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domingo, 21 de junho de 2009

BOLETIM DOMINICAL - Nº 3321

ANO LXVII - Domingo, 21 de junho de 2009 - Nº 3321

"Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos." Atos 2:47b

Hoje é dia de festa na IPVM! Festa espiritual! Vinte e cinco irmãos e irmãs serão recebidos como membros comungantes desta Igreja, por meio da pública profissão de fé e do batismo. Destes, alguns confirmarão a aliança do batismo que receberam na infância. Os demais, além de manifestarem publicamente sua resposta de fé ao amor e à graça de Deus revelados em Jesus Cristo, submeter-se-ão, nesta mesma ocasião, ao batismo. Quanto a nós, devemos acolhê-los com toda a alegria e cercá-los da nossa atenção e das nossas orações.

Porém, esse feliz acontecimento na vida de nossa Igreja deve também, à luz do texto bíblico acima, fazer-nos lembrar de algumas importantes verdades: 1) É o Senhor que promove o crescimento da Sua Igreja. Só Jesus pode abrir os olhos dos cegos, destapar os ouvidos dos surdos e dar vida aos mortos, e deste modo acrescentar pessoas à Igreja. 2) Ele faz isso não uma vez ou outra, esporadicamente, mas, de modo contínuo, diário. 3) Ele não acrescenta pessoas à Igreja sem salvá-las, nem as salva sem acrescentá-las à Igreja. A salvação e a filiação à Igreja caminham juntas. Ao nos comprometermos com Cristo mediante nossa profissão de fé e batismo, comprometemo-nos também com o Corpo de Cristo, sua Igreja.

Sim, irmãos, Deus age e está agindo em nosso meio, assim como agiu no passado. Notemos, entretanto, em que contexto se dá a ação divina de acrescentar vidas à Igreja. O texto diz: "enquanto isso". Mas, "enquanto isso", o quê? Os versículos anteriores (Atos 2:42-47a) respondem: Enquanto a Igreja perseverava " na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações...", "acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos". Ou seja, enquanto a Igreja dedica-se ao estudo sério da Palavra de Deus, ao cultivo e à manifestação prática da comunhão entre seus membros, e à adoração alegre e reverente a Deus, o Senhor age, acrescentando vidas à mesma.

Possa a IPVM, agora fortalecida e abençoada com a chegada desses novos irmãos e irmãs, continuar crescendo em número e em espiritualidade, em quantidade e qualidade, tudo para a glória do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo, e para a edificação da Sua Igreja aqui neste bairro e nesta cidade.

Rev. José Roberto Silveira

domingo, 15 de fevereiro de 2009

SACRIFÍCIOS ESPIRITUAIS

ANO LXVII - Domingo, 15 de fevereiro de 2009 - Nº 3303

SACRIFÍCIOS ESPIRITUAIS

Como bem sabemos, a doutrina bíblica do sacerdócio universal de todos os crentes foi redescoberta pelos reformadores do século XVI. Em síntese, ela ensina que não há diferença de status entre os cristãos. Todos os verdadeiros crentes no Senhor Jesus são sacerdotes. Como sacerdotes, os crentes não só vivem na presença de Deus, com acesso pleno e imediato a Ele, como também lhe oferecem "sacrifícios espirituais agradáveis por intermédio de Jesus Cristo" (1 Pe 2:5).

Mas, quais são os sacrifícios espirituais que devemos oferecer a Deus? Primeiramente, os nossos corpos: "Rogo-vos, pois irmãos...que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional". (Rom 12:1). À semelhança dos sacrifícios de animais que eram totalmente queimados sobre o altar (holocausto) , devemos oferecer a Deus o nosso corpo em completa consagração. Em termos práticos, o que significa esse sacrifício do nosso corpo? João Crisóstomo, um dos pais da Igreja, dá-nos belissima resposta: "Que os olhos não contemplem o mal, e isso importa em sacrifício; que a língua não profira nenhuma vileza, e isso será uma oferta; que as mãos não operem o que é pecaminoso – e isso equivale a um holocausto. Mais do que isso! Devemos nos esforçar arduamente em favor do bem: as mãos dando esmolas, a boca bendizendo aqueles que nos amaldiçoam, e os ouvidos prontos a dar atenção a Deus".

