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domingo, 24 de agosto de 2008

TEMER AO SENHOR (21)

ANO LXVI - Domingo, 24 de agosto de 2008 - Nº 3278

Temer ao Senhor XXI - Levítico 19: 33-34

O assunto ligado a este versículo é o da chamada xenofobia. Trata-se de uma palavra composta e de origem grega, cujo sentido é: aversão pelo estrangeiro. Este era um problema sério naqueles dias do mundo antigo. Um estrangeiro poderia significar uma ameaça à cidade e ao país, pois era comum a presença de espiões com o propósito de descobrirem as debilidades da defesa da cidade, os lugares mais vulneráveis e coisas deste tipo.

As leis internacionais e as leis de soberania nacional evoluiram e têm tratado da questão da presença do estrangeiro, seja como turista (visitante), como trabalhador imigrante, estudante e outros. Percebe-se, cada vez mais, que a legislação restringe a presença dos estrangeiros e dificulta a entrada deles no país. Vimos que o Reino Unido propôs o absurdo de ter agentes em nosso território para "filtrar" os que para lá desejam viajar. A xenofobia está se tornando cada vez mais forte e a intolerância (veja a França ) com estrangeiros é crescente.

Neste ambiente de "globalização" falar em barreira geográfica, étnica, linguística ou cultural, parece sem sentido. No entanto, embora cada vez mais próximos nesta "aldeia global", estamos mais aferrados ao nosso espaço vital e lugar de sobrevivência, vendo com desconfiança os estrangeiros e, como se costumava dizer, forasteiros. Poder-se-ia dizer que no Brasil isto é diferente. Claro que somos uma nação miscigenada, mas esta visão romântica de "mistura" vai perdendo seu verniz e a realidade vai se impondo. O desafio é grande para nós cristãos; receber o estrangeiro e tratá-lo com amor como a nós mesmos. Nossa tendência é o oposto e a exortação é para que seja evitada a opressão ou exploração . A sinalização é para que nos vejamos na dimensão também de estrangeiros. A Israel caberia lembrar-se de seu tempo de estrangeirice (e escravidão) no Egito; a nós cristãos, hoje, nos resta lembrarmos que também somos "peregrinos e estrangeiros" nesta terra (seja em qual solo for). Assim como desejamos ser tratados gentilmente nesta condição de estrangeiros, devemos nós, por temer ao senhor, tratar com gentileza aos que entre nós são vistos como estrangeiros e peregrinos.

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 4 de maio de 2008

TEMER AO SENHOR (14)

ANO LXV - Domingo, 04 de Maio de 2008 - Nº 3262

TEMER AO SENHOR XIV ( Levítico, 19: 16 )

Ao ler o texto apontado acima, não pude deixar de recordar meus tempos infantis, quando apanhava mexericas na árvore para saboreá-las. Havia um problema , o sumo que delas saía era de um cheiro fortíssimo e peculiar (até bom) e você não podia "esconder" que havia chupado a fruta. Às vezes, "pegávamos" a fruta no quintal do vizinho, e não dava para esconder quando chegava em casa. Então recebíamos um bom corretivo, normalmente da mãe. Não era apenas mexerica , era mexeriqueira.

O texto original usa uma palavra que pode ser traduzida por "camelô", ou seja, mercador que leva bugigangas (coisas de pouco valor) pelas ruas, no intuito de passá-las a outros. A qualidade é duvidosa, a origem não muito recomendável e não há responsabilidade oficial (sem impostos) ou formalidade.

A palavra é bem incisiva ao nos determinar não andarmos "entre o povo" como estes tais. Vejam que o "mexerico" tem relação muito próxima com a figura do "camelô". A qualidade da "informação" veiculada é duvidosa, já que não vem sustentada em fatos (na maioria das vezes), mas apenas naquele famoso: "você ouviu? Ihhhh!". A origem não se apresenta como recomendável, até por não se saber ao certo onde foi que começou tal mexerico e qual sua fonte de referência. Por fim, vemos que inexiste a responsabilidade, ou seja, ninguém escreve e assina mexerico. Aliás, quando se pede para que assine (e assuma) aquilo que se disse, a resposta é evasiva , alegando-se que isto lhe seria prejudicial e estragaria sua amizade com fulano e beltrano, além do que ficaria mal para sua "imagem" entre os irmãos. A informalidade é, aqui, sinônimo de irresponsabilidade.

