedade em geral.

Terceiro Congresso de Lausanne sobre Evangelização Mundial

domingo, 27 de setembro de 2015

PROFETA ELIAS E A VIÚVA

ANO LXXIII - Domingo, 27 de setembro de 2015 - Nº 3648

PROFETA ELIAS E A VIÚVA

Um dia veio ter à nossa igreja uma senhora bastante idosa humildemente vestida. Cercada de pessoas bem trajadas ela estava ali para entregar sua pequenina oferta. Talvez fosse o caso de dizer-lhe: “Minha senhora, acho que a senhora precisa muito mais desse dinheiro do que a igreja. Por que não fica com ele?” Mas não disse nada disso porque, como o profeta Elias, sei de certas coisas que muita gente não sabe. Eis a explicação do profeta: “Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno, traze-mo aqui fora; depois farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará e o azeite da tua botija não faltará, até o dia em que o Senhor fará chover sobre a terra”. (1 Reis 17: 13,14).

Ficou rica aquela viúva por obedecer ao profeta? Absolutamente não. Ela se tornou próspera. Durante a crise de fome provocada pela seca, quando a terra não produzia fruto, verdura ou cereal, sua panela foi a fonte inesgotável de farinha, e a botija, fonte inesgotável de azeite. Ela nunca mais passou necessidade: tornou-se próspera.

Há pessoas bastante zangadas ou decepcionadas com Deus, pois, apesar de dizimistas, nunca se tornaram ricas. Como puderam imaginar tal absurdo? Porventura garante Deus que seremos ricos ou milionários? Nunca! O que Ele promete é prosperidade, coisa bem diferente: ausência de necessidade; a provisão milagrosa de tudo quanto precisamos para viver.

(Texto do livro: Dinheiro: assunto altamente espiritual, do bispo Roberto McAlister)

domingo, 20 de setembro de 2015

A IGREJA CRESCE NO IRAQUE

ANO LXXIII - Domingo, 20 de setembro de 2015 - Nº 3647

A IGREJA CRESCE NO IRAQUE

Estes últimos anos não estão sendo fáceis para muitos iraquianos, curdos e sírios. Eles sofreram e estão sofrendo enormes perdas com a invasão e perseguição por parte do grupo radical islâmico Isis. Porém, em meio a tanto sofrimento, tivemos nossa fé renovada e a certeza de que o Senhor está no controle.

Também em detrimento das guerras, tivemos a oportunidade de servir e ajudar a mais de 500 refugiados com jantar, café da manhã, leite, água potável, remédios dos mais variados, fraldas descartáveis, tênis, meias, cobertores, ventiladores e com a construção de dois cômodos de 5x4 para uma família de refugiados curdos da Síria, que hoje servem ao Senhor. Só pudemos realizar tudo isso com o apoio dos nossos parceiros e amigos que, mui generosamente, ofertaram para essa ação solidária aos refugiados da Guerra do Iraque.

Cristãos em geral que eram apenas nominais agora estão se aproximando do Senhor de tal forma que os templos das igrejas cristãs têm sido mais frequentados. Penso que esse fenômeno nunca tenha acontecido na história dessa região.

Temos vivido um tempo de conflito e insegurança, mas também estamos encontrando portas abertas para compartilhar a Palavra de Deus e o Seu amor como nunca antes. A exemplo disso, um jovem, que estuda na escola onde A* trabalha, veio até a biblioteca e perguntou se o cristianismo aceitava pessoas vindas de outras religiões. A*, muito sabiamente, respondeu que sim, se a pessoa confessar a Jesus como Senhor e Salvador. O convidei para vir a minha casa e ele, de joelhos, confessou a Cristo Jesus como Senhor e Salvador da sua vida.

Percebemos que é justamente em meio às muitas necessidades que surgem também muitas oportunidades de servir a Deus, servindo ao nosso próximo e mostrando o amor de Deus e o Evangelho de forma prática.

Quero deixar bem claro e conscientizar a todos que todo o ministério desenvolvido aqui no Iraque o fazemos representando, obviamente, o reino de Deus, mas não podemos esquecer que estamos debaixo de uma organização que tem uma denominação, a IPB ( Igreja Presb. do Brasil). Então, entendo que, como pastor e missionário da denominação, através da APMT, o que estamos fazendo aqui consiste em sermos um braço da própria IPB que atua nessa região do mundo, testemunhando do Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Artigo do missionário G.C da APMT

Revista Alcance – APMT – 2º trim. 15

domingo, 30 de agosto de 2015

É DIFÍCIL VIVER POR ELE!

