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domingo, 10 de abril de 2005

SINAIS NO CÉU!

ANO LXII - Domingo, 10 de abril de 2005 - No 3102

Sinais no céu!

Há muito que o ser humano procura no céu respostas para os mistérios da vida. A imensidão que há acima da terra parece incutir em nós a nítida impressão de que algo maior, superior e mais nobre do que a humanidade está influenciando nossos destinos e governando nossa vida. A astrologia, por exemplo, debruça-se sobre o movimento dos astros procurando sinergia em seu traçado com a história de vida de um indivíduo.

Na época de Jesus, igualmente os religiosos da época pediram-lhe um sinal vindo do céu. E, contrariamente ao que poderiam esperar, Jesus negou-se a fazê-lo.

Afinal, não seria aquela uma boa oportunidade para acabar com as discussões intermináveis sobre a relevância da pessoa de Jesus para aqueles dias? Quem era ele? Era mesmo o Messias como as pessoas afirmavam? Seria o redentor de Israel ou o profeta aguardado há séculos? Nada melhor do que pedir para ele mesmo encerrar a dúvida mostrando um "sinal do céu".

A resposta de Jesus mostra que nem sempre nossas curiosidades teológicas são de fato importantes para encontrarmos a Deus e reconhecermos sua ação na história. Eles estavam diante do Filho de Deus, pediram-lhe um sinal do céu e receberam uma resposta negativa!

O mestre desafiou aqueles líderes religiosos a usarem a mesma facilidade que tinham demonstrado com os sinais terrenos para entenderem o sinal do céu. Haviam demonstrado capacidade de olhar para as nuvens e dizer se haveria chuva à tarde ou se o dia seria ensolarado. Então, por que não saberiam discernir os tempos de Deus olhando para as evidências claras da sua aproximação?

Jesus lhes disse que além do sinal de Jonas, nenhum outro seria dado. Jonas ficou três dias e três noites no ventre do peixe e depois foi cuspido para fora. O filho de Deus ficaria três dias na sepultura e depois seria trazido de volta à vida.

O ensino é claro. Aqueles que não creriam na ressurreição, ou seja, no túmulo vazio, não creriam de igual forma em nenhuma outra manifestação celestial. Aqueles que, na simplicidade do seu coração creram que Deus estava agindo no seu dia-a-dia, reconheceram no domingo depois da Páscoa que, de fato, aquele homem era o Filho de Deus.

Em outras palavras, aqueles que são de Deus vêem as obras de Deus no seu dia-a-dia e as entendem como um sinal do céu.

Rev. Márcio

domingo, 19 de setembro de 2004

ESTAMOS AGINDO CORRETAMENTE?

ANO LXII - Domingo, 19 de setembro de 2004 - No 3073

ESTAMOS AGINDO CORRETAMENTE?

Por ocasião do dia da Escola Bíblica Dominical


Com a multiplicidade de práticas adotadas pelas igrejas evangélicas no Brasil, é comum o crente sincero ser tomado pela dúvida: minha fé e minha vida cristã estão corretas?

Se você leva a sério sua vida cristã, certamente já deparou-se com este dilema ao ouvir programas no Rádio ou TV, ao conversar com colegas no serviço ou ir a uma destas reuniões. É possível que tenha se perguntado até se sua fé é de fato verdadeira. Somos assaltados por um sentimento de que nossa fé é fraca ou até inexistente pois não a vemos produzindo os mesmos resultados alardeados por alguns.

Apesar da confusão que facilmente se instala nos arraiais evangélicos, e deste mar de cores denominacionais, muito próximas uma das outras, temos diante de nós uma oportunidade sadia de revermos os fundamentos da nossa fé.

Um deles, redescoberto deste a Reforma Protestante do século XVI é a suficiência das Escrituras Sagradas como única regra de fé e prática. Deus não nos deixou sozinhos à mercê das turbulências de um mudo pós-moderno. Ele nos deu um farol que brilha no meio da escuridão. A pergunta que precisamos constantemente refazer é: "o que a Bíblia ensina à respeito disso?"

Esta é uma "ferida aberta" nos evangélicos brasileiros. Lamentavelmente nosso povo, que se diz cristão, não lê e não gosta de ler a Bíblia. Por isso, prefere pautar sua vida pelos ensinos deste ou daquele mestre, sem nenhum crivo ou confronto com a Verdade revelada.

Soa como advertência para nós as palavras de Jesus: "E conhecereis A VERDADE e A VERDADE vos libertará". Infelizmente muitos crentes voltando à escravidão do pecado, de sistemas religiosos e até de líderes eclesiásticos.

Seria triste ouvirmos dEle as palavras que disse no passado: "Vocês estudam as Escrituras Sagradas porque pensam que vão encontrar nelas a vida eterna. E são elas mesmas que falam a respeito de mim. Mas vocês não querem vir a mim para terem vida."

Que isto recobre nossa submissão à autoridade Bíblica.

Rev. Márcio

domingo, 4 de julho de 2004

VENCENDO A PREOCUPAÇÃO

ANO LXII - Domingo, 04 de julho de 2004 - No 3062

VENCENDO A PREOCUPAÇÃO

Estudos recentes comprovam cada vez mais que a nossa atitude diante de um problema pode exercer uma influência negativa em nós muito maior do que o próprio problema em si.