Este tipo de conduta é extremamente lesivo à vida dos que se tornam alvo do mexerico. Talvez alguém pergunte sobre o caso de ser verdade o que se diz no "comentário" feito. Não importa, o mal é claro. Você precisa ir à pessoa e indagar, questionar e confrontar (se preciso). Não fale da pessoa ou sobre a pessoa, fale com a pessoa.

Termino esta pastoral citando o livro de Provérbios em sua significativa diretriz de ética para a vida de todos nós: "Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo mexeriqueiro, cessa a contenda" (Pv. 26:20). Andemos com integridade também no falar, devido ao fato de se temer ao Senhor.

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 27 de abril de 2008

TEMER AO SENHOR (13)

ANO LXV - Domingo, 27 de abril de 2008 - Nº 3261

TEMER AO SENHOR XIII ( Levítico 19:15 )

O foco de nosso texto de hoje é a justiça-injustiça. A formulação segue a estrutura do negativo: "Não farás injustiça..." Nada impede que façamos a formulação de modo positivo: Farás justiça. Este clamor e desejo profundos por justiça não são apenas manifestações de nosso tempo, mergulhado em um caudal de injustiças em suas multiformes manifestações. O texto nos fala sobre igualdade, ou melhor, equanimidade, alertando para que não haja benefício a favor de alguém e, consequentemente, lesão ou prejuízo a outro. Percebamos que não se fala apenas em comprazer ao grande, mas, também, em favorecer o pobre. Este é um conceito interessante, pois normalmente nós julgamos que devemos privilegiar ou favorecer o menos abastado ou mais pobre, ou ao mais poderoso. Ambos (grande ou pequeno) devem ser tratados em iguais condições e com a mesma distinção.

A hipossuficiência (qualidade de alguém que está em situação inferiorizada em relação a outrem) é vista, em nosso direito, como elemento determinativo de certo privilégio ou de maior amparo pelo Estado-Juiz ao que dela é "portador". É claro que isto se faz necessário devido ao descumprimento do preceito contido neste versículo: não comprazer ao grande. Porque a tendência é privilegiar o grande, o pequeno deve ter este amparo do Estado.

Importante se faz notar que, embora o texto nos fale sobre juízo, a possibilidade de se cometer injustiça não se vincula apenas à esfera jurídico-legal. Nossa manifestação de juízo é constante e permanente no ambiente de nossas relações sociais e, frequentemente, nos vemos sob o imperativo de exercitarmos nossos julgamentos. A absoluta objetividade e imparcialidade são ideais e seu alcance plenamente não é possível. No entanto, devemos (e podemos) nos empenhar para que sejamos o mais imparcial possível em nossas manifestações de juízo. Procure ouvir com cuidado e atenção ambos os lados, analise todas as informações disponíveis, busque escutar pessoas que tenham conhecimento do fato e que evitam emitir juízo de valor sobre o mesmo, não se deixe "contaminar" pela avalanche de informação massificante. Estas, entre outras, são algumas medidas que nos ajudam a não fazermos injustiça e agirmos corretamente sem favorecer o pobre, ou comprazer ao rico, devido ao fato de se temer ao Senhor.

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 23 de março de 2008

TEMER AO SENHOR (8)

ANO LXV - Domingo, 23 de março de 2008 - Nº 3256

TEMER AO SENHOR VIII ( Levítico 19: 11)

Nosso texto para análise continua a estabelecer os princípios de vida fiel ao Senhor, na esfera de nossas relações com o outro. O tema agora é a mentira. A questão é posta de forma negativa: não mentirás; não usarás de falsidade. Está claro que se trata do exercício da fala, mas também de propositura de ardis, ciladas, armadilhas. O que está em destaque é a necessidade da honestidade e sinceridade.

A manifestação da mentira pode ter, e tem, muitos matizes ou variações, sendo algumas sutis às quais não damos muita importância. Verdade é um dos atributos que se encontra no caráter de Deus e que nós , como seres criados à Sua imagem e semelhança, devemos também refletir e manifestar.