ANO LXXIII - Domingo, 30 de agosto de 2015 - Nº 3644

É DIFÍCIL VIVER POR ELE!

“Se o mundo quer nos chamar de tolos, e nos perseguir, que o faça. É apenas por um pouco. O dia da coroação está chegando. Graças a Deus pelo privilégio que temos de confessar a Cristo!”, Dwight Lyman Moody (1837-1899)

Jesus era a última pessoa que interessava a Sundar Singh, um adolescente indiano, em pleno século 20. Afinal, Jesus era o “deus estrangeiro” dos professores cristãos de sua escola. Sundar era sique (religião que mescla islamismo e hinduísmo) e rasgara parte de uma Bíblia para protestar.

Uma noite, enquanto rezava do seu jeito, ele percebeu uma luz brilhante dentro do seu quarto. Ele olhou pela janela para ver de onde vinha aquela luz. Foi nesse instante que Sundar teve um encontro muito especial com Jesus.

Ao compartilhar o ocorrido com sua família, o rapaz foi expulso de casa apenas com a roupa do corpo e um par de sandálias. Incompreendido por aqueles a quem amava, agora, ele também era perseguido pela comunidade e recusado aonde quer que fosse.

Sundar continuou a ler a Palavra de Deus. Isso lhe deu forças para não desanimar durante aqueles dias tão difíceis. Um mês depois de ser batizado, em 1905, o jovem fez a seguinte oração: “Senhor, ajuda-me a viver de modo digno de ser chamado discípulo de Cristo”. Ele, então, doou seus poucos pertences, vestiu uma túnica e saiu para evangelizar.

O jovem cristão ficou conhecido como o “apóstolo dos pés que sangram”, pois as solas de seus pés ficavam cheias de bolhas de tanto caminhar. Em toda a sua vida, ele dependeu totalmente de Deus. Suas necessidades foram supridas pela família da fé.

Sundar Singh foi o primeiro missionário que atravessou as montanhas do Himalaia para levar o evangelho ao Nepal e Tibet. Aos 36 anos, fez sua última viagem para as montanhas e nunca mais voltou. Em seu diário, estava escrito: “è fácil morrer por Cristo, mas é difícil viver por Ele”.

Paul Estabrooks
Trecho do livro “Permanecendo firme através da tempestade”

domingo, 23 de agosto de 2015

DE DOZE EM DOZE

ANO LXXIII - Domingo, 23 de agosto de 2015 - Nº 3643

DE DOZE EM DOZE

“Desde 1995, Portas Abertas acompanha o desenvolvimento espiritual e as necessidades da igreja vietnamita, Seu primeiro projeto no país foi um curso bíblico para os líderes cristãos em regiões tribais, chamado Seminário Galileia.

Trata-se de um curso itinerante ministrado em diversas regiões do país por ex-alunos. Cada turma possui, no máximo doze alunos, para não chamar atenção. As aulas acontecem de noite, em casas, e tanto alunos como professores entram de fininho no local.

Assim, doze em doze, a cada ano são treinados mais de mil cristãos tribais do Vietnã. Cada um deles, por sua vez, repassa o conteúdo que aprendeu a outros irmãos de sua igreja. Desde 1995, mais de 300 igrejas foram plantadas por ex-alunos do Sem. Galileia em todo o país.

Um desses alunos é o pastor Huu (edição de janeiro da Revista Portas Abertas). Ele se formou na primeira turma e usa o curso até hoje em sua igreja. Huu diz que o seminário ajudou sua igreja a crescer espiritualmente. “Tudo o que os membros de nossa igreja fazem está baseado no que aprenderam sobre Cristo com o Seminário. É o nosso fundamento. Meu sonho é abrir uma escola de verdade aqui, para ensinar as lições do Sem. Galileia. Não apenas uma classe, mas várias turmas estudando ao mesmo tempo”.

Atualmente, no fundo da casa de Huu há um casebre de madeira que acomoda os cultos da sua igreja e turmas do Seminário.

Ele, que já foi preso duas vezes por causa de sua fé em Cristo, sabe que é o conhecimento da Palavra – as promessas, as ordenanças e os ensinamentos de Deus – que mantém um cristão firme perante os momentos decisivos da vida, seja numa prisão, seja numa celebração de ano novo com a família.