Neste sentido, estamos diante de uma das conseqüências da queda da humanidade, conforme registrada em gênesis 3. Fomos criados à imagem e semelhança divinas e isto significa, entre outras coisas, que somos serem morais e conseqüentes. Ou seja, temos a capacidade de imaginar os resultados das atitudes tomadas em determinadas situações.

Se eu entro deliberadamente em uma curva fechada dirigindo meu automóvel a mais de 150 km por hora, sei que terei muita dificuldade em evitar um acidente. Minhas ações trazem conseqüências e sou capaz de antecipar estes resultados, o que, por sua vez, direciona minhas ações.

Da mesma forma quando enfrento um problema, fico envolvido na tentativa de encontrar uma solução e imagino o que poderá acontecer no futuro, as ações possíveis e as conseqüências de cada uma delas. Procuro a opção que me parece mais viável e faço a escolha pela que tenho maior inclinação.

O problema é que, ao anteciparmos as conseqüências de nossas decisões, podemos imaginar-nos sofrendo dores ainda maiores. É aí que sofremos por antecipação.

Nesse momento nossa velha e endurecida humanidade está se manifestando. Sermos racionais ou conseqüentes não significa necessariamente sermos ansiosos. A ansiedade é uma antecipação do futuro, que nem sabemos se de fato ocorrerá.

Cabe a antiga e tão atual recomendação das escrituras. "não se preocupem com nada, mas em todas as orações peça a deus o que vocês precisam e sempre orem com o coração agradecido."

Que o senhor nos ajude!

Rev. Márcio

domingo, 27 de junho de 2004

O QUE É A NOSSA VIDA?

ANO LXII - Domingo, 27 de junho de 2004 - No 3061

O QUE É A NOSSA VIDA?

Há certos momentos em nossa vida em que somos expostos a uma realidade inquietante: a nossa fragilidade.

Projetamos como desejamos que a vida seja, estabelecemos alvos, corremos atrás de nossos objetivos próprios buscando "um lugar ao sol", enfim, procuramos preencher o sentido de nossa existência. Muitas vezes este sentido parece tão associado às realizações que nos sentimos deprimidos e tristes se fizermos poucas coisas na vida.

Queremos prolongar nossa vida ao máximo, aproveitando o tempo para deixarmos um rastro de realizações para que outros vejam nosso valor. Eliminamos os pensamentos que teimosamente nos apontam que esta frenética caminhada rumo ao futuro não leva a nada.

Por isso mesmo, não cogitamos que as enfermidades, as perdas e as incapacidades fazem parte da vida.

Se toda a força motriz de nossa vida estivesse naquilo que fazemos, seríamos inevitavelmente pessoas frustradas, pois o contingente de itens não cumpridos em nossa lista de deveres é sempre muito maior do que a coluna das tarefas alcançadas.

Para sermos alguma coisa não precisamos de muito tempo na vida. Existem exemplos de pessoas que pouco viveram entre nós mas deixaram grande exemplo da essência da vida.

Pessoas que, como dizem as Escrituras, o mundo não era digno deles, pois viviam em outra esfera, com os pés nesta terra mas a cabeça numa dimensão maior. Arriscaram não se amoldar ao padrão que mede as pessoas por aquilo que tem; Ousaram por um estilo de vida solitário, por crerem que a vida é medida por aquilo que são.

Estes captaram a essência do ensino cristão colocando a árvore antes da fruta, o caráter antes do resultado. Deste tipo de gente nosso mundo anda carente.

Rev. Márcio

(a singela homenagem da IPVM na passagem do
querido presbítero Carlos Renato de Andrade)

domingo, 20 de junho de 2004

A RESPONSABILIDADE PASTORAL

ANO LXII - Domingo, 20 de junho de 2004 - No 3060

A RESPONSABILIDADE PASTORAL

A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil, no seu artigo 36 diz assim sobre o exercício do ministério pastoral:

"São atribuições do Ministro que pastoreia igreja:

a) Orar com o rebanho e por este;

b) Apascentá-lo na doutrina cristã;

c) Exercer as suas funções com zelo;

d) Orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar
eficiente a vida espiritual do povo de Deus;

e) Prestar assistência pastoral;

f) Instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade,
bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados;

g) Exercer, juntamente com os outros presbíteros, o poder coletivo de governo."

As tarefas acima demonstram os deveres que caracterizam o exercício do pastorado segundo as leis presbiterianas. O exposto acima não constitui-se em um "contrato de prestação de serviços" mas dá a dimensão da tarefa a que se propõem os ministros do evangelho quando vão pastorear uma igreja.

Mais do que estas responsabilidades legais para com a comunidade, ao pastor cabe a responsabilidade de zelar pelo progresso espiritual do rebanho aos seus cuidados. Disto ele dará contas ao Senhor da igreja.

O ministério pastoral, mais do que um cargo é uma tarefa de servir; mais do que um privilégio é uma imensa responsabilidade; mais do que um "status" é uma missão; mais do que motivo de recompensa é objeto de desgaste certo e de muitas lutas.