A ênfase dada nas Escrituras Sagradas sobre este ponto é muito grande, levando o próprio Deus fazer registrar que " ficarão de fora os mentirosos",ao referir-se a Seu Reino ( Ap.21:8). Trata-se de pecado grave, mas que é tolerado e, às vezes, justificado em nosso meio. Categorizamos a mentira para dizermos que esta é admissível e aquela nem tanto. É critério meramente humano com base nos reflexos sociais da mentira em si. Mas, devemos ver que esta distinção não é admitida pelo Senhor. A honestidade, integridade e verdade são elementos manifestos em nossa vida como fruto de temer ao Senhor. É claro também que não podemos confundir sinceridade, verdade e honestidade com rudeza, falta de educação ou desamor. Paulo nos alerta e determina : "seguindo a verdade em amor" (Ef.4:15). Desta maneira podemos dosar adequadamente a rejeição à mentira e a recepção da misericórdia. Perfilemo-nos com a verdade e a sustentemos com amor, como resultado de nosso coração fiel que "teme ao Senhor".

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 16 de março de 2008

TEMER AO SENHOR (7)

ANO LXV - Domingo, 16 de março de 2008 - Nº 3255

TEMER AO SENHOR VII ( Levítico 19: 11)

Este é assunto presente na tábua segunda dos Dez Mandamentos , onde lemos : " Não furtarás "(Êxodo 20:15 ). Existe uma distinção técnica entre roubo e furto. Naquele deve existir alguma forma de violência ( física ou psicológica) ou mesmo ameaça à integridade física. Neste não se encontra a figura da violência. O furto é , supostamente, mais brando que o roubo, pois não há risco à integridade física de alguém e recebe menor penalização. Para nós , aqui em especial, isto não faz muita diferença. Desde aqueles tempos, tão distantes de nós, a ordem existe, pois a possibilidade e tendência ao furto estão presentes no coração humano.

Pensamos, de imediato, quando se fala em furtar, naquele indivíduo que subtrai para si um objeto ( carteira, bolsa, pasta, etc ) de terceiro. De fato, isto é verdade e está contemplado aqui. Mas, esta não é a única maneira de "furtar". Um dos cuidados que vemos na ética do Velho Testamento ( reafirmada no Novo ) é que não haja medidas ou pesos falseados, isto é , as medidas deveriam estar corretas em seu padrão. O comerciante que tivesse medidas adulteradas estava furtando. O coletor que exigia além do devido estava furtando (defraudando). O usurário que impusesse juros abusivos sobre o outro, estaria , de certa forma, furtando. Aqueles que se valem de suas posições para enriquecerem-se às custas do erário ( verba, dinheiro ) público estão furtando. A transformação de vida que nos leva a uma postura de retidão e honestidade é fruto de nosso compromisso com o Senhor , é decorrência de "Temer ao Senhor", como nos exorta o apóstolo Paulo: "O que furtava , não furte mais, antes trabalhe, fazendo com as próprias mãos" ( Efésios,4:28).

Há muitos modos justificados e aceitos de se furtar hoje em dia e que são agasalhados sob a proteção do "todo mundo faz". É a corrupção generalizada ( até dentro dos templos religiosos) , onde o mote principal é "levar vantagem de qualquer jeito". Ouçamos a voz do Senhor, temamo-LO e obedeçamos Seu mandamento , honrando-O com nossa integridade , acatando sua vontade : " Não furtareis".

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 9 de março de 2008

TEMER AO SENHOR (6)

ANO LXV - Domingo, 09 de março de 2008 - Nº 3254

Temer ao Senhor VI ( Levítico 19: 9-10 )

Encontramos no Velho Testamento muitas instituições e costumes extremamente interessnates e positivos quanto à sua manifestação e alcance sociais. É claro que muitos destes se nos apresentam de modo um tanto estranho e outros de difícil aplicação e, de certa forma, nunca aplicados , mesmo pelo povo judeu no VT. Aqui temos um destes preciosos costumes , ao qual se dá o nome de REBUSCA.

Tal prática era observada nas terras de Israel e histórias são formadas na esteira deste procedimento como foi o caso de Rute e Boaz. Era simples , em certo sentido, pois o dono do campo não deveria rebuscar , ou seja, repassar em vistoria de colheita as áreas ou locais em que já se havia feito a colheita. Isto se dava com o milho, azeitonas, uvas e outros produtos. O que ficava nos galhos ou caia na terra, deveria ser deixado para que o pobre , necessitado ou carente pudesse provisionar-se. O princípio é muito importante, pois se vislumbra o cuidado para com o carente, embora este devesse realizar , também , algum trabalho para alcançar seu sustento.