Para Huu, isso é tão importante que ele e sua esposa têm treinado irmãos que vivem no Camboja, um país vizinho. “Eles vêm uma vez por semana para ter as aulas. O transporte é muito difícil. Alguns vêm de bicicleta, pedalam cerca de 100 km para chegar até aqui. Ore pela proteção e pela saúde deles”, pede Nguyet, esposa de Huu.

O pedido que Huu e seus irmãos fazem hoje não é pelo fim da perseguição nem pelo reconhecimento do cristianismo por parte do governo. O que desejam é uma Igreja firme em suas convicções, incapaz de ser abalada por tradições ou ameaças.

Você consegue imaginar que impacto uma igreja dessa pode ter na sociedade?

Portas Abertas

domingo, 12 de julho de 2015

COM AMOR, DO IRÃ

ANO LXXIII - Domingo, 12 de julho de 2015 - Nº 3637

COM AMOR, DO IRÃ

Em 2010, o pastor Behnam Irani foi detido por causa das suas atividades cristãs, e condenado a 6 anos de prisão. Ele enviou uma carta para a Missão Portas Abertas, publicada a seguir.

“Aqui é o pastor Behnam, do Irã”. Estou cumprindo minha pena de seis anos de prisão por causa de minha fé em Jesus Cristo, e por pregar sobre o Reino de Deus. È um grande privilégio com minha amada família em Jesus. Muitos companheiros de cela na prisão me perguntam por que estou pagando um preço tão alto por crer em Jesus Cristo. Eles querem saber por que eu não nego minha fé e volto para minha esposa e meus filhos. Então pergunto a mim mesmo qual foi o preço pago pelo Senhor a fim de me salvar e me transportar do reino das trevas para o reino da luz. A morte de Jesus Cristo na cruz, o sangue do Cordeiro de Deus! Sim, esse foi um alto preço. Assim, eu também sou capaz de preferir a prisão à liberdade. Decidir manter minha fé em nosso Senhor e continuar preso. Jesus disse: “Se você amar sua vida mais do que a mim, você não merece se meu discípulo”. (Mt10. 35)

Essas são as palavras do seu irmão Behnam, que tem passado por extrema pressão, e que já está preso há tantos anos. Quero encorajar você a compreender o valor da sua fé. Temos recebido a salvação de graça, mas lembre-se: ela não foi gratuita. Deus pagou por ela. Ele sacrificou seu amado Filho, Jesus Cristo. Lembre-se que há apenas um caminho para Deus, e Jesus nos falou dele: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. (Jo 14.06)

Conceda a Jesus acesso a todas as áreas da sua vida, e permita que Ele seja o Senhor de seu coração. Tente se tornar parecido com o Filho de Deus, Cristo Jesus, pensando e agindo com ele.

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. (Gl 2.20)

Que Deus abençoe você. Amém.
Pastor Behnam Irani"
Extraído da Revista Portas Abertas Ano 33 nº 2

domingo, 31 de maio de 2015

PERSEGUIDOS E PERSEVERANTES

ANO LXXIII - Domingo, 31 de maio de 2015 - Nº 3631

PERSEGUIDOS E PERSEVERANTES

Na introdução de seu livro A fé que persevera, Ron Boyd-Mac Millan conta de um interessante encontro que teve com três cristãos secretos na China, na década de 1990. Ao se despedir de seus amigos, ele agradeceu por compartilharem seu testemunho e disse: “Sinto-me envergonhado por não ter que pagar um preço tão alto para produzir reavivamento em meu país. É como se vocês estivessem vivendo nas páginas do Apocalipse”.

O comentário de Ron, porém não passou despercebido. Um dos três cristãos lhe respondeu: “Leve isto de nós: cada um está vivendo o livro de Apocalipse, porque todos nós fazemos parte da Igreja Perseguida”. Ele continuou: “Aonde quer que você vá, será seduzido por um falso profeta ou coagido por uma besta a adorar um ídolo que não é Deus. A única diferença entre vocês e nós é que, aqui, vemos isso com clareza; e onde vocês vivem, isso acontece de maneira sutil”.

A afirmação deste irmão está fundamentada na verdade registrada em 2 Timóteo 3.12: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. É essa vida piedosa – ou como coloca a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, uma vida “unida com Cristo” – que traz problemas ao crente. Não são governos nem grupos extremistas, mas a identificação com Jesus.

O que não se pode negar, entretanto, é que os cristãos não são todos perseguidos da mesma forma. Provisões como leis que protegem a liberdade de culto dão à Igreja mais espaço institucional para realizar suas atividades religiosas, seja uma reunião de oração, seja um trabalho evangelístico em espaço público. Mas ao mesmo tempo, essa sensação de liberdade, pode mascarar “falsos profetas”, como disse o irmão chinês, impedindo-nos de ver a realidade. E quanto a isso, temos de ser cuidadosos.