Uma eleição pastoral, por sua vez, não é a forma da comunidade reconhecer ou recompensar o pastor. Significa a concessão de uma grande responsabilidade a um homem, comissionado é verdade, mas tão limitado e falho como qualquer um de nós, e que certamente precisará do auxílio divino no desempenho do seu serviço.

Um dos primeiros e importantes líderes da igreja primitiva escreveu aos pastores da sua época: "Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória".

Rev. Márcio

domingo, 13 de junho de 2004

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS (PARTE II)

ANO LXII - Domingo, 13 de junho de 2004 - No 3059

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS - 2ª parte

"Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho".1 Pedro 5:2

Atentando para a frase "nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho", percebemos que existem duas formas básicas de liderança. Ambas são eficazes, embora completamente diferentes uma da outra.

O poder da força: Um líder pode conduzir um grupo através do poder da coerção e da ameaça. Este estilo de liderança apresenta vantagens durante algum tempo.

Os objetivos são bem definidos e as metas são perseguidas fazendo este tipo de líder se concentrar em atingir resultados marcantes. Mesmo que as opiniões pessoais e as diferenças individuais não sejam consideradas, a aceitação do líder vem pela realização dos alvos propostos. Os machucados e o desrespeito sofrido são compensados pelo resultado positivo que justifica a manipulação, muitas vezes exercida sobre o grupo.

A outra maneira básica de condução das pessoas é pelo poder do exemplo.
Está claro que Pedro, quando escreve estas palavras, falava de sua experiência pessoal. Ele havia usado a força para vencer os obstáculos à sua frente, ao sacar a espada e cortar a orelha do inimigo. Afinal, seu projeto de vida estava ameaçado.

O velho apóstolo também tivera a oportunidade de ver a força do exemplo atingir seu coração e quebrar as barreiras. Este modelo de liderança foi capaz de suscitar oposições, é verdade, mas também arrastou atrás de si os mais diferentes tipos de seguidores: De altos oficiais do governo a simples pescadores; de lavradores incultos envolvidos com as lides da terra a intelectuais que formavam a massa pensante da época.

Um exemplo é capaz de projetar as mentes e corações em um objetivo maior fazendo que as diferenças no grupo sejam irrelevantes. Este estilo de liderança foca sua atenção na causa e não somente nos resultados.

Que seja este o poder motivador no ministério pastoral. Que sua liderança não pretenda a uniformização do rebanho, mas uma conformação com algo sublime: o Reino de Deus.

Paulo foi transformado pelo poder do exemplo. Ele podia dizer palavras como estas: "O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco." (Filipenses 4:9)

Rev. Márcio

domingo, 6 de junho de 2004

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS (PARTE I)

ANO LXII - Domingo, 06 de junho de 2004 - No 3058

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

"Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornado-vos modelos do rebanho"

O texto acima pode ajudar-nos na preparação para a eleição pastoral neste mês.
No início da era cristã, à medida que o evangelho avançava e comunidades formavam-se em torno da palavra de Deus, eram escolhidos líderes para assumirem o cuidado espiritual sobre estes grupos. Os apóstolos preocuparam-se em esclarecê-los do perfil que estes deveriam ter e da responsabilidade ímpar que assumiriam.
Algumas qualidades destacam-se no texto acima:

As ovelhas não pertencem ao pastor - o rebanho é de Deus. Paulo disse em uma de suas cartas que se alegrava de não ter batizado quase ninguém daquele lugar para não dar a impressão dos crentes serem "dele". A transformação provocada pelo evangelho é operada por Deus. O pastor é um instrumento de Deus para cuidar do rebanho D´Ele.

O ministério pastoral é realizado espontaneamente - O termo "espontaneamente" no original grego é o mesmo usado em Hebreus 10:26 para designar uma decisão que depende somente de nós. Ou seja, o ministério não é trocado por outro bem ou mercadoria. Infelizmente, o ministério pastoral tem sido mal compreendido em nossas comunidades. Muitos honram seu pastor somente enquanto ele está no exercício de seu ministério, porque, fazendo assim, terão "direi-to" de gozar do seu cuidado. Por outro lado, pastores têm feito do ministério uma moeda de negociação. Quanto mais oferecem mais pensam nos privilégios a que têm direito. A boa vontade não leva em conta a quantidade do esforço feito mas o desejo de ver a obra realizada.

O ministério pastoral deve ser feito como Deus quer - Isso significa que não pode ser movido por nenhum outro interesse senão fazer a vontade de Deus. Nem sempre é fácil realizá-la em nossa vida pessoal e familiar. Muito mais difícil ainda é segui-la no pastoreio do Seu rebanho!

Em outra oportunidade pensaremos mais a respeito do assunto.

Rev. Márcio

domingo, 30 de maio de 2004

CANSADO??

ANO LXII - Domingo, 30 de maio de 2004 - No 3057

Cansado??

Seções de relaxamento; calçados e roupas "anti-estresse"; massagens; equilíbrio energéti-o; viagens e férias; Muitas são as opções que se oferecem para aliviar aquele que tem sido chamado o mal da atualidade: o estresse.

