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domingo, 26 de abril de 1998

MEDITE ESTAS COISAS

ANO LV - Domingo, 26 de abril de 1998 - No 2739

"Medita estas coisas, e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto" I Timóteo 4:15

Vivemos um período em que o cristianismo demonstra duas características jamais vistas na história de nosso país, a divulgação maciça do Evangelho e a pequena profundidade de conhecimento da Palavra de Deus dos que professam sua fé no Evangelho. Características antagônicas entre si, traçando um perfil do cristianismo em nosso país, como extenso em sua abrangência e raso em sua profundidade. Poderíamos a fim de avaliar estes fatores utilizarmo-nos de diversos caminhos e razões. No entanto, a Bíblia indica o caminho da profundidade da relação com Deus, a digestão espiritual, a meditação. Quando ouço o Evangelho, o processo de elaboração do mesmo jamais poderá deixar de fora tudo o que sou. Meu coração, meus projetos, desejos, minha mente, minha volição, deverão ser parte integrante do processo de relacionamento com Deus. Devo então ouvir o Evangelho, de tal forma que ele e só Ele esteja falando comigo, assim é na solidão da alma o laboratório de toda ação de Deus. As massas, o exterior, os esteriótipos jamais produzirão intimidade, pois Deus que semeia o Seu amor ao mundo todo, vê o indivíduo, ama o indivíduo. Qualquer pregação que perde a individualidade da meditação, da digestão pragmática do que ouço, perde sua relevância, bem como sua pureza. Assim o desafio do Senhor por meio das palavras do apóstolo ainda são: "medite estas coisas". Quando ouvir o Evangelho de Deus nesta semana, deixe que Ele alcance sua alma. Medite!

Rev. Eli Moreira

domingo, 12 de abril de 1998

JESUS CRISTO ESTÁ VIVO, ALELUIA

ANO LV - Domingo, 12 de abril de 1998 - No 2737

JESUS CRISTO ESTÁ VIVO, ALELUIA

A páscoa para os cristãos de nossos dias, tem sido a oportunidade de rememorar a morte de Cristo. A qual deu-se nos dias de Pôncio Pilatos, governador da Judeia, da forma mais cruel. Morte destinada aos piores elementos da sociedade, que após cometerem crimes hediondos, recebiam a pena de morrer pregados em cruzes, morte lenta por sufocação, ou seja até não terem mais forças para movimentar seus pulmões.

Esta forma bárbara de sofrimento, ao qual Jesus de Nazaré sujeitou-se, tem sido alvo da meditação dos cristãos. Sendo que a pregação tem girado em torno do fato de quão grande amor Deus nos teve ao ponto de enviar-nos Seu filho, para que morresse em nosso lugar, assumindo nosso pecado, morresse como um criminoso, recebendo sobre o Seu corpo o castigo que nos estava destinado, a fim de que obtivéssemos vida. A isto temos chamado de paixão divina.

Entretanto, ouso afirmar que esta não era a mensagem central do cristianismo apostólico. Os discípulos de Cristo, sabiam sobejamente dos acontecimentos que culminaram com a morte de Jesus, sabiam tanto quanto os moradores de Jerusalém e Judeia.

No entanto, sua mensagem era que Jesus estava vivo, pois havia ressuscitado ao terceiro dia, porque nem a morte pudera contê-lo. No seu dia a dia os discípulos de Cristo sabiam que Jesus estava vivo com eles, por ocasião da Ceia do Senhor, enquanto pregavam ou curavam enfermos nas ruas pelo poder do Senhor, pois Ele, Jesus, estava com eles. Eles estavam possuídos de alegria proclamando que Jesus reviveu e que não só foi o sacrifício pelos nossos pecados, como também Deus suficiente para vencer a morte. Sua morte não foi o fim, mas o começo de sua salvação e vida. A diferença entre Jesus e outros líderes religiosos é que Jesus etá vivo, como nosso Deus, Deus conosco. A páscoa significa que: O cordeiro de Deus; vive. Aleluia! Portanto, proclamemos.

Rev. Eli Moreira

domingo, 19 de outubro de 1997

A PREGAÇÃO DO EVANGELHO UMA REVOLUÇÃO EM VILA MARIANA

ANO LV - Domingo, 19 de outubro de 1997 - No 2712

A PREGAÇÃO DO EVANGELHO UMA REVOLUÇÃO EM VILA MARIANA

"agora, Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que anunciem com toda intrepidez a tua palavra" Atos 4:29

Vivemos na semana do dia 12, um momento significante para a vida da Igreja do Senhor Jesus, especialmente aqui em nossa igreja. Nosso bairro acordou em festa, em nossa vizinhança uma nova música se fez ouvir, nos colégios falou-se de um novo ensino, uma nova pedagogia, até os postes tornaram-se coloridos, e nas ruas fez-se ouvir uma nova notícia.