O sustento da obra do Senhor é outro sacrifício espiritual que podemos oferecer a Deus: "... o que veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus". (Fil 4:18). Deus sente um aroma suave e gostoso quando o povo de Deus oferece dos seus bens para sustentar missionários, evangelistas e a Sua obra de modo geral. Quando damos dos nossos recursos para o avanço do Reino de Deus neste mundo, não só estamos exercendo a nossa tarefa sacerdotal, mas experimentamos também a promessa de que Deus suprirá as nossas necessidades (Fil 4:19).

A Bíblia também nos ensina que devemos oferecer a Deus, "sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome" (Hb 13:15). Quando louvamos, agradecemos e adoramos a Deus, estamos oferecendo sacrifícios espirituais (Sl 50:14,23). Jesus disse que o Pai está procurando adoradores (Jo 4:23). Deus tem encontrado em nós pessoas que oferecem sacrifícios de louvor com sinceridade e retidão? Finalmente, não devemos negligenciar a prática do bem e da mútua cooperação, "pois com tais sacrifícios, Deus se compraz" (Hb 13:16). Praticamos o bem e a mútua cooperação quando atendemos alguém na sua necessidade, que pode ser financeira, espiritual, física ou emocional. Para oferecer ao Senhor esse tipo de sacrifício, precisamos ser sensíveis às pessoas nas suas necessidades.

Que possamos cumprir mais fielmente nosso sacerdócio, oferecendo a Deus tais sacrifícios.

Rev. José Roberto Silveira

domingo, 17 de fevereiro de 2008

EU VOS FAREI PESCADORES DE HOMENS

ANO LXV - Domingo, 17 de Fevereiro de 2008 - Nº 3251

"...eu vos farei pescadores de homens." (Mt. 4:19)

Ao iniciar publicamente seu ministério, uma das primeiras iniciativas de Jesus foi a de começar a constituir seu grupo de discípulos. Jesus encontra-se na Galiléia, mais precisamente em Cafarnaum, "caminhando junto ao mar" (Mt 4:18), longe de Jerusalém e das instituições religiosas e sociais. Nesse contexto, ele se dirige a pescadores em plena atividade. Mateus mostra como se dá o chamado de Jesus a esses homens por meio de uma seqüência de verbos: Jesus caminha, vê, chama, e é seguido.

Uma primeira lição que aprendemos nesse episódio é que o nosso chamado, assim como o dos primeiros discípulos, não depende de nós, de nossa busca, de nossa procura, de nossa inteligência, de nossos méritos, de nossas capacidades ou mesmo de nossa piedade. Depende, antes de tudo, de Jesus, da sua iniciativa. Depende Daquele que nos têm visto antes mesmo que pensemos Nele. Daquele que faz ecoar o seu chamado em meio ao nosso cotidiano.

Mas esse chamado tem um propósito: Fazer-nos pescadores de homens! A imagem da pesca, de peixes tirados da água, remete-nos ao coração da missão de Jesus: tirar os homens da morte para a vida. Porém, alguém poderá argumentar: Não sucede exatamente o contrário, ou seja, se tirarmos os peixes da água não estaremos condenando-os à morte? Lembremo-nos, entretanto que, para a cultura daquela época, o mar estava associado ao caos e à morte. Daí o chamado para sermos pescadores de homens.