A incessante procura por um emprego ou uma melhor colocação no trabalho, a necessidade de constante atualização para "garantir um lugar ao sol" no mundo competitivo, a violência e a maldade rondando o nosso dia a dia e ameaçando a segurança e conforto de nossos familiares, a desconfiança alimentada no coração em relação aos que estão próximos de nós, a falta de perspectiva de soluções sociais a curto e médio prazos, são motivos suficientes para nos desgastarem. Estas situações sugam nossas energias e exigem que tiremos forças de um reservatório que se esgota rapidamente.

Uma maneira diferente de encarar a vida! Esta pode ser uma porta aberta para escapar-os da tensão e do medo. Se olhamos a vida apenas na dimensão horizontal, ou seja, paras as situações que estão ao nosso redor e as possíveis soluções para elas, facilmente nos desanimamos. Por que não experimentamos olhar para cima?

Quando acreditamos que existe uma realidade superior ao nosso mundo material e que es-ta dimensão vertical complementa e dá significado a tudo o mais, o complexo quebra-cabeça da vida começa a se encaixar.

Fomos criados com um propósito e não estamos sozinhos nesta vida. Para encontrarmos esperança precisamos aliar nossas ações à este propósito soberano e sábio.

Não existe felicidade em nós mesmos ou em nossas realizações. Existe paz quando nos aproximamos do Criador e recebemos d´Ele as diretrizes para nossas vidas. As demais circunstâncias? Bem, passam a ser consideradas como sempre deveriam ter sido: meras circunstâncias.

"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei"

Rev. Márcio

domingo, 23 de maio de 2004

COMUNHÃO, GRATIDÃO E SERVIÇO

ANO LXI - Domingo, 23 de maio de 2004 - No 3056

COMUNHÃO, GRATIDÃO E SERVIÇO

Há certas ocasiões em nossa vida que poderíamos encarar como simples "coincidências". Para nós que cremos na dire-ção divina sobre o Universo e também nos eventos diários em nossas vidas, chamamos isso de "providência".
Hoje vivemos uma situação assim.

Temos o privilégio de celebrarmos nossa comunhão uns com os outros e todos com nosso Pai Celestial através da repe-tição da Ceia do Senhor. Carregada de simbologia e de significação para nossa vida, é sempre um momento especial na vida da comunidade da fé.

Além disso, nos volvemos ao autor da vida para agradecer-lhe a maneira graciosa com a qual Ele tem enriquecido a famí-lia dos seus filhos, dando-lhes o privilégio da maternidade e da paternidade. Essas "pequenas criaturas" são testemunhas e memoriais vivos para nós de que a bondade de Deus não está ofuscada pela maldade do homem e nem suas bênçãos foram intimidadas pela sociedade corrompida em que vivemos.

Como se não bastasse motivos de sobra para considerarmos este um momento especial, foi-nos legado, pela providência divina, a oportunidade de exercermos nossa fé e elegermos irmãos ao ofício do diaconato. Trabalho ligado ao ministério da Assistência e um braço da Igreja estendido para animar e incentivar aqueles que sofrem e passam por tribulações. Ministério é essencialmente "serviço".

Existe um fio comum em todas estas situações e poderíamos chamá-la de "comunidade". A comunidade é a experiência vivida por todos nós que sintetiza todas as situações descritas acima. Nela expressamos nossa comunhão uns com os outros e todos com o mesmo Senhor; Igualmente, na convivência da comunidade nos alegramos com aqueles que tem o privilégio de educarem seus filhos no caminho do Senhor. Mais ainda, é nesta mesma experiência que reconhecemos os dons conce-didos pelo Espirito Santo do Senhor para serem usados no Serviço do Senhor e assim vivermos em um lugar saudável.

Bem-vindo, pois, à sua comunidade, a comunidade da fé.

Rev. Márcio

domingo, 16 de maio de 2004

HONRA AO MÉRITO

ANO LXI - Domingo, 16 de maio de 2004 - No 3055

Honra ao mérito

Um dos valores cultivados em nossa cultura ocidental é a realização. Buscamos sempre atingir alvos e somos cobrados por isso. Quando conseguimos o reconhecimento das pessoas nos sentimos recompensados. Em alguns lugares existem programas que estimulam os trabalhadores a se destacarem dentre os demais. Em outras palavras, somos impulsionados a buscar a honra merecida pelos resultados alcançados.

Porém, comparando o padrão deste mundo com os ensinamentos do evangelho de Cristo ficamos desconcertados. Se, no dia a dia, nossa motivação vem, em grande parte, de vermos nosso dever cumprido, no Reino de Deus isso não passa do mínimo que se espera de um servo. Foi o próprio Jesus quem disse: "Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi or-denado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer."

As palavras em epígrafe, ao contrário do que poderia se supor, não escondem uma atitude autoritária e déspota do nosso Senhor. As recompensas dos servos foi pauta amplamente esclarecida nos ensinos do Novo Testamento. De fato, não podemos achar que somos melhores do que os outros quando cumprimos o serviço a que fomos designados. Especialmente quando nos lembramos que, ao chegarmos à sua conclusão, não o fizemos sozinhos.
Fomos ajudados com o mais extraordinário recurso que o Senhor Todo Poderoso coloca em nossas mãos. O maior evangelista da Igreja Primitiva e o maior teólogo da era cristã disse: "Mas, pela graça de Deus, sou o que sou... antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo."