Vemos que temer ao Senhor nos leva a buscar socorrer e auxiliar aqueles que estão próximos de nós e carecem de nossa misericórdia. Não se contesta o direito à propriedade, à produção privada. Mas, por outro lado, enfatiza-se o fato de que outras pessoas menos favorecidas precisam e devem ser alvo de nosso cuidado e ajuda. A ganância, a avareza, a sovinagem e manifestações deste mesmo teor são aqui impedidas de serem desenvolvidas, evitando que os senhores de terra ou proprietàrios se tornassem indivíduos apegados até ao grão que caia quando da ceifa.

Temer ao Senhor é o fator determinante do estabelecimento de tal lei. Temer ao Senhor é o fator determinante do cumprimento de tal lei. Temer ao Senhor deve ser o fator determinante para que eu, ainda hoje, seja tomado da mesma determinação e postura, lembrando-me daqueles que são carentes e necessitados, abençoando-os, pelo menos, com os "rabiscos de nossa seara".

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 2 de março de 2008

TEMER AO SENHOR (5)

ANO LXV - Domingo, 02 de março de 2008 - Nº 3253

Temer ao Senhor V (Levítico19:5-8)

Na seqüência de abordagem deste capítulo encontramos a temática do sacrifício. Aqui ocorre a qualificação distintiva, sendo o sacrifício de caráter pacífico. Não há espaço suficiente para tratarmos de toda a estrutura sacrificial no Israel Patriarcal e posterior. Neste caso trata-se de um sacrifício em que se celebra a paz com Deus pela expiação feita quanto ao pecado.

Podemos nos ver situados histórica e culturalmente bem distantes do Israel dos tempos em que tal texto foi produzido. Porém, deve-se notar que nós também somos desafiados a oferecer sacrifício ao Senhor ainda hoje. Torna-se evidente que não falo de sacrifícios como os preconizados em certos segmentos chamados evangélicos e muito menos daqueles que compõem o acervo do catolicismo romano popular ou não. Não falo de flagelos físicos, restrições ascéticas, reclusão monástica e outras desta ordem. Refiro-me aos sacvifícios apresentados nas Escrituras e que devem ser por nós apresentados a Deus. Vejamos alguns destes:

1) O salmista nos fala que os sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado e coração contrito( salmo 51 ) , aos quais Deus não desprezará, fazendo apontar para a intimidade e interioridade em contraste com a formalidade e exterioridade.

2) 2)O apóstolo Paulo nos ensina, ao escrever aos Romanos, sobre oferecer nosso corpo como "sacrifício vivo , santo e agradável a Deus " que é nosso culto racional(Rm.12).

3) O escritor da carta aos Hebreus nos exorta a que apresentemos "sacrifícios de louvor, fruto de lábios que professam o Seu Nome" (Hb.13:15).É referência ao testemunho cristão de sustentação de nosso compromisso com o Senhor e a proclamação de nossa fé.

É fato que podemos entender que deva haver nosso sacrifício quando nos privamos de algo com o propósito de nos envolvermos de forma mais intensa com o Senhor e Sua Obra. Deve estar claro que tal situação jamais será de caráter meritório, ou seja, isto não nos tornará mais dignos de ingresso no Reino Celestial. A consciência de uma tão grande salvação a nós concedida graciosamente por e em Cristo Jesus, nos leva à dedicação e, às vezes, envolve a restrição de certas comodidades em nossa vida e ou à dádiva de nós mesmos em um esforço maior de servir ao Senhor. Note-se ( verso 8 ) que algo tão sublime manifesto no sacrifício e louvor, pode tornar-se elemento de afronta ao Senhor.

Temamos ao Senhor e ofereçamos-Lhe sempre sacrifícios de gratidão e adoração como instrumentos de manifestação de Sua glória.

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 27 de janeiro de 2008

TEMER AO SENHOR (2)

ANO LXV - Domingo, 27 de Janeiro de 2008 - Nº 3248

Temer ao Senhor (II) (Levítico 19:3)

Conforme registramos no boletim anterior, apresentaremos alguns artigos baseados neste capítulo do (pouco lido) livro de Levítico, com sua riqueza extensa e profunda.

Moisés repassa ao povo as diretrizes do Senhor, cujo propósito é a manifestação de Sua Santidade no processo de santificação de Sua gente (v.2). Fica claro que o Senhor deseja que sejamos santos, porque Ele o é. Percebam que isto é reafirmado pelo apóstolo Pedro (I Pedro 1:15-16) como ênfase no fato de ser este o anelo de Deus. O Senhor Jesus coloca esta mesma verdade de modo um pouco diferente ao afirmar: "Sede vós perfeitos, como perfeito é vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:48). Assim, está a desafiarnos à santidade e perfeição em nossa vida e conduta.