Ao lermos o texto de Mateus, ficamos admirados pela brevidade da cena. Um simples chamado de Jesus é suficiente para que Pedro, André, Tiago e João deixem suas redes, seus barcos, seus pais e sigam o Mestre. Eles não questionam, nem se preocupam quanto ao futuro. Apenas O seguem. Isso nos ensina acerca da radicalidade do nosso chamado. Não se trata de abandonar mulher e filhos e se retirar do mundo, mas de responder imediatamente a esse apelo, sem questionar, sem olhar para trás, sem temer o futuro e sem nos interrogar sobre nossas capacidades. Significa dizer simplesmente "Sim": "Sim" para que Jesus transforme nossas vidas; "Sim" para que Jesus nos conduza em direção aos outros; "Sim" para que, depois de termos sido "pescados", tornemo-nos pescadores de homens.

Enfim, convém lembrar que nós não estamos sozinhos nessa tarefa de "pescar homens". Jesus chama seus discípulos de dois em dois. Para cumprir essa missão, Deus usa os talentos de todos, por mais modestos que sejam. Nós não podemos nada sozinhos, porém, cada um de nós pode acolher com confiança esse chamado e caminhar ao lado de outros no seguimento de Jesus. Então, deixemos nossas redes e partamos para a pesca com Jesus!

Deus nos abençoe.

Rev. José Roberto Silveira

domingo, 11 de fevereiro de 2007

COMO ESTAMOS OFERTANDO AO SENHOR?

ANO LXIV - Domingo, 11 de fevereiro de 2007 - Nº 3198

COMO ESTAMOS OFERTANDO AO SENHOR?

Jesus era um mestre na arte da observação. Invariavelmente, Ele procurava observar a criação, os acontecimentos à sua volta, os hábitos e costumes das pessoas, a fim de utilizá-los em suas parábolas, ensinos e conversas com os seus discípulos.

Em Marcos 12:41-44, encontramos Jesus no templo, mais precisamente no pátio das mulheres, onde ficavam 13 cofres em forma de trombeta. O que Jesus fazia ali? Ele estava observando “como o povo lançava ali o dinheiro”. Ele observou que muitos ricos depositavam grandes somas de dinheiro, pois pelo barulho que as moedas faziam ao serem colocadas no gazofilácio e pelo tempo que elas percorriam até chegar ao fundo do mesmo, era possível dimencionar o volume das ofertas.

Mas o olhar de Jesus não se demorou nos ricos. Ele se deteve numa mulher anônima, viúva e pobre, que colocou no tesouro apenas duas moedas, dois leptos, a moeda de menor tamanho e valor. Jesus, então, aproveitou aquele momento para ensinar preciosas lições aos seus discípulos e, por extensão, a todos nós também.

Uma primeira lição é que Jesus não somente vê o que ofertamos, mas como ofertamos. Seu olhar não fica na superfície, mas penetra profundamente, atinge o coração e vê o que está no íntimo de cada um de nós. Ele sabe que, muitas vezes, a generosidade externa esconde a escassez no íntimo, ao passo que a generosidade interna dá sentido à escassez externa. Foi por isso que aquela viúva ofertou mais que todos os outros. Ela não deu as sobras, mas tudo! O nosso Deus não está à cata de sobras. Ele quer o nosso tudo, a nossa vida, enfim, aquilo que somos , temos e fazemos. Que as nossas ofertas ao Senhor sejam, de fato, uma expressão sincera e verdadeira do seu Senhorio sobre nós.

Uma segunda lição é que aquela mulher, não obstante trazer tão irrisória oferta aos olhos humanos, não abriu mão do privilégio de ofertar ao Senhor. Ela sabia que não somos avaliados pela quantidadae daquilo que trazemos ou damos, mas pela fidelidade, pela nossa obediência e disposição em dar. Além disso, ao colocar no gazofilácio todo o seu sustento, ela se colocou totalmente nas mãos de Deus, na dependência de Deus, revelando assim o quanto ela confiava Nele.

Finalmente, nós aprendemos que ninguém é tão pobre que não possa dar nada ao Senhor. E, não estamos falando apenas de dinheiro. Falamos de dons, talentos, potencialidades. Ninguém é insignificante, descartável aos olhos de Deus. Portanto, não se descarte e nem se negue para Ele, mas entregue-se completamente em suas mãos.

Rev. José Roberto Silveira

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.