De nossa parte, fica aqui o reconhecimento e a merecida honraria ao homem que dedicou anos de sua vida à condução desta pequenina parcela do rebanho de Jesus. Do Senhor Deus vem a verdadeira recompensa. Quanto a nós, cumpre-nos observar o ensinamento bíblico: "A quem honra, honra".

Rev. Márcio

domingo, 9 de maio de 2004

MÃE

ANO LXI - Domingo, 09 de maio de 2004 - No 3054

Mãe

Um estado de espírito que ilumina corações e mentes;

Uma poesia cujos sons, breves ou pausados, soam como uma melodia inigualável nos lábios do filho;

Uma invocação utilizada, quase como um apelo derradeiro, em instantes de medo ou de alegria, na tristeza e até mesmo na ira;

Uma recordação, que nos remete não apenas às suas feições e jeitos, mas aos seus valores e ensinos;

Uma marca, doce e suave, que alegra o coração e mantém viva sua imagem durante anos quando ainda tentamos repetir os seus feitos;

Mãe é tudo isso e é ainda muito mais.

É uma experiência com a qual a vida nos presenteia, mas que muitas vezes a diminuímos.

É uma fotografia onde enxergamos um pouco de nós mesmos, nossa história e antepassados.

Neste dia, celebramos mais uma vez você que teve o privilégio de ser chamada de mãe. Vocábulo que, de tão pequeno e simples, poderia ser considerado sem relevância na gramática, mas que não consegue passar desapercebido pelo mundo.

Afinal, mãe é algo que poeta nenhum é capaz de cantar devidamente, escritor nenhum pode explicá-lo totalmente, mas que ninguém no mundo não seja capaz de entender.

Rev. Márcio

domingo, 4 de maio de 2003

NEM APOSENTADORIA NEM DESEMPREGO

ANO LX - Domingo, 04 de maio de 2003 - No 3001

Nem Aposentadoria Nem Desemprego

Nas últimas semanas reacendeu-se a discussão das reformas necessárias na política brasileira. Dentre elas, a reforma da "previdência". Um dos pontos polêmicos é a chamada "contribuição dos inativos". Aqueles que, durante toda a sua vida de trabalho, contribuíram com parte dos seus rendimentos para sua própria aposentadoria, vêem-se agora na iminência de terem seus recursos diminuídos, pagando para cobrir um rombo que não causaram.

Também temos acompanhado a divulgação de dados que apontam os crescentes índices de desemprego no país; especialistas no assunto dizem que estamos chegando ao fim da "era do emprego". Num futuro não muito distante, dizem, as pessoas terão trabalho mas sem o vínculo empregatício. Para muitos, isto já é uma dura realidade: ganham somente pelo que trabalham.

Conturbação social semelhante à esta tem acontecido em outras partes do planeta, atestando que problemas assim ultrapassam as fronteiras nacionais. Vivemos num mundo em constante e profunda mudança. Desconhecemos a solução que o futuro trará e que espécie de sociedade herdarão nossos filhos.

Há um outro tipo de serviço que realizamos nesta vida. É o serviço cristão.

Certa vez Jesus disse assim: "O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho". (João 5:17) Neste serviço não existe nem aposentadoria nem desemprego. Quando somos redimidos por Cristo e passamos da morte para a vida, tornamo-nos um testemunho real daquilo que Deus é e faz. Esse testemunho estende-se até o último fôlego da nossa respiração. "Semeie de manhã e também de tarde porque você não sabe se todas as sementes crescerão bem, nem se uma crescerá melhor do que a outra." (Ecl 11:6). O trabalho na obra de Cristo tem recompensa eterna o que faz valer todo e qualquer esforço de nossa parte para realizá-lo: "Não trabalhem a fim de conseguirem a comida que se estraga, mas a fim de conseguirem a comida que dura para a vida eterna." (João 6:27)

Uma última observação: neste mundo o nosso privilégio, relacionado ao trabalho, é desfrutarmos da recompensa dele (salário, rendimentos, etc.). No trabalho cristão, nosso privilégio está em realizarmos o trabalho: "Porque nós somos companheiros de trabalho no serviço de Deus" (1 Coríntios 3:9).

Rev. Márcio

domingo, 27 de abril de 2003

É PÁSCOA O ANO TODO!

ANO LX - Domingo, 27 de abril de 2003 - No 3000

É PÁSCOA O ANO TODO!

Inserimos datas especiais em nosso calendário para não esquecermos coisas que julgamos importantes como: o início do nosso primeiro namoro ou o dia do nosso casamento; o nascimento do nossos filhos e netos; o dia em que mudamos para um novo e importante emprego ou quando finalmente realizamos o sonho de comprar nossa casa própria.

Paradoxalmente, motivos que devem ser lembrados SEMPRE, acabam sendo trazidos à memória apenas UMA VEZ POR ANO. Acontece assim com nossos aniversários, dia das mães, dos pais, dos namorados e etc. Acabamos nos lembrando da AIDS apenas no dia mundial da luta contra esta doença; uma vez por ano nos lembramos da raça negra e da discriminação que sofreram e ainda sofrem; é no Dia do Professor que nos lembramos da importante missão de ensinar, e assim por diante. Ou seja, o que deveria ser um dia para "nos lembrarmos" de um assunto importante acaba se tornando em 364 dias para "nos esquecermos" deste mesmo assunto.