Uma diferença fundamental entre cristãos perseguidos, como chineses e vietnamitas, e cristãos livres, como os brasileiros, é que a Igreja brasileira tem liberdade para manejar suas armas, enquanto as demais têm de fazê-lo em segredo e sob pressão.

Nosso desafio é não nos encantar com a liberdade a ponto de esquecer a batalha que nos aguarda a cada dia. Os cristãos perseguidos podem nos ajudar nisso. Não deixe seus testemunhos de perseverança serem apenas belas histórias a respeito do cuidado de Deus sobre seu povo. Encare-os como lembretes de que ser fiel a Jesus tem um preço, mas também um alvo garantido: a coroa da vida a todo aquele que perseverar (Ap 2.10).

(Extraído da Revista Portas Abertas Ano 33 nº 1)

domingo, 10 de maio de 2015

MÃE, PARA SEMPRE


ANO LXXII - Domingo, 10 de maio de 2015 - Nº 3628

MÃE, PARA SEMPRE

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 21 de setembro de 2014

ALEGRIA DA SALVAÇÃO... ALEGRIA DE SERVIR

ANO LXXII - Domingo, 21 de setembro de 2014 - Nº 3595

ALEGRIA DA SALVAÇÃO... ALEGRIA DE SERVIR

Na semana passada, sob a unção do Espírito Santo alguns irmãos da IPVM vivenciaram o caráter do ministério de Cristo, pregando o evangelho do reino em Garanhuns, Correntes e Lagoa do Ouro, cidades de Pernambuco, da parceria no Projeto Novos Campos, orientado pelo Pr. Mariano. Deus nos abriu portas em escolas, prefeituras, casas e lá realizamos: 8 cultos, sendo um campal, em frente à Congregação de Lagoa do Ouro; atendimentos médicos, psicológicos, fisioterapêuticos e odontológicos; palestras sobre drogas, orientação de carreira. Histórias foram contadas sempre tendo Jesus como a referência. Nesses eventos compareceram mais de 4.000 pessoas, entre adolescentes, jovens, e crianças de 70 classes de ensino fundamental. Foram distribuídos cerca de 2.000 minibíblias para crianças, mais de 4.000 folhetos e de 200 Bíblias. Foram feitas reformas civis em casas de irmãos e nas Congregações .O Bazar em Garanhuns vendeu muitas roupas doadas por irmãos da IPVM. 

Muito mais do que os resultados numéricos ou mesmo de outros momentos espirituais indescritíveis, foi maravilhoso ter a presença viva do Senhor conosco, em todo o tempo. Não há como retratar o que vimos nos olhos, falas e abraços de muitas crianças e adolescentes; ou o que miramos quando a Palavra do Senhor era cantada e falada, penetrando seus corações endurecidos pela vida, e pela falta de Cristo. Nossa fé foi reforçada na certeza de que “a Palavra de Deus não volta vazia!” e o Espírito Santo fará o que lhe aprouver! Com o labor fiel dos obreiros locais, frutos serão colhidos aos “feixes, com júbilo”, sob a soberania de Deus! 

Cada viagem tem suas peculiaridades e esta marcou por fatores como a maior preparação espiritual da equipe, o melhor planejamento das atividades, o tamanho e a comunhão do grupo, e no apoio ainda mais visível da IPVM. Destaca-se a atitude de oração dos participantes da equipe, de irmãos aqui na trincheira e das Igrejas que nos acolheram. Os resultados quantitativos e qualitativos vieram desta intimidade com Deus: “por esta causa” oramos

Louvamos a Deus pela visão missionária da IPVM e rogamos-lhe que Ele nos use para anunciar a salvação de Cristo, aqui; e onde formos, viver como testemunhas fiéis; e ensinar a outros as Boas Novas do perdão de Jesus. O Sl 67.1-2 nos relembra quem faz todas as coisas e o que Ele quer de cada um de nós: “Seja Deus gracioso para conosco e nos abençoe e faça resplandecer sobre nós o rosto para que se conheça na terra o teu caminho e em todas as nações a tua salvação.Como é bom, Senhor, sentir esta alegria, a alegria da tua salvação, Senhor! Como é bom, ó Deus, com nossos dons te servir e anunciar Jesus, o nosso Salvador! 