Uma nova campanha da igreja? Não, eu espero que não! Era a Igreja do Senhor Jesus além dos portões, constituída de um povo modesto, até temeroso na hora de distribuir os 7500 convites, para que as crianças ouvissem que Jesus é o Senhor do Universo, Único Salvador para suas vidas. Mas que coragem, que zelo para o trabalho, saíram cordeiros de todas as idades, desde a adolescência até aos adultos, voltaram leões, confiados e cientes de que o Senhor Deus lhes concederá a intrepidez para honrá-Lo e falarem em Seu Nome. O próprio Jesus fora com eles. Alguns ainda extasiados pela nova experiência diziam: - Isto faz melhor a nós do que aos que recebem os convites!

Para os que ouvem o evangelho nas ruas, a igreja parece uma espécie de proselitismo, e esta idéia errônea fecha muitas portas para que nossos vizinhos ouçam o evangelho. No entanto, fomos recebidos como embaixadores, algumas escolas nos convidaram a voltar, 140 crianças que nunca estiveram em nossa igreja vieram e dezenas entregaram suas vidas a Cristo, as mães e pais ouviram o evangelho e alguns entregaram suas vidas a Cristo.

Querido leitor, foi só o começo da revolução que o evangelho provoca quando sai às ruas. Eram cinqüenta voluntários, no próximo evento evangelístico quantos serão? Deposite sua vida nas mãos do Senhor e descubra a benção de ser para o Seu louvor. A revolução está em processo, até que se torne um estilo de vida para nós crentes da IPVM, afim de que testifiquemos do Senhor de nossas vidas, aonde os anjos temem andar.

Deus nos ajude!

Rev. Eli Moreira de Azeredo Silva

domingo, 21 de setembro de 1997

VIDAS CRISTÃS NO VENDAVAL

ANO LV - Domingo, 21 de setembro de 1997 - No 2708

VIDAS CRISTÃS NO VENDAVAL

Mateus 14:22-33

Logo após o grande milagre de Jesus de dessedentar milhares de homens e mulheres com cinco pães e dois peixinhos, Jesus compeliu Seus discípulos a que navegassem até Betsaida, atravessando o mar da Galiléia, enquanto Ele permanecia em oração em um monte próximo dali. Os discípulos são acometidos por um vendaval, e Jesus vai ter com eles andando por sobre o mar. Pedro pede-lhe para ir ter com Ele, o que Jesus lhe concede; no entanto, reparando na força do vento começa a afundar, gritando por socorro e é acudido por Jesus. Quando ambos sobem ao barco cessa o vento.

Talvez você, meu caro leitor, esteja questionando-se acerca da razão do vento que acometeu sua vida, questionando a falta de direção a que o barco de sua vida ficou sujeito. No entanto, é importante notar que os vendavais ocorrem constantemente, como uma profunda experiência de dependência absoluta ao Deus dos mares e marés. Somos impelidos a uma profunda experiência pessoal, intransferível de confiarmos em nosso Mestre a fim de que Ele realize o milagre de vir em nosso socorro, da intimidade com Deus, para que cheguemos ao limiar dos portais do impossível, onde Deus reina soberano.

Estamos vivendo um momento em que muitos passos de fé na vida cristã, já foram dados, no entanto, neste momento o vento pode parecer mais forte do que suas forças humanas, limitadas e sua vida agora jazer submersa em meio as ondas. Seus olhos já não andam postos em Jesus mas na força do mar que o cerca. Olhe para Jesus, grite com sua alma: - Socorre-me, Senhor!

Porém, lembre-se que o convite de Jesus, o Rei dos reis, ainda dirige-se a você para um encontro com Ele, em meio ao vendaval da vida. Por isto disse Jesus: Vem!

Rev. Eli Azeredo

domingo, 14 de setembro de 1997

UM CONVITE DE JESUS

ANO LV - Domingo, 14 de setembro de 1997 - No 2707

UM CONVITE DE JESUS

E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? (Mateus 26:40)

Vivemos uma época na história da humanidade que alguns poderiam qualificar como sendo sem precedentes, pelos avanços tecnológicos, pela migração do homem do campo para as megalópolis, pela filosofia desesperada de vida pregada pelo homem, por músicas cantadas ou gritadas por conjuntos, pela formação cultural que nos leva ao ensino de que cada um tem de se defender e lutar por si num mercado selvagem para encontrar o seu lugar ao sol, pela massificadora insensibilizante influência dos meios de comunicação. E em meio a tal realidade os ensinos e viver de Jesus, para alguns parece não ter sentido. Seus apelos, que teriam a nos dizer num mundo aparentemente tão mudado?

Em primeiro lugar o homem está em guerra. Está em guerra contra sua carne, seu egocentrismo, sua intolerância, seu estilo de vida ausente de Deus, se quiser se chegar a Ele. O homem não está em guerra só hoje em nossos dias, ele sempre esteve em guerra. Um doutor em história dizia que os tempos mudam, mas as tendências continuam.

E a tendência humana é ao sono, sono espiritual. Jesus no Getsêmani, sabia que não só Ele deveria estar preparado para a luta espiritual que enfrentaria, mas também os seus discípulos. O embotamento espiritual, sempre se manifestou como a causa para a desconexão homem e seu Deus, para a desorientação de propósitos e caminhos, para o desequilíbrio da vida.

Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo em oração. Este convite audissonante brilha em meio as trevas da humanidade e seu desamparo. Meu amado irmão, Jesus nos questiona, perguntando-nos com seu amor, se não temos tido nem ao menos uma hora ao Seu lado na luta desta semana, mês ou ano. Não pudemos ser acordados espiritualmente pela oração, reservando lugar e tempo para orar. O nosso ativismo religioso nunca nos despertará, despertamento espiritual advém de oração, interação Deus-homem, conversa de Pai-filho, bênção dos céus, manifestação do Deus vivo. Por isto nosso tempo, nossa vida é um convite para passarmos com nosso Senhor, para que não tenhamos vivido nesta terra sem um verdadeiro sentido. O convite de Jesus que alcança nosso dias, nosso coração ainda é: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?

Rev. Eli Azeredo

domingo, 7 de setembro de 1997

CORAGEM

ANO LV - Domingo, 7 de setembro de 1997 - No 2706

CORAGEM

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, amor e de moderação. II Timóteo 1:7

Temos definido coragem como um ato de bravura incomum, exercida num campo de batalha, e que ao longo da história tem recebido como recompensa medalhas e honrarias bem como reconhecimento popular. E nada obsta que exemplifiquemos coragem como o exemplo supra-citado.

No entanto, eu queria mencionar que existem atos valorosos do dia a dia, que nunca receberão reconhecimento público, entretanto forjam e denotam um caráter de sobeja coragem.

Lembro-me em anos passados ter conhecido uma senhora que após ter sido abandonada pelo esposo, conheceu o evangelho na favela onde residia, e que todos os dias de sol a sol ganhava o sustento dos seu três filhos, tendo ainda tempo de socorrer aos necessitados daquela favela com donativos alimentícios recebidos de entidades filantrópicas, donativos que administrava para poder servir aos seus semelhantes. Para tal não é mister ter coragem? Talvez, o meu querido leitor me dissesse: - Ter coragem para algo tão comum?

Se olhássemos para a imensa massa de pedintes, bêbados, prostituídos e drogados, veríamos que para muitos deles a froça para viver se foi, e que um tremendo desespero incorpora o seu dia a dia. Para muitos deles falta coragem para se erguer do monturo em que suas vidas se tornaram. E para fazer parte deste exército de vencidos pela deseperança, dominados pela depressão não existem preferidos por classe social, situação familiar ou cultural, basta estar vivo. Todos temos que enfrentar a luta contra os reveses da vida e estar de pé.

O que venho dizendo é que para tomar pequenas atitudes é preciso coragem, um passo após o outro, um ato seguido por outro. Para nos levantarmos e vivermos é preciso coragem.

Amado leitor, o texto bíblico acima, nos diz que Deus nos deu um espírito indômito em relação as trevas. E que este espírito deverá ser atrevido quanto a escravidão ao pecado, insaciável quanto as coisas de Deus, inconformado quanto a este século mau, corajoso como um estilo de vida.

Se neste momento as circunstâncias o dominam, sua voz empolada nada diz, os olhos antes argutos observadores lacrimejam a dor do coração, e o presente século diagnostica seu estado como depressão. Saiba que Deus não nos recriou como covardes para desistir sucumbindo as pressões. Tenha coragem de obedecer ao que Deus lhe tem mandado por intermédio de Sua palavra, pois é este aquele que vence o mundo, o que vê o invisível, o Deus que nos sustém! Coragem.

Rev. Eli Azeredo

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ARQUIVO DE ARTIGOS E PUBLICAÇÕES DA IPVM

Este arquivo contém parte da memória da IGREJA PRESBITERIANA DE VILA MARIANA publicada ao longo de vários anos em capas de boletins, encartes e outros meios, aos poucos resgatados e acessível a todos através deste blog.

SUGESTÕES DO CANTINHO CULTURAL

  • LIVRO: GOTAS DE AMOR PARA A ALMA. AUTOR: Rev. Hernandes D. Lopes. ASSUNTO: mensagens diárias para edificar sua vida, consolar-lhe o coração, fortalecer-lhe a fé. Não são textos de autoajuda, mas falam do auxílio divino.
  • LIVRO: TOQUE O MUNDO POR MEIO DA ORAÇÃO. AUTOR: Wesley L. Duewel. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: este livro sugere planos passo a passo para elaborar listas de oração, organizar círculos de oração e retiros de oração para os cristãos que tem a incumbência de orar pela salvação e bênçãos das pessoas.
  • LIVRO: TODO FILHO PRECISA DE UMA MÃE QUE ORA. AUTORES: Janet K. Grant e Fem Nichols. EDITORA: Hagnos. ASSUNTO: Uma mãe que ora pode ter um impacto tremendo na vida de seus filhos, este livro mostra como envolver e apoiar sua família através da oração persistente e eficaz. Você aprenderá a perseverar em oração e a usar a Bíblia para guiá-la nesta tarefa.