Com a Páscoa poderia acontecer o mesmo não fosse o fato de a celebrarmos semanalmente. Todos os domingos quando nos reunimos, o fazemos por que o Senhor Ressuscitou "no primeiro dia semana". Assim, nos lembramos que Jesus morreu, ressuscitou e está vivo - a mensagem da Páscoa - todas as semanas.
Neste caso, corremos um outro perigo, inverso ao anteriormente descrito. Quando fazemos algo com muita freqüência podemos torná-lo rotineiro e por isso mesmo automático. Quando isso acontece, aquele evento torna-se um ritual e este facilmente esvazia-se do sentido original para o qual foi criado.
Celebrar a Páscoa dominicalmente é um privilégio que temos que nos lembra a obra do Senhor e nos trás o privilégio de festejarmos sempre a vida.

Rev. Márcio

domingo, 20 de abril de 2003

ALEGRAI-VOS ELE ESTÁ VIVO

ANO LX - Domingo, 20 de abril de 2003 - No 2999

ALEGRAI-VOS ELE ESTÁ VIVO

Não existe nada como receber uma boa notícia: um parente que recebeu a tão esperada alta hospitalar; um filho distante que mandou boas notícias dos estudos e trabalho; um novo projeto inici-ado que está indo "de vento em popa". Um relacionamento rompido e agora refeito pelo perdão bus-cado e concedido.

Nem sempre nos damos conta de que nos reunimos uma vez por semana para celebrarmos a maior de todas as boas notícias. Foi neste dia, o primeiro da semana, que Jesus, o filho de Deus, ressuscitou. Ele está vivo e prometeu que estaria conosco todos os dias até o final, quando voltaria para nos buscar. Esta é a esperança das esperanças, que nos consola e conforta diariamente em todas as nossas aflições: O sol da justiça raiou trazendo liberdade em seus raios.

Essa nova ecoou inacreditável aos ouvidos das mulheres que foram correndo de madrugada ao túmulo para levar seus bálsamos. Precisavam terminar o sepultamento interrompido pela chegada da noite e da festa pascal que as impedira de preparar o corpo convenientemente. Tal preocupação era fora de hora. A porta do túmulo estava aberta, o lacre rompido e o corpo desaparecido. Ele estava vivo!

Não fora a ressurreição de Jesus e toda a sua vida seria apenas um exemplo de altruísmo e bondade; seus ensinamentos seriam colocados lado a lado com outras estruturas filosóficas; ele ser considerado mais um mártir na história derramando seu sangue em busca de ideais de justiça;

Mas a ressurreição coloca tudo isso num patamar diferente. Somente quem tem a vida tem o poder de reavê-la quando quer. Jesus entregou-se por que quis e pelo seu poder ressuscitou dos mortos por que é maior do que a morte, confirmando assim seus ensinos e milagres.

Rev. Márcio

domingo, 13 de abril de 2003

DIÁRIO DE UM MILITAR

ANO LX - Domingo, 13 de abril de 2003 - No 2998

DIÁRIO DE UM MILITAR

A multidão em festa gritava palavras de júbilo e exaltação. A cidade fora surpreendida por mais uma manifestação popular que poderia despertar uma intervenção do exército romano, responsável por manter os judeus debaixo do domínio de César.

Mas desta vez fora diferente. A população não reunira-se numa revolta nem a turba agitara-se politicamente. Gritavam palavras de alegria, não de ordem. Falavam termos pouco conhecidos no cenário político mas muito familiares ao linguajar religioso. Tinham uma expressão diferente no rosto e, ao invés de enxadas ou foices, agitavam nos ares galhos de árvores arrancados da vegetação ao redor da cidade. Não agrediram ninguém nem destruíram nada. Pelo contrário, tiravam de si suas capas e as estendiam no chão, numa atitude de quem estava diante de uma autoridade. De fato, não era um líder político. Não montava um cavalo vitorioso numa batalha nem atrás dele não havia um séquito de prisioneiros de guerra mas uma multidão de maltrapilhos e famigerados, marginalizados da sociedade pela pobreza e doença.

Tanto alvoroço por um homem em cima de um jumentinho? O que isso significava?

Mesmo para um homem acostumado a obedecer ordens e lidar com uma população instável e alvoroçada, jamais havia visto algo assim em todos estes anos que sirvo a César na Palestina. Não entendi direito tudo o que eles falaram e muito menos por que a manifestação terminou assim tão de repente quanto começou. Mas algo me deixou inquieto desde então: O que queriam dizer quando se referiram a ele como aquele que vem "em nome do Senhor ? "Seria ele o que costumam dizer "o Filho de Deus"?

Um provável oficial romano de plantão naquele primeiro dia
da semana em algum ano do início da era cristã.