Deste modo vemos que o Senhor estabelece mais um princípio quanto à nossa santificação (como reflexo da santidade de Deus) vinculando-a agora ao respeito ao pai e à mãe. Quando lemos esta exortação do Senhor, segue-se a ela a expressão - "Eu sou o Senhor", que nos faz ver que nossa postura de obediência a nossos pais deve-se ao fato de temermos ao Senhor. É a Pessoa dEle que está em destaque, antes que a de nossos pais. É a Ele que atingimos ou honramos quando o fazemos a nossos pais. Há também a responsabilidade dos pais em refletir a Pessoa do Senhor. A mutualidade e reciprocidade estão latentes, mas presentes, neste texto. O apóstolo Paulo insistirá nisto ao fazer esta afirmação: "filhos, obedecei a vossos pais no Senhor" (Efésios 6:1). Os pais são postos como autoridade sobre nós e devem ser honrados (obedecidos) como expressão de nosso temor ao Senhor. É claro que nossa obediência a eles se estabelece até ao limite de sua autoridade delegada, isto é, caso eles se coloquem, ou queiram colocar-se, acima do Senhor, nossa obediência será devida ao Senhor antes que aos nossos pais.

O respeito, a obediência, o carinho, o amparo, o zelo, o amor e outras manifestações com relação aos nossos pais devem ser a tônica na vida do cristão, fazendo refletir nosso compromisso com o Senhor Deus de Quem somos, a Quem servimos e tememos.

Deus nos abençoe.

Rev. Paulo Audebert Delage

domingo, 20 de janeiro de 2008

TEMER AO SENHOR (1)

ANO LXV - Domingo, 20 de Janeiro de 2008 - Nº 3247

Temer ao Senhor (Levítico 19:14)

A leitura Bíblica seletiva ou não sistemática, deixando de cobrir toda a extensão do texto bíblico, traz consigo o risco de nos fazer ligados apenas a alguma parte e acarretar a perda da visão de todo. É comum pessoas lerem apenas o Novo Testamento, ou Salmos, ou Profetas, mas quando lemos a Bíblia em sua extensão total (Gênesis- Apocalipse) somos levados a encontrar (descobrir) elementos belíssimos para nossa vida de compromisso com o Senhor e Seu Reino. O capítulo 19 do livro de Levíticos talvez faça parte desta faixa que recebe pouca (ou nenhuma) atenção ou visitação dos leitores "seletivistas". Mas, vemos aqui expressões riquíssimas quanto às diretrizes de Deus para nosso viver. Em alguns boletins trabalharemos conceitos presentes neste capítulo, a começar por esta linda e séria admoestação do Senhor.

O Senhor (por meio de Moisés) notabiliza ou destaca duas situações de deficiências físicas bem graves, levando-nos a ver nossa responsabilidade, como filhos e servos dEle, no trato com nosso semelhante. Ele fala sobre o surdo e o cego. O objetivo é preservá- los, guardando-lhes a dignidade. Vejam que a ordem é para não amaldiçoar o surdo e não fazer tropeçar o cego. Ora, a maldição dirigida contra o surdo não pode ser por ele recebida (ouvida) não lhe dando oportunidade de defender-se ou manifestar-se. Igualmente ocorre quando se faz maldosamente tropeçar o cego. Não saberia este a quem se dirigir para expressar sua indignação. Em ambos os casos as "vítimas" da ofensa e do abuso não teriam ciência de sua origem. Temos então a expressão: " mas temerás o teu Deus..." Eis o motivo pelo qual não podemos nos comportar levianamente com tais pessoas; devido a temermos a Deus; por causa do temor do Senhor. Nosso vínculo é com o Senhor, nossa consciência a Ele está ligada, nossa conduta é por Ele direcionada, nossa ética é por Ele determinada. Não faço estas coisas, ou faço estas coisas, por causa do temor do Senhor. O surdo não poderia ouvir o impropério, o cego não poderia ver a armadilha, mas o Senhor ouve e vê, e por temor a Deus não pratico atos indignos e vis. Deus nos abençoe para que nos conduzamos todos os dias movidos pelo temor do Senhor.

Rev. Paulo Audebert Delage

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.