A EQUIPE.

domingo, 14 de setembro de 2014

73 ANOS DA SAF IPVM

ANO LXXII - Domingo, 14 de setembro de 2014 - Nº 3594

73 ANOS DA SAF IPVM

Há 73 anos, no dia 14 de Setembro de 1941, 13 mulheres presbiterianas reorganizaram a SAF, reorganizaram porque em 2 de Abril de 1928, 10 mulheres já a haviam fundado. Trabalharam até dezembro de 1930 e ficaram inativas até 1941. Portanto, se não tivesse havido essa interrupção, a nossa SAF estaria comemorando 86 anos. 

Essas mulheres, dispostas como estavam ao trabalho do Senhor, demonstrando coragem e valentia, compraram o primeiro terreno para a construção do templo na Rua Machado de Assis, e pagaram a primeira prestação que, na época, foi de 6.000,00 Reis. 

A SAF de hoje, sempre se esmerando, continua cooperando com os trabalhos da igreja, atenta às suas necessidades internas, ajuda também missionários, crianças carentes em creches, casas abrigo. Está sempre voltada a assistência social, no cuidado da preparação de peças de enxoval para recém-nascidos e confecção de roupas para crianças e adultos, além de oferecer alimentos, roupas e calçados para os menos favorecidos, e também nunca se esquecendo de apresentar a Palavra de Deus. 

À medida em que as congregações da IPVM foram se tornando igrejas, as SAFs foram se organizando. Hoje temos muitas filhas de nossa SAF. Fizemos e fazemos muitas festas, comemorando muitas datas significativas para as mulheres. 

Mas nem sempre foi festa. Tivemos também alguns momentos de dificuldade: ou por tristeza em perder alguma sócia e ficarmos abatidas, ou por desencontro de ideias, mas sempre procurando forças no Senhor. -ELE nos deu amor ao trabalho e assim foi-nos possível manter as atividades, superando as dificuldades. 

Faço agora um convite às mulheres da IPVM: Venham conosco participar destas incontáveis bênçãos! Venham senhoras. Venham jovens. Venham mulheres que ainda não pertençam à SAF. Venham participar conosco dos trabalhos de nossa sociedade, usufruindo das alegrias de pertencer a este grupo que, pela graça exclusiva de nosso DEUS, tem alcançado tantas vitórias.

Esperamos por vocês.

SAF DE VILA MARIANA! SAF preciosa. Receba como presente, nossas vidas santificadas!!!

Pelas sócias de hoje, ano de 2014, uma sócia.

Nilza Maia Abraão

domingo, 10 de agosto de 2014

LIÇÕES DEIXADAS PELO PRESBÍTERO JURANDY MENDES

ANO LXXII - Domingo, 10 de agosto de 2014 - Nº 3589

LIÇÕES DEIXADAS PELO  PRESBÍTERO JURANDY MENDES

Nossa vida tem tempo finito e incerto. Nos aniversários, a pergunta não deveria ser “quantos anos você tem”, mas “quantos anos você teve”.  Sabemos dos anos que foram, mas não dos que vêm pela frente ou do último deles. Isso só o Senhor. Para o Presbítero Jurandy Ele reservou muitos, noventa e sete, e saudáveis.

Compartilho algumas lições aprendidas convivendo e observando como Presbítero Jurandy aproveitou os anos longos e os talentos que o Senhor lhe deu.

Ele aproveitou de forma sábia a longevidade.  Manteve-se ativo, lia diariamente a Bíblia e bons livros. Disse certa ter sido quinze em um único mês!

Ele exerceu com esmero o dom do ensino. Não fez da prática da leitura um fim em si mesmo.  Foi um dedicado pregador, preletor de acampamentos e professor da Escola Bíblica Dominical.  Estudioso, dispendia horas e horas na preparação de uma única aula, acompanhada de oração, ciente da dependência do Senhor. Ensinava com espontaneidade, clareza e bom humor.

Mas as lições deixadas pelo Presbítero Jurandy não são apenas ter vivido com sabedoria – Salmo 90:12 e ensinado com excelência – Romanos 12:7.  A maior delas é a coerência entre o que falava e como vivia –   Salmo 15:1,2.  Ele viveu com espontaneidade o que ensinava com facilidade. Tinha hábitos simples, era desprendido do poder e da ostentação, acolhedor e amoroso, bem humorado e estava sempre disposto a servir.

O testemunho do Presbítero Jurandy nos inspira a imitar, não ele mesmo, mas ao Senhor Jesus – I Coríntios 11:1.

Presbítero Hothir Ferreira

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.