Rev. Márcio

domingo, 16 de fevereiro de 2003

PEQUENAS LEMBRANÇAS

ANO LX - Domingo, 16 de fevereiro de 2003 - No 2990

PEQUENAS LEMBRANÇAS

Você já reparou como nossas melhores lembranças residem nas pequenas coisas? Um cartão de aniversário que um filho rabiscou com elogios, mesmo quando nem sabia escrever direito; uma fotografia do aniversário em que somente a família comemorou; um pétala seca da flor tirada do jardim enquanto você passeava no parque ao lado de um amigo querido; um enfeite simples e barato que você teima em deixar sobre a mesa pois lhe lembra o dia em que você recebeu uma notícia especial.

Gastamos enorme quantidade de energia diária correndo atrás das coisas que julgamos grandes, mas são as pequenas que guardamos naquele baú do coração e, de vez em quando, vamos lá para revivermos estas emoções.

Pode parecer paradoxal, mas é assim que Deus faz conosco. Ele tem prazer em demonstrar seu grande amor por nós através das pequenas coisas. Não foi à toa que Jesus utilizou-se dos lírios e pardais para mostrar os meios pelos quais Deus se revela a nós.

Assim, podemos perceber que Ele é Deus presente nas mínimas coisas do dia a dia e descobrir, aos poucos que, além de perfeccionista, Ele tem prazer nos detalhes. Aliás, são estes detalhes a sua marca registrada.

Quando ordena aos discípulos que lancem a rede do outro lado do barco, Jesus lhes dá a oportunidade de uma pesca maravilhosa. Os detalhes: as redes quase se romperam e os dois barcos quase afundaram. Por que um detalhe deste? Por que quando Deus age, não é na medida de nossas necessidades. É muito além delas. Elas precisavam do alimento pro dia. Deus deu o suficiente para a vila inteira durante uma semana.

Outro fato importante nesta consideração: Deus é bom para todos, mas é detalhista para os seus filhos. Por que? Por que um filho sabe reconhecer quando a obra é do seu pai.

Em que detalhe Deus mostrou sua bondade para você hoje?

Rev. Márcio

domingo, 27 de outubro de 2002

REFORMA SEMPRE

ANO LX - Domingo, 27 de outubro de 2002 - No 2974

1942 - ANO DO NOSSO JUBILEU DE DIAMANTE – 2002

REFORMA SEMPRE

O que é melhor: reformar ou construir? Quem já passou pela experiência de construir uma casa ou reformar uma propriedade talvez responda que iniciar uma construção, a partir do nada, é sempre melhor do que tentar adaptar alguma edificação às suas necessidades. Nesse sentido, uma reforma pode ser um “mal necessário”. Como não podemos desmanchar tudo, melhoramos o que existe. Mas se pudéssemos, faríamos tudo de novo.

Encaramos este assunto de um outro prisma quando estamos falando da nossa vida, e não de edificações. Vamos ao médico, fazemos alguns exames e o diagnóstico diz que precisamos melhorar nossa alimentação, fazer mais exercícios, ter uma vida menos corrida, e etc. Em outras palavras, nossa conduta precisa ser readequada a um padrão estabelecido que garanta uma vida mais excelente.

Com a nossa fé é a mesma coisa. As pessoas pensam que reforma religiosa significa abandonar o que existe e fazer algo totalmente novo. Não podemos sair por aí “construindo” uma fé nova, totalmente inédita, diferente de tudo o que já se viu ou se fez anteriormente. Isso é loucura e insensatez. Não existe uma fé “melhor do que a outra”. Existe uma única fé (Efésios 4:5) verdadeira, e ela não se gasta, nem fica velha, nem precisa de emendas ou remendos.

Quando se fala da vida religiosa, a reforma se refere à nossa prática, nossa conduta de vida. Aí sim, precisamos de ser constantemente avaliados de acordo com um padrão: A Bíblia Sagrada. E, nesse sentido, vamos perceber, humildemente, que nos desviamos facilmente da conduta esperada pelo Senhor.

“Agora, pois, emendai os vossos caminhos e as vossas ações e ouvi a voz do SENHOR, vosso Deus; então, se arrependerá o SENHOR do mal que falou contra vós outros.” (Jeremias 26:13)

Rev. Márcio

domingo, 20 de outubro de 2002

A QUEM HONRA, HONRA!

ANO LX - Domingo, 20 de outubro de 2002 - No 2973

1942 - ANO DO NOSSO JUBILEU DE DIAMANTE – 2002

A QUEM HONRA, HONRA!

Durante nossa vida, somos constantemente avaliados: por nós mesmos, pelas outras pessoas e também por Deus. No livro de Provérbios encontramos o seguinte: "Você conhece alguém que faz bem o seu trabalho? Saiba que ele é melhor do que a maioria e merece estar na companhia de reis".

Como despenseiros de Deus, somos encorajados à fidelidade no trato com os recursos e habilidades que adquirimos ao longo de nossa vida. A questão que se apresenta é: "Fiel a quem, ou a quê?"

Na primeira carta aos Coríntios está registrado: "O que se exige de quem tem essa responsabilidade é que seja fiel ao seu Senhor." Muitas pessoas têm gasto seus dias, energia e esforço para serem fiéis aos seus próprios projetos de vida, suas responsabilidades, sua imagem perante a família, sociedade e igreja.

Outros são fiéis aos seus partidos, convicções e agremiações. Mas o norte certo para encontrarmos a recompensa que perdura, é sermos fiéis em todo nosso investimento Àquele que nos concedeu os recursos para serem utilizados. Se trabalhássemos no setor financeiro de uma empresa, com a responsabilidade de verificar diariamente as melhores taxas para aplicar os rendimentos da organização, seríamos reconhecidos como bons funcionários se procedêssemos dentro dos interesses da organização! Estaríamos sendo fiéis àquilo a que fomos designados.

Todos nós recebemos um mandado de Deus, para ser cumprido com os recursos que Ele mesmo nos concedeu. Aqueles que procederem fielmente certamente ouvirão do seu Senhor: “Muito bem, empregado bom e fiel”. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

Na semana passada, comemoramos os 40 anos de fiel presbiterato de Daniel de Lima. Que o Senhor o conserve por muitos anos neste ministério.

Rev. Márcio Coelho

domingo, 14 de abril de 2002

CRENTES SIM. ALIENADOS NÃO!

ANO LIX - Domingo, 14 de abril de 2002 - No 2946

CRENTES SIM. ALIENADOS NÃO!

Por repetidas vezes ao longo da história da humanidade os cristãos têm sido acusados de serem bitolados. Afinal de contas, viver pela fé, para muitos, significa não exercitar a razão. Como a fé nem sempre utiliza-se das mesmas ferramentas que a razão para chegar às suas conclusões, a sociedade rotulou os cristãos de alienados, retrógrados e desprovidos de inteligência.

Uma rápida olhada pelo cenário evangélico brasileiro da atualidade, dará respaldo aos que pensam assim. Infelizmente vemos igrejas usando e abusando da crendice popular, explorando a fé e valendo-se da ingenuidade do povo como grande fonte de lucro. E para perpetuar esta exploração mantêm as pessoas na ignorância, impedindo-as de utilizarem seus próprios raciocínios.

Quando examinamos as escrituras, percebemos que não é necessário ser um E.T. (extra-terrestre) para ser cristão. Pelo contrário. A verdadeira fé examina as escrituras procurando encontrar nelas provas evidentes do amor e poder de Deus. O texto sagrado, especialmente o Novo Testamento, foi escrito justamente com este propósito: provar, aos ouvintes do primeiro século da era cristã, que Jesus, o nazareno, era de fato o Messias prometido desde a antigüidade. Esse tipo de tarefa somente pode ser levada a efeito utilizando-se, num primeiro momento, a razão e sua lógica própria.

A fé não elimina a razão. Ela utiliza-se da razão e vai além. Há momentos em que os instrumentos humanos para entender e relacionar-se com Deus são insuficientes. Aí entra a fé, mas sempre amparada e baseada em fatos que puderam ser consciente e criteriosamente apreendidos pela nossa mente.

Limitar a fé aos parâmetros da compreensão humana é esvaziá-la do seu poder. Desvincular totalmente a fé da razão é lançá-la na alienação. Colocá-la como alvo maior na utilização da nossa mente é aproveitar o que há de melhor no homem para elevá-lo à comunhão com Deus.

E quando ele chegar neste ponto, não há mente humana que possa explicar. Apenas desfrutar.

Rev. Márcio

domingo, 27 de janeiro de 2002

NADA A TEMER

ANO LIX - Domingo, 27 de janeiro de 2002 - No 2935

NADA A TEMER

1942 - ANO DO NOSSO JUBILEU DE DIAMANTE - 2002

Passamos a nossa vida procurando fugir da dor e desconforto e buscando o bem-estar e o prazer.

Parece ser esta a raiz de onde brota toda a filosofia que tem dirigido existência humana desde os seus primórdios.

Não consideramos normal as atitudes daqueles que voluntária e deliberadamente buscam imprimir sofrimento aos seus dias e deleitam-se na própria dor. Afinal, nossa vida é o bem mais precioso que temos e dela devemos cuidar com zelo e o máximo empenho.

Porém, para o servo do Senhor, há situações em que sua própria vida não constitui-se o objeto maior de estima e preservação. A Bíblia nos adverte a respeito das ocasiões em que o sofrimento próprio não deve ser evitado. Eis alguns exemplos:

1. diante da possibilidade do nome do Senhor ser exaltado através do nosso bom comportamento de cristão, mesmo que este comportamento não seja o esperado pelo padrão adotado na sociedade. O crente sofre muitas vezes por dizer NÃO quanto todos dizem SIM, e vice e versa.

2. quando o serviço cristão, dedicado e diligente, impuser riscos e perigos à nossa vida, deve ser considerada a vontade do Senhor antes da nossa própria preservação. Este é, inclusive, o âmago da questão missionária na Bíblia. Não fosse essa compreensão e o evangelho não teria saído dos muros de Jerusalém, sob risco de morte dos seus propagadores, para atingir os quatro cantos da terra.

3. Quando a vida de alguém corre risco, a nossa deve ser considerada como instrumento de salvação da outra, mesmo que isso implique em dano próprio.

São palavras do próprio Senhor Jesus: "que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder-se...? Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará."

Rev. Márcio

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.